domingo, 27 de novembro de 2011
SWU!
Analisado por Cyntia às 21:20
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Tears In Rio
When I've been bad,
Parte fundamental de uma 'cdteca' o pop-rock, 'Songs for the Big Chair', foi representado com 'Head Over Heels', Everybody Wants...' e com a música que fechou a noite. Lamentei enormemente que 'Working Hour' não seria apresentada. Já esperava por isso. Essa é a minha música preferida do Tears For Fears. Uma espécia de amuleto pessoal. Essa foi uma daquelas músicas que gravei numa fita, de um programa de rádio, quando ainda morava em Volta Redonda e a carregava comigo para onde ia. Amo os solos de saxofone que colocaram nela!
O final ficou por conta de 'Shout'. Não poderia ter fechado a noite em melhor estilo. E assim, o Tears For Fears, em quase duas horas de show, botou fogo na fria noite de sábado do Rio de Janeiro. Com direito a apagão e som ruim no começo, foi um show para não ser esquecido. E pra mim, valeu pela chance de voltar no tempo várias vezes. Fechar os olhos e deixar a música me levar...
Analisado por Cyntia às 20:32
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Parabéns, Mr. 80.
Analisado por Cyntia às 21:32
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Elected
| Eu com o guitarrista Tommy Henriksen |
Analisado por Cyntia às 22:28
domingo, 15 de maio de 2011
Em Sampa para ver The Cult
São Paulo é grandiosa. Já fazia alguns anos que tinha visitado a cidade. Fui bem recebida pelo tempo. O frio que esperei, não chegou. Ao contrário, fez um dia de sol. Foi meu quarto show do Cult e apesar da proximidade deste e da distância dos outros, esse foi o melhor. Ian Astbury estava com um bom humor que impressionou. Pode ter sido o aniversário que o deixou mais alegre. Ele não é muito de rir e fazer graça com a galera, mas ontem foi diferente. E o Billy Duffy? Puxou o 'parabéns pra você' e falou com o público. Devia estar feliz mesmo porque o Manchester City foi campeão ontem.
A gente sai de um show desses e acaba sempre lamentando não ouvir uma ou duas músicas. Pra ser sincera, em se tratando de minha banda preferida, a lista é, sem dúvida, muito superior a uma, duas músicas. Mas para honrar a performance da banda, vou ficar com 'Heart of Soul' e a psicodélica 'The witch'. Elas completariam esse set list bem elaborado.
O momento tiete ficou obviamente para o final. Após o show, fui para o portão de saída da banda e junto com umas cinco pessoas, fiquei lá, uma hora e meia em pé na esperança de uma foto com Billy Duffy. Infelizmente, não consegui. Eles saíram em retirada, na van que os levaria pra balada. Pude vê-lo ainda de perto, mas voltei sem a desejada foto. Entretanto, consegui, mais cedo, trocar umas palavras com o 'Cult' mais novo, mas nem por isso menos conhecido. O baterista John Tempesta, que antes fora membro do Exodus e do White Zombie. Apareceu na calçada, como um mortal, e foi, literalmente, 'pra galera'. Éramos poucos a suportar o frio e conversei com ele sobre o show, o que já vira da banda até esse dia e sobre a carreira dele. Posso dizer que a conversa de uns cinco minutos valeu pela aula de inglês da semana. E eu, claro, voltei pro hotel muito feliz de ter investido cada real nessa viagem. A lifetime experience.
Analisado por Cyntia às 18:40
domingo, 24 de abril de 2011
Os dois lados de Nina
Nina Sayer, bailarina obcecada pelo seu trabalho. Sua identidade se resume em ser dançarina. Ela vive para o trabalho. Não se dá tempo para se divertir. Seu grande sonho? Ser a protagonista do balé 'O lago dos Cisnes'. Para isso, tenta convencer seu diretor de que poderia ser a grande estrela da produção. Desempenhar os dois papéis de tamanha profundidade seriam um desafio, mas fora para isso que se preparou ao longo dos anos.
Doce, meiga, seu jeito cairia perfeitamente para o papel de 'cisne branco', assim disse o diretor no momento do teste'. Mas para ser o alter ego, o perverso e sedutor 'cisne negro', ela teria que passar por uma metamorfose. 'Mudar' sua personalidade para poder explorar emoções desconhecidas. Ler o mundo de forma diferente, com o olhar do sinismo, da sedução e do desejo. A que custo? Seria então a frágil Nina capaz de transformar-se para esse papel?.
