sábado, 7 de abril de 2012

10 Years Without Him: Layne Stanley

Layne Stanley (22/08/67 - 05/04/2002)
10 anos... Não dá para esquecer. Adorava Alice na época e enquanto tanta gente foi ao Hollywood Rock ver Red Hot Chilly Peppers, a garota tímida do ônibus dizia que estava lá para ir ver Alice In Chains. Me lembro pouco do show, mas obvio que para um adolescente, o momento deve ter sido mágico, louco. E nessa semana, um aluno de 14 anos me interrogou uns 5 minutos sobre essa época, mal acreditando que a 'teacher' viveu intensamente a era grunge. E aí, comentei que recordava vivamente o dia da morte de Layne, que vi anunciada na Globonews. Estava no bar do meu pai e víamos o noticiário juntos. Foram minutos de incredulidade, a voz embargada e os olhos marejados. Meu pai não entendia muito o que estava acontecendo... Eu entendia, perdia uma pessoa que através da música dele, falava o que muitos jovens sentiam: dor, tristeza, vazio e o mundo das drogas, que apareceu para 'tentar' tornar sua existência mais suportável. A história de muitos roqueiros começa e termina assim. Sufocada e destruída. É triste, mas não os torna mais ou menos especiais. Os tornam humanos como nós. De coração, carne e osso!


Curiosamente, Layne Stanley teve seu corpo encontrada no mesmo dia em que Curt Cobain cometeu suicídio, oito anos antes, 5 de abril de 1994. Nunca fui muito fã de Nirvana. Mantive uma relação especial com o Alice In Chains porque a personalidade de Layne me intrigava. Suas letras me fascinavam. Na época, estava prestes a começar o curso de Psicologia. Lia, nas horas vagas, Carl Jung, que falava de sonhos, desenhos, arquétipos. Representações através das quais nosso inconsciente ganha sentido real. Achava que Stanley, através de suas músicas, pedia socorro. Ele expressava profundo pesar e desalento com sua vida, que deixava aos poucos de pertencer a ele. O suicídio dele me comoveu bastante na época, mas não me surpreendeu.

Quando fiu ver o show do 'novo' Alice In Chains no SWU no ano passado, senti algo estranho. Me senti no meu lugar, e uma energia incrível daquelas pessoas cantando cada uma das músicas intensamente. Por algumas horas, voltei passado e revi, como num filme, a menina angustiada e introvertida, contida e silenciosa, cujas paredes do quarto eram cheias de posters. Era isso: a música falava por mim. Falava tudo o que não conseguia verbalizar. A geração Grunge deixou seu legado para o mundo. Eram filhos da geração pós-Vietnã. Filhos cujos pais foram para a guerra. Filhos de uma nação pautada no capitalismo e individualismo. A era Grunge representou muito mais do que um movimento musical. Ela representou a explosão de sentimentos de jovens que viram de perto suas famílias tiradas de perto deles e que tiveram que conviver com abandono, solidão e incompreensão. Como jovens poderiam sozinhos conviver com isso? Qual modelo eles teriam para seguir?

Para nós, não americanos, parece uma realidade distante, mas então qual e o lugar comum disso tudo? Penso que ser adolescente é o ponto comum. A etapa dos questionamentos e incertezas. E a partir daí, a necessidade de se expressar. De colocar pra fora a angústia que para muitos é insuportável. A arte cumpre esse papel. Seja na música, nas artes ou na literatura. Quando vejo hoje um aluno com uma camisa do Nirvana, ou falando de Curt Cobain, da música dele, paro. Escuto deles o que essa música significa. Falo desse mundo em que ela foi criada. É uma troca incrível, sobretudo quando você percebe neles a maturidade para falar e estabelecer paralelos entre esses mundos distantes que 'Smells Like Teen Spirit'.



domingo, 27 de novembro de 2011

SWU!

SWU em Paulínia. 2 dias de muita música boa. Gente divertida. Uma maratona. Foi tudo de bom. O Festival em fotos... Se ano que vem tiver outro, quero ir novamente.

Paulínia Shopping: ponto de parada dos ônibus.

Jogue o lixo no lixo. E chamem os C.S.Is!

O vocalista da banda americana !!!

Duran Duran in Concert!

'My name is Rio and she dances on the sand...'

Lynyrd Skynyrd: o show que quase ninguém viu. Nem eu!

Relaxando no gramado e ouvindo o show mais psicodélico do dia.

Megadeth. Finalmente. 'A Tout Le Monde'.

Dave Mustaine no telão.


Encontramos nossos amigos do Rio. Inacreditável.

Relaxamento ecológico.

Experiência de andar na Mata Atlântica.

Chris Cornell trouxe Soundgarden e Audioslave acústico.

Duff McKagan mandando bem até debaixo d'água.

Sonic Youth. Horrível porque o som estava uma porcaria.

Alice In Chains. Emocionante.

Jerry Cantrell do Alice em 'Rooster'.

Os sapatos ficaram assim depois da maratona.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tears In Rio

O precisoso ingresso

Pra mim, o Rock In Rio passou longe. Preferi esperar por um show que literalmente espero há anos. A vinda do Tears For Fears completo ao Rio. Quero dizer, a presença de Roland Orzabal e Curt Smith, já que em 96, Roland veio sozinho com a banda, sem seu companheiro de palco, durante uma breve separação.

