sábado, 28 de outubro de 2006

E lui fa 200

É, finalmente chegou o dia. Alex Del Piero, capitão da Juventus, o "ídolo" maior do clube da era pós-Platini, realizou hoje seu ducentésimo gol com a camisa alvi-negra. Uma marca histórica, que o coloca já na galeria dos mais do clube.
Del Piero sempre se destacou fora e dentro de campo. Em campo pela dedicação à causa juventina, pela correção e respeito aos adversários e companheiros de time. Fora dele, por ser uma pessoa discreta, justa e que procura caminhar distante das polêmicas.
Nos últimos anos, relegado à reserva em muitas ocasiões, enfrentava as críticas de cabeça erguida, sem desculpas, sem agressões verbais e sobretudo, trabalhando.
Depois de 98, quando sofreu uma grave contusão no joelho, que culminou com uma cirurgia nos EUA e uma longa recuperção, Alessandro Del Piero conseguiu superar a desconfiança dos italianos sobre seu retorno aos gramados, e foi voltando aos poucos, ajudando a Juventus de Turim em momentos cruciais. Muitos foram os momentos tristes, e tantos outros de felicidade quase contida nas comemorações de seus gols.
Na temporada passada, Del Piero já havia quebrado um recorde que pertencia a Boniperti, o de se tornar o maior goleador da Juve e somado a esse, a marca alcançada de hoje para um meia-atacante, há de ser festejada. Aliás, antes da Juventus, Del Piero só defendeu o Padova, hoje time que milita na terceira divisão. Ele está na pequena lista de jogadores que ao longo da carreira tem seu nome associado a um ou dois times no máximo.
Antes da copa, após a temporada mais difícil da Juve, que devido ao escândalo de manipulação de resultados levou o time à segunda divisão, Del Piero em uma entrevista se comparava a Aquiles, personagem de Tróia. Ao ser questionado sobre as inúmeras substituições e partidas vistas do banco de reservas, as críticas sofridas do seu ex, antipático e insuportável treinador Fabio Capello, Alex respondeu que para ele, as críticas eram absorvidas na medida certa, e que o mais importante para ele era conseguir ser uma pessoa justa e correta. Prefere a reclusão à badalação que envolve a maioria dos boleiros italianos. Gosta de estar em sua casa nas montanhas do Piemonte, onde, segundo ele, reúne as forças necessárias para se preparar para "suas" batalhas.
Na Copa, Del Piero foi um jogador que não apareceu muito individualmente, talvez por isso, para ele, o torneio tenha sido tão positivo. Sua presença no grupo foi forte e sentida em todos os momentos. Assim, Alex Del Piero, italiano de Conegliano, prestes a completar 32 anos, caminha, cantando e seguindo a canção de U2, sua banda preferida, aonde quer que ela esteja. "Walk on", Alex!

Walk on, walk on
What you got, they can't steal it
No, they can't even feel it
Walk on, walk on
Stay safe tonight

Walk on, walk on
What you got, they can't deny it
Can't sell it, or buy it
Walk on, walk on
You stay safe tonight

domingo, 22 de outubro de 2006

Goodbye Stranger

Mais um domingo chuvoso, ótimo para as aventuras esportivas...domésticas. Para não dizer o pior, a Sampdoria...ah, sim, aquele time que não ganha...perdeu!! Dessa vez para a Atalanta, em Bergamo. Vou me poupar, e vocês, claro, de maiores comentários. Mais tarde, assisti à vitória do Felipe Massa. Eu adoro Formula 1, e hoje, mais do que nunca, tinha um motivo especial para ver a corrida: a despedida do Schumacher. E pensar que no ano que vem, ele não estará mais nas pistas. Ele foi mesmo um grande à sua maneira, e isso, não se deve questionar mesmo!

goodbye stranger it´s been nice
hope you find your paradise
tried to see your point of view
hope your dreams will all come true
goodbye MICHAEL, goodbye jane
will we ever meet again
feel no sorrow, feel no shame
come tomorrow feel no pain