Essa batalha de Nina para vencer seus medos e inseguranças para alcançar as profundezas de um ser desconhecido por ela, o ponto abordado no filme 'Cisne Negro'. Darren Aronofsky, diretor conhecido de produções como 'Réquiem para um sonho' e 'O Lutador' gosta de explorar os limites humanos em suas películas. Nesta, ele vai até ao limite entre sanidade e loucura. Até que você não perceba mais o que é real ou irreal na vivência de Nina. Seus tiques, seu auto-flagelamento, seus devaneios e experiências sexuais, todos fazem parte da construção de uma personagem que durante todo o tempo nos confunde com a persona Nina.
Seu constante conflito de não conseguir se transformar na protagonista ideal faz com que ela chegue ao absurdo de deixar-se levar pelo sonho único de ser a bailarina a qualquer preço. Acompanhada pelo diretor canastrão, uma mãe castradora e a sombra de uma rival 'poderosa', assim vista por Nina, ela sucumbe sem saber que a única pessoa capaz de derrotá-la é ela mesma.
Ao ver esse filme, senti-me mais do que uma expectadora na tela do cinema. Me senti dançando no palco com Nina. Me vi na platéia do Teatro acompanhando o balé. Ouvia as batidas fortes do meu coração ao som da música de Tchaikovsky. Vi o perigo bem próximo na respiração de Portman. E senti um alívio pelo seu sofrimento ter acabado, ainda que de uma forma trágica. Como Odette, o cisne branco, ela prefere dar fim ao seu sofrimento, escolhendo o palco para encenar seu ato final.
Ps. Adoro a Natalie Portman e acho que seu Oscar foi mais do que merecido. E recomendo esse filme a todos aqueles que se interessam em explorar alma humana.
Analisado por Cyntia às 18:39
sábado, 19 de março de 2011
Waiting for the Big Neon Glitter Night
14 de maio. Ian Astbury comemorará seu aniversário em palco brasileiro. Ao lado de Billy Duffy, seu companheiro de The Cult por mais de duas décadas e de milhares de ardorosos fãs na cidade de São Paulo. Mais uma vez estarei lá. Contagem regressiva para mais um encontro com o mais puro rock 'n' roll. Sem cenários mirabolantes, vestidos de preto, lápis no olho e unhas pintadas. A ordem do dia é reviver os anos 80 e cantar até acabar a voz. 'The black angel' 'Rises' from the ground like a 'Phoenix'. She sings about 'Love' and 'Revolution'. 'She sells sanctuary' with her 'Heart of Soul' in honor of the 'Sun King'.
Analisado por Cyntia às 22:56
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A Raquete Donnay
Ficava acordada nas madrugadas de janeiro vendo o Australian Open e tentava entender esse esporte 'charmoso'. De dia, corria para jogar pingue-pongue. Nada a ver. Mas foi daí que comecei a gostar das bolinhas pequenas e no poder hipnotizante da raquete. Via e admirava Ivan Lendl. E tentava entender essa coisa de tcheco naturalizado americano e os escores malucos, tais como 0-30, 40-0, pois até onde sabia, não se contava de 0 a 30 de uma vez.
Me lembro que numa das viagens para São Paulo, ainda criança, pedi uma raquete de tênis aos meus pais. Não tinha na cabeça naquele momento que queria jogar tênis seriamente. Queria mesmo era me divertir. Usar a raquete grande.
A parede da garagem da casa virou a parede da quadra fictícia na minha cabeça. A rede era uma marca feita de giz. E a colorida raquete era a partir daquele momento a mair diversão que teria nos anos seguintes.
E foi então que num desses domingos, assistindo a TV Manchete, vi, pela primeira vez, aquele americano loiro, de cabelos compridos e roupas coloridas, extravagantes. Era Andre Agassi. Nada de amor a primeira vista. Reparei no nome que estava escrito na raquete amarela: Andre Agassi! E eu tinha a raquete do Andre Agassi. Caramba! Sei lá o que isso significava, mas Andre Agassi foi a inspiração que precisava para começar a ir ao clube e tentar aprender seriamente a jogar tênis.
E foram tantos outros tenistas homens e mulheres que me ajudaram a sair do casulo, juntamente com os roqueiros cabeludos. Usava o esporte a a música para me comunicar com o mundo. E adorava ser reconhecida como a morena do tênis lá no clube. Era desajeitada, mas a minha vontade compensava a falta de talento!