O Citibank Hall estava lotado. Algo que já era esperado. Parece que é hábito agora dos cariocas comprar ingresso em cima da hora. A fila do lado de fora era grande, e com as críticas dos shows da banda em São Paulo e Porto Alegre sendo positivas, a galera resolveu conferir ao vivo o que já sabem ao ouvir qualquer Cd do Tears: eles são bons. E ao vivo a qualidade permanece. Confesso, para mim, o show foi muito além das minhas expectativas. 

Não costumo ir a shows de banda pop-rock. Eu curto mesmo é show de roqueiro maluco. Nem sabia direito como me comportar e o que esperar. Mas não há como negar que você estar num show em que você sabe cantar as músicas e tem espaço para dançar, levantar os braços e viajar com o que ouve é maravilhoso.  O tom foi dado com a primeira música, um dos maiores sucessos da banda: "Everybody Wants to Rule the World'. Sacode pra lá, sacode pra cá, eu mal podia acreditar no palco iluminado e o telão ao fundo com imagens psicodélicas e todos cantando. E Roland Orzabal com seus cabelos ao ombro, como na década de 90. E ao lao dele, Curt Smith e seu baixo, cantando 'welcome to your life, there's no turning back...' 

O grupo imaginou um set list perfeito. Misturou canções mais antigas, com as da década de 90 e trouxe algumas menos conhecidas. É inegável que se trata do show de um grupo de hits radiofônicos. Quem não conhece 'Sowing the Seeds of Love' e 'Head Over Heels'? Obviamente, elas jamais ficariam de fora de um mísero show que durasse 20 minutos.

Infelizmente, no domingo do show, houve um apagão em algumas regiões do Rio de Janeiro que de alguma forma afetou o som nos primeiros minutos de show. O público reagiu de forma bem humorada e contou com a paciência de Mr. Orzabal e do resto da banda. Após o problema ter sido solucionado, nada mais pode atrapalhar a estupenda performance da noite.

Vieram músicas menos conhecidas, como 'Everybody Loves a Happy Ending', do CD homônimo, quase desconhecido do público local. E para minha surpresa, o grupo tocou 'Badman's Song', que eu adoro. Uma música com uma sonoridade jazzística, emprestada pelo piano e a voz de Oleta Adams. 

'... In my head there is a mirror 
When I've been bad, 
I've been wrong
Food for the saints that are quick to judge me
Hope for a Badman
This is the Badman's Song ...'

Do álbum 'Elemental', que fez um razoável sucesso por aqui, eles escolhera, 'Break it Down Again', mas deixaram de fora 'Goodnight song'. Aliás, a primeira, que me faz lembrar exatamente dos tempos de faculdade na década de 90, quando ter um CD ainda era caro e esse, difícil de achar e ainda tinha que recorrer ao velho rádio para gravar e ouvir mil vezes depois no walkman!

Curt Smith e Roland Orzabal se alternavam nos vocais das músicas. O último, sempre procurando interagir com o público, não se restringindo somente ao 'Obrigada, Rio'! Mas sei lá, fiquei com a sensação de que havia um ponto o ajudando com a cola... Ainda bem que não teve bandeira do Brasil, nem camisas da Seleção. Esses clichês, que na minha opinião, são ridículos. 

Esperei muito para ouvir 'Pale of Shelter', um hino aos anos 80, na minha opinião. Aliás, o CD 'The Hurting' é perfeito. Quando o comprei há uns 5, 6 anos atrás, ouvia sem parar e até hoje quando dá saudades, escuto sem pular uma música sequer. Só tem música boa, mas que, infelizmente, não entra num setlist de show revival como esse. Ainda bem que não deixaram de fora 'Change' e 'Mad World' e a própria 'Pale of Shelter'.

Parte fundamental de uma 'cdteca' o pop-rock, 'Songs for the Big Chair', foi representado com 'Head Over Heels', Everybody Wants...' e com a música que fechou a noite. Lamentei enormemente que 'Working Hour' não seria apresentada. Já esperava por isso. Essa é a minha música preferida do Tears For Fears. Uma espécia de amuleto pessoal. Essa foi uma daquelas músicas que gravei numa fita, de um programa de rádio, quando ainda morava em Volta Redonda e a carregava comigo para onde ia. Amo os solos de saxofone que colocaram nela!

Do álbum florido 'Sowing the Seeds of Love', foram incluídas 'Badman's Song', 'Sowing the Seeds of Love', 'Advice for the Young at Heart' - cuja versão ao vivo me decepcionou um pouco, pela falta de um clima mais intimista, que na minha opinião, a música evoca. Sempre vi na minha cabeça, uma roda de amigos, num verão, cantando essa música com piano e violão, oferecendo-a a um casal em sua festa de casamento. Aliás, assim é o vídeo! E não ficou de fora a maravilhosa 'Woman in Chains'. Perfeita e libertária. Quem não se lembrou daquele vídeo fantástico e da propaganda do cigarro Hollywood?  Ficou de fora, 'Famous Last Words'. Meu protesto. Aliás, sempre que leio críticas desse álbum, leio boas coisas sobre ele. Foi a retomada da carreira da banda numa época em que o grunge surgia, o pop-rock-metal ganhava adesões midiáticas. Hoje vejo que a carreira musical de bandas dos anos 80 foi sepultada na década de 90 pelo Nirvana, Metallica, Back Street Boys e afins. Poucos sobreviveram para contar sua reviravolta. O Tears foi uma dessas bandas. Ainda bem.