Resta o consolo de termos um piloto tão jovem e simpático como o Felipe Massa. Não lamenta mais a falta de sorte, se é que a tem, é competente, lutador e soube até então esperar o seu momento. Mereceu a vitória hoje. Há 13 anos um piloto brasileiro não vencia em Interlagos. O último foi o Senna, que venceu em 93 e 94. Nem o Barrichello,o insuportável, conseguiu a façanha. E hoje, ficou lá pra trás. Ô cara indigesto. Vai ser chato assim lá no Everest. Pelo menos não aborreceria o mundo com seu mau humor!
Por falar em chato, até comecei, sem êxito final, a ver a final do Master Series de Madrid. Quem jogava? Roger Federer, aquele que dizia ser chato de tanto ser bom. O resultado? Adivinhem? Ele venceu. hahaha
Bom mesmo foi ver o Milan cair diante do Palermo. Ah...esses dois a zero ecoarão como um sino de igreja na cabeça do mister Ancelotti. Em nenhum momento o time dele, os "rossoneri" ofereceram resistência ao time "rosanero"do Capitano Corini. E depois, ao final, teve peixinho dos jogadores do Palermo. Entonces, Palermo líder, junto com a insuportável Inter.
Um apelo, agora faço, de todo o coração, "from the deepest part of me": Novellino va via! Per carità! Que saudades do Simone Pavan. Acho que hoje ele está no Livorno. Caramba, quando ele jogava, a Samp não levava tantos gols. Sem contar com a beleza nata do rapaz. Parece um modelo de Armani (olha a foto). Agora com o Falcone (feio, careca e ainda BURRO ruim de bola), aquele "pazzo di qualcosa", não só levamos dois ou três gols por partida, como perdemos os jogos. O que ele fez hoje foi indescritível. No italiano seria "una papera", em português eu nem saberia a tradução, mas diria, uma vergonha. Entregou o jogo pro adversário. Como ninguém vê que ele não joga nada? E o Novellino ainda diz que ele é seu homem de confiança na zaga! Pelas barbas do profeta, Walter, vá a um oculista urgentemente antes que a segunda divisão apareça no espelho retrovisor!! So, enquanto o Novellino continuar em Genova, eu não falo mais do futebol da Sampdoria. I'm on a strike. Falarei do Eugenio, do Mister Prandelli, do Palermo, enfim, de gente que merece. Ah, sim, quase ia me esquecendo. Hoje teve gol Santana na Serie A. Não um Santana "brasiliano", ma uno "argentino". Veja a família brilhando em campos europeus...hahaha...melhor...ITALIANOS.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Ode à chuva II

Rio de Janeiro com chuva...Deve ser o Robbie Williams que trouxe junto com ele o ar Londrino para a cidade.
No outro post sobra chuva, a escolha musical não foi das mais apropriadas, visto que as músicas não defendiam a chuva, mas essa agora não! É uma declaração de amor à chuva: "I love the rain, here SHE comes again". A paixão é tanta, que a chuva virou gente. Ah, The Cult e psicodelismo dos anos 80. Posso dizer? Que saudades!
"Change your thoughts and you change your world."

Hot sticky scenes, you know what I mean
Like a desert sun that burns my skin
I've been waiting for her for so long
Open the sky and let her come down

Here comes the rain
Here comes the rain
Here she comes again
Here comes the rain

Hot sticky scenes, you know what I mean
Like a desert sun that burns my skin
I've been waiting for her for so long
Open the sky and let her come down

Here comes the rain
Here comes the rain
Here she comes again
Here comes the rain
I love the rain
I love the rain
Here she comes again
Here comes the rain

Oh, rain
Rain
Rain
Oh, here comes the rain

I love the rain
Well, I love the rain
Here she comes again
I love the rain

Rain
Rain

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Might as well be on Mars

Música de Alice Cooper, que diz:

"I'm on the roof and I'm starin' at the stars
Lookin' down at all the cars
I can see you
In the window of your favorite corner bar
But to reach you is just too far
And I might as well be on Mars"

E o refrão:
"I might as well be on Mars
You can't see me
I might as well be the Man on the Moon
You can't hear me
Oh, can you feel me so close
And yet so far
Baby, I might as well be on Mars"

Hoje na Folha de São Paulo li o artigo:

A Agência Espacial Americana (NASA) divulgou nesta segunda-feira imagens de calotas de gelo em Marte captadas pelo satélite Mars Reconnaissance Orbiter.

A captação da imagem foi possível porque durante o verão os raios solares atingem a região polar. A Orbiter está em sua primeira semana de observação numa órbita baixa ao redor de Marte.

Os cientistas esperam que o satélite responda questões ainda em aberto sobre a história e a distribuição da água do planeta, combinando dados da câmera de alta resolução do orbitador, um radar e de instrumentos capazes de detectar a composição da superfície e do subsolo.

Entre os dias 29 de setembro e 6 de outubro, a nave captou diversas imagens do planeta, mas a missão científica da sonda, em tese, ainda não começou. Está marcada para o início de novembro. Por enquanto, as imagens foram obtidas para calibrar os instrumentos.

Reuters

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Discovery Atlas

Acaba de chegar ao Brasil a série de documentários do Discovery Channel, chamada "Discovery Atlas" que tem como objetivo retratar de forma atual a vida e a cultura de diversos países do mundo. Eis que para minha surpresa, o que está na grade do canal este mês é o "Discovery Atlas - Italia"! Santa coincidência Batman! Nem quando eu tento relaxar no domingo, eu escapo da Italia! Ironia do destino. Que programa gostoso de se ver. As duas horas de duração, quase a de um filme, passam rápido que ao final você pensa: e o próximo bloco? Os próximos programas serão sobre a China e a Austrália.
Reproduzo aqui a introdução do programa retirada do site do canal:

"Este documentário especial leva o espectador a uma viagem pelo coração da Itália. Ao longo de um ano, o programa acompanha as vidas, os amores, as dificuldades, as esperanças e os sonhos de oito grupos de personagens que incorporam o que é ser Italiano.