Infelizmente, morar no Brasil não significa ter acesso a esses jogadores e jogadoras. Poucas são as chances de vermos tenistas da ATP bem ranqueados jogarem no país. Por isso, me lembro de ter poupado durante uns 6 meses para ver a recém aposentada Steffi Graff no Maracanãzinho, na década de 90 numa exibição contra a espanhola Cochita Martinez. Foi o máximo!
E amanhã, terei a chance de ver ao vivo e a cores, de uma só vez, Andre Agassi e Gustavo Kuerten, no desafio que acontecerá no mesmo Maracanãzinho em que vi Steffi, a mulher de Agassi. Tento passar a semana tranqueila, mas quando olho pro ingresso na estante, ainda tenho que me beliscar, pois não acredito que verei dois ídolos de perto. Aposentandos ou não, são os mesmos rapazes vencedores e irreverentes, cada um à sua maneira, a estar em quadra.
Poucos sabem que essa partida tem um sabor especial. Há dez anos atrás, Guga chegou ao posto de número 1 noranking após derrotar Agassi no Master Series de Lisboa, no dia 4 de dezembro de 2000.
Será um longo dia o de hoje e parte do de amanhã ...
'It's just a perfect day and I'm glad I'm gonna spend it with you two, guys'
Analisado por Cyntia às 10:48
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
'And he's breaking all of the rules!'
Entrou no lugar de Ronaldinho Gaúcho e de lá vai direto para as páginas da história da Champions League. Filippo Inzaghi, 37 anos, enfim bateu o recorde do alemão Gerd Müller, que coincidentemente hoje completou 65 anos.
Com os dois gols marcados hoje na partida da Champions League contra o Real Madrid, Inzaghi detém a marca de 70 gols marcados em competições europeias. Marca essa que so poderá, se for, alcançada por Raúl González, artilheiro espanhol hoje em força no alemão Shalke 04.
E para quem acha que Inzaghi estava morto na reserva rossonera, mais uma vez, contra todas as expectativas, ele ressurge.
From deliverance to the fall
From the battle and the heat
To our triumph and defeat
We are the young ones crying out
Full of anger full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools
We are tired of being used
We are constantly excused
In the battle and the heat
In the shadow of retreat
We are the young ones crying out
Full of anger full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools...'
Analisado por Cyntia às 20:22
domingo, 26 de setembro de 2010
Se bastasse una bella canzione
A música de Ramazzotti cai bem como uma luva quando o assunto é o time da Roma. Vencendo ou não sua rival Inter, a lua de mel com Ranieri já tem seus dias contados. De Adriano a Totti a lista dos insatisfeitos é enorme. (?) Algo que nem a vitória de sábado foi capaz de aplacar.
Se bastasse quel bel'allenatore, per far vincere tutto. Bastarebbe un bel rumore, a cantare la gente...
O que é mesmo que Rani Vader foi fazer em Roma? Faturar títulos é que não foi.
Punto e basta!
Analisado por Cyntia às 23:40
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A Simple Message. From a Simple Mind.
Foi em 1988. A primeira e última vez que o Simple Minds havia pisado em solo brasileiro. Desde então, foram 22 anos de espera. No ano passado bateu na trave, mas desta vez, o show aconteceu. E foi tudo tão rápido.
Por anos desejei vê-los ao vivo. Ainda estou me beliscando para ver se não sonhei. Acabo de voltar do show. E não foi só isso. Pela foto vocês podem ver que anos de espera valeram a pena.
Foi tudo perfeito. As músicas mais legais. Emoção do início ao fim. Jim Kerr é tudo isso e mais um pouco. Foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Me faltam palavras para descrever o que senti. Nesse momento, fico mesmo com as músicas que continuam a embalar minha vida. "Life goes on..."
Analisado por Cyntia às 00:56
quinta-feira, 1 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
'American Man'
One year without you and I still can not believe you are gone. I will never forget you.
Analisado por Cyntia às 15:26
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O Outono do Rio

É no outono que a beleza do Rio se manifesta de forma mais sublime...
SONATA DE OUTONO por Marcelo Migliaccio no JBlog
http://www.jblog.com.br/rioacima.php
Está chegando ao final a estação mais injustiçada do ano. No próximo dia 21, começa o inverno, e muita gente que vive apressada não teve tempo de olhar ao redor e ver que é no outono que a Cidade Maravilhosa fica ainda mais bela. Mesmo quando há neblina, fenômeno típico destas manhãs, a névoa compõe magistralmente o quadro com o mar, o céu e as montanhas.