 '... We will sit by candlelight
                                                                        We will laugh 
We will sing ...'

O final ficou por conta de 'Shout'. Não poderia ter fechado a noite em melhor estilo. E assim, o Tears For Fears, em quase duas horas de show, botou fogo na fria noite de sábado do Rio de Janeiro. Com direito a apagão e som ruim no começo, foi um show para não ser esquecido. E pra mim, valeu pela chance de voltar no tempo várias vezes. Fechar os olhos e deixar a música me levar...

'Shout'

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Parabéns, Mr. 80.


Será um dia inesquecível. Vê-lo finalmente ao vivo. Essa é minha homenagem a duas pessoas, em primeiro lugar a ele, João Gilberto, e ao meu pai, quem primeiro me mostrou o caminho de uma vida musical com aquela fita que guardo até hoje com carinho e que costumávamos escutar juntos em casa aos domingos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Elected

A entrada do show

Eu voto nele. Voto para roqueiro com alma de artista. Aos 63 anos, Alice Cooper ainda surpreende. Surpreende pela vitalidade, criatividade e dinamismo que coloca nos seus show. Aliás, mais do que um show, é o 'Teatro de Horror de Alice Cooper'.

Imagine que comprei ingresso no mesmo dia. O Citibank Hall nem estava cheio. O público era basicamente dividido em duas gerações. Os frequentadores de festas de rock na cidade, os jovens de 12 aos 18 anos. E homens e mulheres que viveram a época áurea do rock, década de 70\80. Conheci pessoas super legais lá na turma do gargarejo. Mães com suas filhas e filhos e pais com seus rebentos mais novos, mostrando que o gosto pela boa música começa lá atrás e nos acompanha ao longo da vida.

Quando disse que foi um teatro de horror, não era exagero. Os shows de Mr. Cooper costumam ter elementos teatrais, mudanças de figurino (foram uma 13) e espetáculo, como por exemplo, a encenação de Alice sendo executado numa guilhotina, esta, sem dúvida o ápice do concerto. A galera vibrou. E Alice parecia estar curtindo cada minuto do que acontecia. Claro, tudo era divertido, irônico.
A noite começou animada com Alice chegando numa enorme escada vestido de aranha. 'Spider Alice' foi levado pela plateia, porque sinceramente, nunca estive num show em que as músicas eram cantadas com tanta energia. Em seguida, com as sucessivas mudanças, o cantor apareceu distribuindo dólares fictícios com seu rosto estampado nas notas, veio de Dr. Horror, apareceu com uma espada mágica, dançou com uma boneca na balada 'Only Women Bleed' e surgiu como político cara-de-pau, figura já conhecida dos brasileiros, cujo discurso terminava assim 'O Brasil tem problemas, São Paulo tem problemas, o Rio tem problemas, e quer saber? Eu não estou nem aí!' 

Mal se podia sentir a hora passar. Era uma música emendada em outra. A banda muito afinada e com som pesado. Eram 3 guitarristas, sendo que um deles Steve Hunter, retornava à banda após um hiato. O outro, o multi-tasked Tommy Henriksen, que compõe, canta e produz, inclusive outros artistas. Foi com ele que tive uma conversa muito legal ao fim do show. Ele contou da turnê europeia, que começaria na semana seguinte, falou do seu trabalho paralelo à banda e do que escuta na estrada. Me surpreendi com algumas coias. 

A turnê recebeu o nome de 'No More Mr. Nice Guy', sucesso da década de 70, de onde veio a maioria das músicas que compuseram o set list. Nem de longe, o cenário lembra as pirotecnias de mega apresentações de U2, Metallica, Bon Jovi e outros. Ali, o que mais importava era a música. O teatro faz parte, mas sem o próprio Cooper, nada teria a menor graça. Aliás, graça não faltou nem na hora dele apresentar uma música nova. Vestiu uma jaqueta jeans com a inscrição 'New Song' nas costas e ao tirá-la, via-se uma camisa branca, camuflando manchas de sangue e coma inscrição atrás 'I'll Bite Your Face Off'.  Tinha até um cara que parecia morder uma coisa mesmo ficando com a boca cheia de sangue. Ou melhor, tinta vermelha!

Me senti como se tivesse voltado no tempo. Tinha 18 anos de novo. Ouvir 'Poison' ao vivo foi demais. Cantar 'School's Out' foi revigorante. Ao final, queria que tudo começasse de novo. 

Eu com o guitarrista Tommy Henriksen

domingo, 15 de maio de 2011

Em Sampa para ver The Cult


São Paulo é grandiosa. Já fazia alguns anos que tinha visitado a cidade. Fui bem recebida pelo tempo. O frio que esperei, não chegou. Ao contrário, fez um dia de sol. Foi meu quarto show do Cult e apesar da proximidade deste e da distância dos outros, esse foi o melhor. Ian Astbury estava com um bom humor que impressionou. Pode ter sido o aniversário que o deixou mais alegre. Ele não é muito de rir e fazer graça com a galera, mas ontem foi diferente. E o Billy Duffy? Puxou o 'parabéns pra você' e falou com o público. Devia estar feliz mesmo porque o Manchester City foi campeão ontem.