Outro dia, escrevi aqui sobre o Seu Miranda, um velhinho que fez para mim o papel de avô em boa parte da infância e adolescência. Pois ele sempre dizia que a natureza não dá saltos – aliás, uma lição de paciência que temos que aprender. E lembrava que as estações do ano são uma prova de que as transformações são graduais, citando, inclusive, a origem latina da palavra primavera:
– Primo vero quer dizer primeiro verão.
O verão é a estrela da companhia, principalmente numa cidade litorânea e tropical como a nossa. É a época dos corpos expostos, da pegação, das férias. Mas também vem acompanhada daquele estresse de Natal, da confusão do Réveillon e da babel carnavalesca. Tem muita gente que manda o Oceano Atlântico às favas e pica a mula do Rio na estação mais quente – cada vez mais quente, diga-se, por causa do aquecimento global. Um suplício para quem é obrigado a dar duro no batente encharcado de suor e de mau humor.
Para quem ama o verão, o inverno é o vilão da história. Frio? Não nascemos para isso, e a maioria de nós nem tem casaco. Repare como os cariocas andam em mangas de camisa, de bermuda e chinelo até mesmo nos dias mais gelados do ano. Dá até pena vê-los bater os dentes nos pontos de ônibus.
A primavera é a adolescente da história, a mocinha indefesa. Menina bonita, enfeitada com flores, mas sem a atitude do herói quente ou do bandido frio e calculista. Todos admiramos a estação floral, mas, qual uma virgem, ela permanece numa redoma, incapaz de causar amores extremados ou ódios mortais neste enredo carioquês.
E o outono, que agora se encerra, fica ali, num canto do palco, meio esquecido pelo autor do roteiro e pela platéia.
Mas não por mim.
Adoro a limpidez desses dias coloridos. Ok, não dá para ir à praia, mas pelo menos a canícula a que nos acostumamos se transforma numa agradável e leve brisa. Como se estivéssemos em Petrópolis aos pés do Corcovado e do Pão de Açúcar.
Imagino que devemos ao outono as belas obras que pintores como Debret e Taunay deixaram por aqui no século 19. Aposto que foi nesta estação que perceberam e eternizaram a beleza inigualável do Rio de Janeiro.
Foto: arquivo pessoal
Analisado por Cyntia às 10:16
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Antes Tarde do que Nunca!!
Parabéns Internazionale. Campeã italiana pela quinta vez consecutiva e campeã européia, coroando assim uma temporada cheia de emoções.
Foto do post: Inter.it
Analisado por Cyntia às 22:51
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Sr. Nilton 8.5

Parabéns por mais um ano de vida. Você mora no meu coração. Com carinho.
Foto do Post: Globoesporte.com
Analisado por Cyntia às 23:15
domingo, 16 de maio de 2010
Doria

Alla Champions vado ach'io. Di corsa dopo la cena ci vado senza timore a navigare per i mari d'Europa. Nel curoe la passione e nel'anima la certeza di tutti i giorni vissuti da protagonista del mio destino. Sia nella vittoria, sia nella sconfita, per me c'è solo una voce che urla: Forza Doria!
Analisado por Cyntia às 21:36
sexta-feira, 14 de maio de 2010
And we begin, we begin, again
I am gonna help you see it through
I will protect you in the night
Analisado por Cyntia às 22:25
domingo, 9 de maio de 2010
Champions!

"He will, he will rock you".
To: Carlo with love and respect
From: Cyntia
Thanks for bringing joy to my Sunday.
It was a typical english morning. No sun in the sky, rain falling down, cold outside.
A slight blue feeling was trying to get its way. But it wasn't the 'sad' blue. It was Chelsea's blues.
Chelsea, Chelsea, Chelsea.
Analisado por Cyntia às 20:04
domingo, 18 de abril de 2010
'Bota Fogo' no Rio de Janeiro

Tudo de bom. Parabéns ao Botafogo, que desbancou o campeão brasileiro, Flamengo e sagrou-se campeão Carioca. E a estrela de Joel Santana brilha. Quanto ao Flamengo... Ah, o Flamengo...
Analisado por Cyntia às 21:14
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Fiquei perdida, ilhada e sem noção.
Segunda-feira, mais ou menos às 18:50 o maquinista do trem informava que o trem não seguiria viagem pois os trilhos estavam cobertos de água. Naquele momento, não me desesperei. Pensava que conseguiria transporte facilmente do lado de fora da estação. Afinal, a chuva havia começado há pouco. Na verdade, voltava de Caxias e desconhecia que chovia torrencialmente no Rio há 50 minutos.
Foi apenas ao sair da estação que percebi o caos do local. Não sabia onde estava. Chovia muito e já começava a ficar com os pés molhados e a roupa respingada. Perguntei a um senhor onde estávamos e ele, mais perdido que eu só me disse que ia pra Copacabana. Mal sabia eu, que esse mesmo senhor a uns metros de distância seria tão importante pra mim.
Fui andando seguindo o fluxo de gente. Sozinha, num momento de desespero peguei o telefone para ligar para uma pessoa com quem me encontraria mais tarde. Chorava e falava coisas desconexas. Realmente não sabia o que fazer ali, naquela rua que se alagava aos poucos, sozinha, molhada, abandonada.
Parei debaixo de uma oficina junto com algumas pessoas, dentre elas, aquele senhor lá de cima. Ele me reconheceu e disse que andaria até a estação seguinte, onde haveria metrô. Fiquei quieta. Minha cabeça pensava no que fazer. A rua ia enchendo cada vez mais. Mais uma vez ele me disse o que faria e eu, com medo, não sabia mesmo o que fazer. Disse a ele que não poderia andar muito rápido porque estava recém operada e minhas bolsas estavam pesadas. Ele disse que eu deveria ir, mesmo que devagar pois estava perigoso ficar ali. Fui. Mais duas moças se juntaram a nós.
Graças a esse senhor, cujo nome nem soube, mas soube se tratar de um padeiro de um hotel da zona sul, saí do caos do temporal do Rio. Se tivesse ficado lá na marquise, no meio da rua, sabe-se lá o que teria acontecido comigo.
Foi ele que pacientemente me esperava atravessar as ruas quando a água ameaçava nos alcançar. Me deu sua mão para subir uma calçada mais alta e me esperava quando meu fôlego parecia estar indo embora. Ele poderia muito bem ter ido rápido. Quando seu passo aumentava e ele estava lá longe. De repente o via parado esperando me aproximar. Nada o impedia de seguir seu caminho. Mas ele deu um exemplo de solidariedade num momento tão difícil. Chegamos ao metrô quase 40 minutos depois e quando cheguei ao Flamengo, não conseguia parar de agradecer a ele pela ajuda. Se não fosse por ele, não teria chegado aquele dia em casa.
Hoje, me recupero de um belo resfriado adquirido por ter ficado toda molhada. Não fui trabalhar. Tenho febre e o corpo dói. Felizmente, recebi ajuda. Infelizmente, muitas pessoas na cidade e redondezas não tiveram alguém para ajudá-las. É assustadora a sensação de se sentir sem rumo no meio de um temporal. É alentador saber que no meio disso tudo, ainda podemos encontrar pessoas dispostas a ajudar ao outro.
Analisado por Cyntia às 18:37
segunda-feira, 29 de março de 2010
Armando Nogueira
Pioneiro na televisão brasileira, foi por muitos anos responsável pelo jornalismo da maior emissora de tv do país. Torcedor doente do Botafogo de Garrincha e Nilton Santos, segundo muitos, chorava ao ver o glorioso derrotado. Confesso que nunca fui muito fã do que ele escrevia, mas sua morte deixa uma lacuna na poesia do esporte, que para muitos, ele fazia tão bem. Dizia 'o mestre', como era chamado, a seus filhos: 'Escrevam bem, faz bem à saúde'. Devo concoradar com ele e o saúdo carinhosamente.
Analisado por Cyntia às 20:17
quinta-feira, 25 de março de 2010
Separados por uma vírgula
Sabe que às vezes tenho a sensação de que o mundo está de cabeça pra baixo. Leio notícias nos jornais sobre crimes violentos, vejo na TV cenas de indignação e me sinto solidária, ao menos no Rio de Janeiro, com todos os cariocas vítimas do descaso das empresas que comandam com mão de ferro e sem pudor os transportes públicos da cidade, a saber, metrô, ônibus e trem.
Fiquei arrepiada ao ler que jogadores de futebol frequentam os locais mais perigosos da cidade em busca de diversão. Como desculpa, usam o fato de serem pessoas que querem estar perto de amigos e familiaraes que nas favelas ainda residem. Virou moda ser fiel às suas origens, como se eu, por exemplo, deixasse de ser fiel à minha, por não visitar minha cidade toda semana.
Estamos falando de jogadores conhecidos, os que a mídia fazem questão de enaltecer. Vágner Love, simpático, repondeu ao repórter que vai à festas na Rocinha porque é do local e tem ali seus projetos sociais ali. Bem, até aí, nada demais. Só que ele, para se divertir, é escoltado por traficantes que exibem suas armas, desafiando, através do medo, quem ousa questionar seus poderes sobre o domínioque comandam.