O show foi completo. Uma mistura equilibrada entre músicas clássicas da banda, como '...Sanctuary', 'Rain', 'Fire Woman', com novas canções, tipo 'Ambers', uma música que ainda me intriga. Não consigo colocá-la em nenhuma categoria. O tempero veio com 'Rise' e 'Sweet Soul Sister' que fez a galera se agitar. O elemento surpresa? Eu mesma demorei a acreditar que ouviria ao vivo, 'White', que o próprio Astbury chamou de momento místico e que Billy Duffy, com sua Les Paul marrom, fez o solo de arrepiar. 


O público vibrou com 'Love removal machine', 'Wild flower' e 'Li'l Devil', canções de 'Electric', adoradas pelos fãs que adoram pular. E eu, gritei até ficar rouca os versos de 'Spiritwalker', cuja letra é a síntese da alma gótica da banda - 'Let all the children kiss the sun, before they sing their last song, I will give you even my body, spiritwalker...' Como vem fazendo há alguns anos, o Cult não tocou 'Revolution', sua música de maior sucesso. Uma certa incoerência e insensibilidade com relação aos fãs. Ainda bem que nem pediram essa música, porque num dos shows que fui no passado, esse pedido enfureceu Ian Astbury. Aliás, 'Painted on my heart' parece ser a incorporação da lenda passada no presente. Ele começou a cantar sozinho o refrão e depois parou dizendo ao público que 'essa não!'. Cheguei a temer que o moço fosse dar um piti nesse momento. 

A gente sai de um show desses e acaba sempre lamentando não ouvir uma ou duas músicas. Pra ser sincera, em se tratando de minha banda preferida, a lista é, sem dúvida, muito superior a uma, duas músicas. Mas para honrar a performance da banda, vou ficar com 'Heart of Soul' e a psicodélica 'The witch'. Elas completariam esse set list bem elaborado.

O momento tiete ficou obviamente para o final. Após o show, fui para o portão de saída da banda e junto com umas cinco pessoas, fiquei lá, uma hora e meia em pé na esperança de uma foto com Billy Duffy. Infelizmente, não consegui. Eles saíram em retirada, na van que os levaria pra balada. Pude vê-lo ainda de perto, mas voltei sem a desejada foto. Entretanto, consegui, mais cedo, trocar umas palavras com o 'Cult' mais novo, mas nem por isso menos conhecido. O baterista John Tempesta, que antes fora membro do Exodus e do White Zombie. Apareceu na calçada, como um mortal, e foi, literalmente, 'pra galera'. Éramos poucos a suportar o frio e conversei com ele sobre o show, o que já vira da banda até esse dia e sobre a carreira dele. Posso dizer que a conversa de uns cinco minutos valeu pela aula de inglês da semana. E eu, claro, voltei pro hotel muito feliz de ter investido cada real nessa viagem. A lifetime experience.

domingo, 24 de abril de 2011

Os dois lados de Nina


Nina Sayer, bailarina obcecada pelo seu trabalho. Sua identidade se resume em ser dançarina. Ela vive para o trabalho. Não se dá tempo para se divertir. Seu grande sonho? Ser a protagonista do balé 'O lago dos Cisnes'. Para isso, tenta convencer seu diretor de que poderia ser a grande estrela da produção. Desempenhar os dois papéis de tamanha profundidade seriam um desafio, mas fora para isso que se preparou ao longo dos anos.

Doce, meiga, seu jeito cairia perfeitamente para o papel de 'cisne branco', assim disse o diretor no momento do teste'. Mas para ser o alter ego, o perverso e sedutor 'cisne negro', ela teria que passar por uma metamorfose. 'Mudar' sua personalidade para poder explorar emoções desconhecidas. Ler o mundo de forma diferente, com o olhar do sinismo, da sedução e do desejo. A que custo? Seria então a frágil Nina capaz de transformar-se para esse papel?.

Essa batalha de Nina para vencer seus medos e inseguranças para alcançar as profundezas de um ser desconhecido por ela,  o ponto abordado no filme 'Cisne Negro'. Darren Aronofsky, diretor conhecido de produções como 'Réquiem para um sonho' e  'O Lutador' gosta de explorar os limites humanos em suas películas. Nesta, ele vai até ao limite entre sanidade e loucura. Até que você não perceba mais o que é real ou irreal na vivência de Nina. Seus tiques, seu auto-flagelamento, seus devaneios e experiências sexuais, todos fazem parte da construção de uma personagem que durante todo o tempo nos confunde com a persona Nina.

Seu constante conflito de não conseguir se transformar na protagonista ideal faz com que ela chegue ao absurdo de deixar-se levar pelo sonho único de ser a bailarina a qualquer preço. Acompanhada pelo diretor canastrão, uma mãe castradora e a sombra de uma rival 'poderosa', assim vista por Nina, ela sucumbe sem saber que a única pessoa capaz de derrotá-la é ela mesma.

Ao ver esse filme, senti-me mais do que uma expectadora na tela do cinema. Me senti dançando no palco com Nina. Me vi na platéia do Teatro acompanhando o balé. Ouvia as batidas fortes do meu coração ao som da música de Tchaikovsky. Vi o perigo bem próximo na respiração de Portman. E senti um alívio pelo seu sofrimento ter acabado, ainda que de uma forma trágica. Como Odette, o cisne branco, ela prefere dar fim ao seu sofrimento, escolhendo o palco para encenar seu ato final.

Ps. Adoro a Natalie Portman e acho que seu Oscar foi mais do que merecido. E recomendo esse filme a todos aqueles que se interessam em explorar alma humana.

sábado, 19 de março de 2011

Waiting for the Big Neon Glitter Night

14 de maio. Ian Astbury comemorará seu aniversário em palco brasileiro. Ao lado de Billy Duffy, seu companheiro de The Cult por mais de duas décadas e de milhares de ardorosos fãs na cidade de São Paulo. Mais uma vez estarei lá. Contagem regressiva para mais um encontro com o mais puro rock 'n' roll. Sem cenários mirabolantes, vestidos de preto, lápis no olho e unhas pintadas. A ordem do dia é reviver os anos 80 e cantar até acabar a voz. 'The black angel' 'Rises' from the ground like a 'Phoenix'. She sings about 'Love' and 'Revolution'. 'She sells sanctuary' with her 'Heart of Soul' in honor of the 'Sun King'.

'I love the rain. Here she comes again'

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Raquete Donnay

O dia em que Guga chegou ao topo do mundo do tênis

Ficava acordada nas madrugadas de janeiro vendo o Australian Open e tentava entender esse esporte 'charmoso'. De dia, corria para jogar pingue-pongue. Nada a ver. Mas foi daí que comecei a gostar das bolinhas pequenas e no poder hipnotizante da raquete. Via e admirava Ivan Lendl. E tentava entender essa coisa de tcheco naturalizado americano e os escores malucos, tais como 0-30, 40-0, pois até onde sabia, não se contava de 0 a 30 de uma vez.

Me lembro que numa das viagens para São Paulo, ainda criança, pedi uma raquete de tênis aos meus pais. Não tinha na cabeça naquele momento que queria jogar tênis seriamente. Queria mesmo era me divertir. Usar a raquete grande.

A parede da garagem da casa virou a parede da quadra fictícia na minha cabeça. A rede era uma marca feita de giz. E a colorida raquete era a partir daquele momento a mair diversão que teria nos anos seguintes.

E foi então que num desses domingos, assistindo a TV Manchete, vi, pela primeira vez, aquele americano loiro, de cabelos compridos e roupas coloridas, extravagantes. Era Andre Agassi. Nada de amor a primeira vista. Reparei no nome que estava escrito na raquete amarela: Andre Agassi! E eu tinha a raquete do Andre Agassi. Caramba! Sei lá o que isso significava, mas Andre Agassi foi a inspiração que precisava para começar a ir ao clube e tentar aprender seriamente a jogar tênis.

E foram tantos outros tenistas homens e mulheres que me ajudaram a sair do casulo, juntamente com os roqueiros cabeludos. Usava o esporte a a música para me comunicar com o mundo. E adorava ser reconhecida como a morena do tênis lá no clube. Era desajeitada, mas a minha vontade compensava a falta de talento!

Infelizmente, morar no Brasil não significa ter acesso a esses jogadores e jogadoras. Poucas são as chances de vermos tenistas da ATP bem ranqueados jogarem no país. Por isso, me lembro de ter poupado durante uns 6 meses para ver a recém aposentada Steffi Graff no Maracanãzinho, na década de 90 numa exibição contra a espanhola Cochita Martinez. Foi o máximo!

E amanhã, terei a chance de ver ao vivo e a cores, de uma só vez, Andre Agassi e Gustavo Kuerten, no desafio que acontecerá no mesmo Maracanãzinho em que vi Steffi, a mulher de Agassi. Tento passar a semana tranqueila, mas quando olho pro ingresso na estante, ainda tenho que me beliscar, pois não acredito que verei dois ídolos de perto. Aposentandos ou não, são os mesmos rapazes vencedores e irreverentes, cada um à sua maneira, a estar em quadra.

Poucos sabem que essa partida tem um sabor especial. Há dez anos atrás, Guga chegou ao posto de número 1 noranking após derrotar Agassi no Master Series de Lisboa, no dia 4 de dezembro de 2000.

Será um longo dia o de hoje e parte do de amanhã ...


'It's just a perfect day and I'm glad I'm gonna spend it with you two, guys'

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

'And he's breaking all of the rules!'

From Piacenza to Milan: There he comes. There he goes.

Entrou no lugar de Ronaldinho Gaúcho e de lá vai direto para as páginas da história da Champions League. Filippo Inzaghi, 37 anos, enfim bateu o recorde do alemão Gerd Müller, que coincidentemente hoje completou 65 anos.

Com os dois gols marcados hoje na partida da Champions League contra o Real Madrid, Inzaghi detém a marca de 70 gols marcados em competições europeias. Marca essa que so poderá, se for, alcançada por Raúl González, artilheiro espanhol hoje em força no alemão Shalke 04.