Em seguida, Adriano - ainda fresco da confusão da Chatuba, cuja protagonista foi sua noiva, no maior estilo 'Kill Bill', quebrando o que via pela frente e dando tapas, segundo algumas fontes, no próprio 'atleta' e seus amiguinhos de farra - é assunto de uma reportagem do tablóide brasileiro 'O Dia', numa história que o coloca como doador de uma motocicleta (ele comprara duas) no valor módico de 35 mil reais. O beneficiáio, melhor, a beneficiária é a mãe de um dos traficantes mais procurados da Vila Cruzeiro, que pertence ao Complexo do Alemão. Vale lembrar que o Alemão é quase que a 'Faixa de Gaza' da cidade. Todo mundo nega tudo, no meio de tanta confusão, a verdade é o que menos importa.
Pois bem, na última partida do Corinthians, Ronaldo fez gesto obsceno pra torcida, igual ao que o Balotelli costuma fazer pelos estádios italianos. E está a procura de uma mansão que abrigue sua 'enorme' família. Se tem notícia de um interesse numa que custa a bagatela de 25 milhões de reais. Lembrem-se que um dia, ele trouxe a Ferrari dele lá da Itália quando veio de férias pro Brasil.
Nossos craques são notícia. Dão exemplo de civilidade, esbanjam dinheiro, se divertem em companhia de traficantes, mantém negócios obscuros com bandidos. Eles andam aparecendo mais pelo que fazem fora de campo, do que pelo que fazem dentro dele. Uma triste cena desse mundo do avesso em que vivemos, onde os valores como dignidade, honestidade e moral parecem ter ficado lá atrás, perdidos no meio de tanta hipocrisia. Hoje, tudo é normal e permitido em nome da pluralidade e liberdade de expressão.
A classe política anda desmoralizada. Será que a praga atingirá também o esporte? Torço para que isso seja apenas um momento na nossa história. Mas, sinceramente, está difícil de acreditar que vamos sair dessa pra melhor.
Analisado por Cyntia às 21:20
quarta-feira, 24 de março de 2010
Reborn

'I've born and I've bread. I've cleaned and I've fed. And for my healing wits, I've been called a witch. I've crackled in the fire And been called a liar. I've died so many times. I'm only just coming to life.'
'Woman' by Neneh Cherry
I'm different now. Inside of me lies a scar of something that caused me pain and suffering. I was hopeless. But I truly believe that for every scar, a flower comes to life. Like waves it wipes away the memories of what we once felt. It is still there, although it doens't botter me anymore. Like the song, I say, I'm only just coming to life. I don't dare saying I'm stronger now. However, I have the feeling that all of what I've dreamed is still ahead of me. I feel safe in God's hands. He helped me through the rough path. When I got up in sorrow, He offered me his shoulder. When I cried in silence, He made me sleep. And the day I gave my body to the doctors, He assisted me all the way. I've just realised how powerful I am having Him by my side. I survived. I owe my past, present and future to His enlightment. I thank Him for what I am now: a woman who carries the hope of being born again, and again, every single day for the rest of her life.
Analisado por Cyntia às 20:42
domingo, 21 de fevereiro de 2010
We Fly So Close - Phil Collins
'My heart is racing much faster now
life passes before my eyes
some things I see, they make me smile
some things they make me cry
so I look, so I try to find
a lesson I can learn
the passing of time hasn't changed my mind
and the ghosts I know return'
Analisado por Cyntia às 12:41
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
'My Moto'
Acho que as coisas acontecem na nossa vida para que possamos recomeçar e ter a chance de pelo menos tentar fazer algo de diferente. Acho que uma das coisas legais dessa música do Queen, além da guitarra espanhola de Bryan May é a idéia de que devemos ser livres para nós mesmos. Agora, desconsiderem a legenda do vídeo...
'You can be anything you want to be
Just turn yourself into anything you think that you could ever be
Be free with your tempo be free be free
Surrender your ego be free be free to yourself'
Analisado por Cyntia às 18:33
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Procura-se Dom Sergio 'Corleone'

Sua presença não é mais vista na TV há um bom tempo. O mesmo tempo em que notícias suas estão cada vez mas raras. Mesmo assim, hoje é dia de dizer mais uma vez:
- Buon compleanno, capitano!
Analisado por Cyntia às 22:47