E para quem acha que Inzaghi estava morto na reserva rossonera, mais uma vez, contra todas as expectativas, ele ressurge.

'We are the people one and all
From deliverance to the fall
From the battle and the heat
To our triumph and defeat
We are the young ones crying out
Full of anger full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools
We are tired of being used
We are constantly excused
In the battle and the heat
In the shadow of retreat
We are the young ones crying out
Full of anger full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools...'

domingo, 26 de setembro de 2010

Se bastasse una bella canzione

A música de Ramazzotti cai bem como uma luva quando o assunto é o time da Roma. Vencendo ou não sua rival Inter, a lua de mel com Ranieri já tem seus dias contados. De Adriano a Totti a lista dos insatisfeitos é enorme. (?) Algo que nem a vitória de sábado foi capaz de aplacar.
Se bastasse quel bel'allenatore, per far vincere tutto. Bastarebbe un bel rumore, a cantare la gente...
O que é mesmo que Rani Vader foi fazer em Roma? Faturar títulos é que não foi.
Punto e basta!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Simple Message. From a Simple Mind.

Foi em 1988. A primeira e última vez que o Simple Minds havia pisado em solo brasileiro. Desde então, foram 22 anos de espera. No ano passado bateu na trave, mas desta vez, o show aconteceu. E foi tudo tão rápido.

Por anos desejei vê-los ao vivo. Ainda estou me beliscando para ver se não sonhei. Acabo de voltar do show. E não foi só isso. Pela foto vocês podem ver que anos de espera valeram a pena.

Foi tudo perfeito. As músicas mais legais. Emoção do início ao fim. Jim Kerr é tudo isso e mais um pouco. Foi um dos dias mais felizes da minha vida.

Me faltam palavras para descrever o que senti. Nesse momento, fico mesmo com as músicas que continuam a embalar minha vida. "Life goes on..."

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ave Cesare!


Ele chegou!

domingo, 27 de junho de 2010

'American Man'

One year without you and I still can not believe you are gone. I will never forget you.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Outono do Rio


É no outono que a beleza do Rio se manifesta de forma mais sublime...

SONATA DE OUTONO por Marcelo Migliaccio no JBlog
http://www.jblog.com.br/rioacima.php

Está chegando ao final a estação mais injustiçada do ano. No próximo dia 21, começa o inverno, e muita gente que vive apressada não teve tempo de olhar ao redor e ver que é no outono que a Cidade Maravilhosa fica ainda mais bela. Mesmo quando há neblina, fenômeno típico destas manhãs, a névoa compõe magistralmente o quadro com o mar, o céu e as montanhas.

Outro dia, escrevi aqui sobre o Seu Miranda, um velhinho que fez para mim o papel de avô em boa parte da infância e adolescência. Pois ele sempre dizia que a natureza não dá saltos – aliás, uma lição de paciência que temos que aprender. E lembrava que as estações do ano são uma prova de que as transformações são graduais, citando, inclusive, a origem latina da palavra primavera:

Primo vero quer dizer primeiro verão.

O verão é a estrela da companhia, principalmente numa cidade litorânea e tropical como a nossa. É a época dos corpos expostos, da pegação, das férias. Mas também vem acompanhada daquele estresse de Natal, da confusão do Réveillon e da babel carnavalesca. Tem muita gente que manda o Oceano Atlântico às favas e pica a mula do Rio na estação mais quente – cada vez mais quente, diga-se, por causa do aquecimento global. Um suplício para quem é obrigado a dar duro no batente encharcado de suor e de mau humor.

Para quem ama o verão, o inverno é o vilão da história. Frio? Não nascemos para isso, e a maioria de nós nem tem casaco. Repare como os cariocas andam em mangas de camisa, de bermuda e chinelo até mesmo nos dias mais gelados do ano. Dá até pena vê-los bater os dentes nos pontos de ônibus.

A primavera é a adolescente da história, a mocinha indefesa. Menina bonita, enfeitada com flores, mas sem a atitude do herói quente ou do bandido frio e calculista. Todos admiramos a estação floral, mas, qual uma virgem, ela permanece numa redoma, incapaz de causar amores extremados ou ódios mortais neste enredo carioquês.

E o outono, que agora se encerra, fica ali, num canto do palco, meio esquecido pelo autor do roteiro e pela platéia.

Mas não por mim.

Adoro a limpidez desses dias coloridos. Ok, não dá para ir à praia, mas pelo menos a canícula a que nos acostumamos se transforma numa agradável e leve brisa. Como se estivéssemos em Petrópolis aos pés do Corcovado e do Pão de Açúcar.

Imagino que devemos ao outono as belas obras que pintores como Debret e Taunay deixaram por aqui no século 19. Aposto que foi nesta estação que perceberam e eternizaram a beleza inigualável do Rio de Janeiro.

Foto: arquivo pessoal

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Antes Tarde do que Nunca!!

Parabéns Internazionale. Campeã italiana pela quinta vez consecutiva e campeã européia, coroando assim uma temporada cheia de emoções.

Foto do post: Inter.it

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sr. Nilton 8.5


Parabéns por mais um ano de vida. Você mora no meu coração. Com carinho.

Foto do Post: Globoesporte.com

domingo, 16 de maio de 2010

Doria


Alla Champions vado ach'io. Di corsa dopo la cena ci vado senza timore a navigare per i mari d'Europa. Nel curoe la passione e nel'anima la certeza di tutti i giorni vissuti da protagonista del mio destino. Sia nella vittoria, sia nella sconfita, per me c'è solo una voce che urla: Forza Doria!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

And we begin, we begin, again


'I will be watching over you
I am gonna help you see it through
I will protect you in the night
I am smiling next to you, in Silent Lucidity'


domingo, 9 de maio de 2010

Champions!


"He will, he will rock you".
To: Carlo with love and respect
From: Cyntia
Thanks for bringing joy to my Sunday.
It was a typical english morning. No sun in the sky, rain falling down, cold outside.
A slight blue feeling was trying to get its way. But it wasn't the 'sad' blue. It was Chelsea's blues.
Chelsea, Chelsea, Chelsea.

domingo, 18 de abril de 2010

'Bota Fogo' no Rio de Janeiro


Tudo de bom. Parabéns ao Botafogo, que desbancou o campeão brasileiro, Flamengo e sagrou-se campeão Carioca. E a estrela de Joel Santana brilha. Quanto ao Flamengo... Ah, o Flamengo...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fiquei perdida, ilhada e sem noção.

Só mesmo o Cristo 'salva'

Segunda-feira, mais ou menos às 18:50 o maquinista do trem informava que o trem não seguiria viagem pois os trilhos estavam cobertos de água. Naquele momento, não me desesperei. Pensava que conseguiria transporte facilmente do lado de fora da estação. Afinal, a chuva havia começado há pouco. Na verdade, voltava de Caxias e desconhecia que chovia torrencialmente no Rio há 50 minutos.

Foi apenas ao sair da estação que percebi o caos do local. Não sabia onde estava. Chovia muito e já começava a ficar com os pés molhados e a roupa respingada. Perguntei a um senhor onde estávamos e ele, mais perdido que eu só me disse que ia pra Copacabana. Mal sabia eu, que esse mesmo senhor a uns metros de distância seria tão importante pra mim.

Fui andando seguindo o fluxo de gente. Sozinha, num momento de desespero peguei o telefone para ligar para uma pessoa com quem me encontraria mais tarde. Chorava e falava coisas desconexas. Realmente não sabia o que fazer ali, naquela rua que se alagava aos poucos, sozinha, molhada, abandonada.

Parei debaixo de uma oficina junto com algumas pessoas, dentre elas, aquele senhor lá de cima. Ele me reconheceu e disse que andaria até a estação seguinte, onde haveria metrô. Fiquei quieta. Minha cabeça pensava no que fazer. A rua ia enchendo cada vez mais. Mais uma vez ele me disse o que faria e eu, com medo, não sabia mesmo o que fazer. Disse a ele que não poderia andar muito rápido porque estava recém operada e minhas bolsas estavam pesadas. Ele disse que eu deveria ir, mesmo que devagar pois estava perigoso ficar ali. Fui. Mais duas moças se juntaram a nós.

Graças a esse senhor, cujo nome nem soube, mas soube se tratar de um padeiro de um hotel da zona sul, saí do caos do temporal do Rio. Se tivesse ficado lá na marquise, no meio da rua, sabe-se lá o que teria acontecido comigo.

Foi ele que pacientemente me esperava atravessar as ruas quando a água ameaçava nos alcançar. Me deu sua mão para subir uma calçada mais alta e me esperava quando meu fôlego parecia estar indo embora. Ele poderia muito bem ter ido rápido. Quando seu passo aumentava e ele estava lá longe. De repente o via parado esperando me aproximar. Nada o impedia de seguir seu caminho. Mas ele deu um exemplo de solidariedade num momento tão difícil. Chegamos ao metrô quase 40 minutos depois e quando cheguei ao Flamengo, não conseguia parar de agradecer a ele pela ajuda. Se não fosse por ele, não teria chegado aquele dia em casa.

Hoje, me recupero de um belo resfriado adquirido por ter ficado toda molhada. Não fui trabalhar. Tenho febre e o corpo dói. Felizmente, recebi ajuda. Infelizmente, muitas pessoas na cidade e redondezas não tiveram alguém para ajudá-las. É assustadora a sensação de se sentir sem rumo no meio de um temporal. É alentador saber que no meio disso tudo, ainda podemos encontrar pessoas dispostas a ajudar ao outro.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Armando Nogueira

Pioneiro na televisão brasileira, foi por muitos anos responsável pelo jornalismo da maior emissora de tv do país. Torcedor doente do Botafogo de Garrincha e Nilton Santos, segundo muitos, chorava ao ver o glorioso derrotado. Confesso que nunca fui muito fã do que ele escrevia, mas sua morte deixa uma lacuna na poesia do esporte, que para muitos, ele fazia tão bem. Dizia 'o mestre', como era chamado, a seus filhos: 'Escrevam bem, faz bem à saúde'. Devo concoradar com ele e o saúdo carinhosamente.

Armando Nogueira
(14/01/1927-29/03/2010)


Foto: O Globo.com

quinta-feira, 25 de março de 2010

Separados por uma vírgula

Sabe que às vezes tenho a sensação de que o mundo está de cabeça pra baixo. Leio notícias nos jornais sobre crimes violentos, vejo na TV cenas de indignação e me sinto solidária, ao menos no Rio de Janeiro, com todos os cariocas vítimas do descaso das empresas que comandam com mão de ferro e sem pudor os transportes públicos da cidade, a saber, metrô, ônibus e trem.

Fiquei arrepiada ao ler que jogadores de futebol frequentam os locais mais perigosos da cidade em busca de diversão. Como desculpa, usam o fato de serem pessoas que querem estar perto de amigos e familiaraes que nas favelas ainda residem. Virou moda ser fiel às suas origens, como se eu, por exemplo, deixasse de ser fiel à minha, por não visitar minha cidade toda semana.

Estamos falando de jogadores conhecidos, os que a mídia fazem questão de enaltecer. Vágner Love, simpático, repondeu ao repórter que vai à festas na Rocinha porque é do local e tem ali seus projetos sociais ali. Bem, até aí, nada demais. Só que ele, para se divertir, é escoltado por traficantes que exibem suas armas, desafiando, através do medo, quem ousa questionar seus poderes sobre o domínioque comandam.

Em seguida, Adriano - ainda fresco da confusão da Chatuba, cuja protagonista foi sua noiva, no maior estilo 'Kill Bill', quebrando o que via pela frente e dando tapas, segundo algumas fontes, no próprio 'atleta' e seus amiguinhos de farra - é assunto de uma reportagem do tablóide brasileiro 'O Dia', numa história que o coloca como doador de uma motocicleta (ele comprara duas) no valor módico de 35 mil reais. O beneficiáio, melhor, a beneficiária é a mãe de um dos traficantes mais procurados da Vila Cruzeiro, que pertence ao Complexo do Alemão. Vale lembrar que o Alemão é quase que a 'Faixa de Gaza' da cidade. Todo mundo nega tudo, no meio de tanta confusão, a verdade é o que menos importa.

Pois bem, na última partida do Corinthians, Ronaldo fez gesto obsceno pra torcida, igual ao que o Balotelli costuma fazer pelos estádios italianos. E está a procura de uma mansão que abrigue sua 'enorme' família. Se tem notícia de um interesse numa que custa a bagatela de 25 milhões de reais. Lembrem-se que um dia, ele trouxe a Ferrari dele lá da Itália quando veio de férias pro Brasil.

Nossos craques são notícia. Dão exemplo de civilidade, esbanjam dinheiro, se divertem em companhia de traficantes, mantém negócios obscuros com bandidos. Eles andam aparecendo mais pelo que fazem fora de campo, do que pelo que fazem dentro dele. Uma triste cena desse mundo do avesso em que vivemos, onde os valores como dignidade, honestidade e moral parecem ter ficado lá atrás, perdidos no meio de tanta hipocrisia. Hoje, tudo é normal e permitido em nome da pluralidade e liberdade de expressão.

A classe política anda desmoralizada. Será que a praga atingirá também o esporte? Torço para que isso seja apenas um momento na nossa história. Mas, sinceramente, está difícil de acreditar que vamos sair dessa pra melhor.

Adriano e Vágenr Love: 'Dangerous Liasons'

Charge: JB online

quarta-feira, 24 de março de 2010

Reborn


'I've born and I've bread. I've cleaned and I've fed. And for my healing wits, I've been called a witch. I've crackled in the fire And been called a liar. I've died so many times. I'm only just coming to life.'

'Woman' by Neneh Cherry

I'm different now. Inside of me lies a scar of something that caused me pain and suffering. I was hopeless. But I truly believe that for every scar, a flower comes to life. Like waves it wipes away the memories of what we once felt. It is still there, although it doens't botter me anymore. Like the song, I say, I'm only just coming to life. I don't dare saying I'm stronger now. However, I have the feeling that all of what I've dreamed is still ahead of me. I feel safe in God's hands. He helped me through the rough path. When I got up in sorrow, He offered me his shoulder. When I cried in silence, He made me sleep. And the day I gave my body to the doctors, He assisted me all the way. I've just realised how powerful I am having Him by my side. I survived. I owe my past, present and future to His enlightment. I thank Him for what I am now: a woman who carries the hope of being born again, and again, every single day for the rest of her life.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

We Fly So Close - Phil Collins



'My heart is racing much faster now
life passes before my eyes
some things I see, they make me smile
some things they make me cry
so I look, so I try to find
a lesson I can learn
the passing of time hasn't changed my mind
and the ghosts I know return'

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

'My Moto'

Acho que as coisas acontecem na nossa vida para que possamos recomeçar e ter a chance de pelo menos tentar fazer algo de diferente. Acho que uma das coisas legais dessa música do Queen, além da guitarra espanhola de Bryan May é a idéia de que devemos ser livres para nós mesmos. Agora, desconsiderem a legenda do vídeo...



'You can be anything you want to be
Just turn yourself into anything you think that you could ever be
Be free with your tempo be free be free
Surrender your ego be free be free to yourself'

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mudar faz bem, como já cantava Sheryl Crow

Depois de 10 anos...