A Itália é uma nação que consegue seduzir os sentidos, dos prazeres simples de sua culinária à bela música dos seus grandes compositores. Mas acima de tudo, a Itália é conhecida por sua devoção ao culto da beleza visual. Não é por coincidência que os Italianos adoram ‘La Bella Figura’ – a beleza da aparência. Dos olivais da Toscanaa às antigas maravilhas de Roma e às encostas vulcânicas do Monte Vesúvio, passando pela beleza flutuante de Veneza, a Itália provoca o olhar. Espalhando-se por todas as regiões da Itália, o ATLAS: ITÁLIA combina trechos espetaculares de cenas locais, não só de seus famosos monumentos, mas também de suas jóias ainda ocultas. O Atlas é uma viagem através de um ano italiano, um período marcado por constantes celebrações e festivais. O programa revela como vida italiana transcorre através do ciclo natural das estações do ano, apoiado pelas narrativas de casos individuais, que nos mostram a vida dos italianos comuns."

And the Oscar goes to...

Gradinata Sud...
Recebi algumas fotos de amigos que estiveram na partida Samp X Milan de sábado (14/10). Fotos que mostram o grupo indo para o estádio, a chegada do ônibus da Samp, o aquecimento dos jogadores e lances da partida. Essa galera de Genova é mesmo nota 1000! Grazie.
Muito interessante as chamadas "curva sud e nord" dos estádios italianos. Traduzindo, seria como as áreas sul e norte dos estádios em que ficam as torcidas organizadas, os mais apaixonados torcedores, denominados de "ultras", cantando em coro músicas que incentivam os jogadores em campo. Aliás, por lá podemos ver trechos de Guiseppe Verdi entoados em alto e bom som por diversas torcidas. A música cantada quando o Parma entra em campo é um trecho de "Aida". Aliás, Parma é a cidade natal de Verdi. Aprendi a apreciar Verdi desde então. Por isso digo, futebol também é cultura. Em uma simples transmissão de partida na RAI você aprende até sobre os vinhos da Toscana e as "orecchiete" servidos na Puglia.
Voltando às "curve", é tradição que após as partidas, os jogadores das equipes irem ao encontro dos seus torcedores mais "fanáticos", aqueles que estão sempre nos estádios, os "abbonati" do ano todo. Ah, que inveja eu tenho desse povo. Um dia ainda realizarei meu sonho de ter meu "abbonamento", nem que seja para as férias de fim de ano.
As fotos que recebi trazem uns "striscioni" muito curiosos, engraçados até. Apelido dado ao Milan: "diavolo", diabo. Assim, uma faixa dizia: "Voi diavoli, benvenuti all'Inferno", vocês diabos, bem-vindos ao inferno! Uau... Em outro, uma rima simpática: "Mi diverto parecchio, se gioca Delvecchio", me divirto muito quando o Delvecchio joga. "Com' è misera la vita negli abusi di potere", como é difícil a vida onde há abuso de poder. "Giustizia? Oggi voi qua, impunita, disonesta", Justiça? Hoje vocês estão aqui, impunes e desonestos. Essa vem a calhar sobre os escândalos no futebol da Bota, em que o Milan, embora envolvido, recebeu punição mínima.
Vejam só, uma simples lição de língua estrangeira, num estádio de futebol. Por isso agradeço à Roberto Baggio, porque foi graças a ele e ao pênalti perdido em 1994, que me apaixonei perdidamente por esse país estupendo e rico, e por essa língua encantadora. Eu tinha que entender o que ele falava! E digo, por obra dos anjos que me ouviram, e me acompanham até hoje, já até tive a enorme honra de "chatear" com ele ao vivo! Em italiano amici.

domingo, 15 de outubro de 2006

Beautiful stranger by Simple Minds

A música "Beautiful Stranger" é uma das faixas do mais recente trabalho do Simple Minds "Black and white 050505". O número se refere à data em que o álbum foi finalmente completado. Não sei ao certo porque a escolha dessa música para embalar o domingo. Fãzona de Simple Minds, demorei para adquirir esse álbum. Costumo comprar cds por uma ou duas músicas e depois de um tempo dedico a atenção às outras faixas. Normalmente a técnica funciona. Sei lá o porquê disso também. O fato é que mal havia digerido o álbum anterior do SM, e comprar um novo, me deixaria, assim...confusa. Sem brincadeira, passei um ano escutando "Cry" e gostei tanto que tinha medo de que o mais novo não fosse tão bom. Como é doce o sabor do engano. Sou suspeita para falar, mas eu adorei o CD. Um retorno do SM às origens. Músicas dançantes mescladas com solos de guitarras de Charlie Burchill. O SM faz parte daquele grupo de britânicos que escrevem letras que dialogam com o ouvinte. Dificilmente você deixa de se identificar com alguma letra, ou poeisa musicada.
E quem será o "beutiful stranger" de Lady? Será um pássaro, um avião, o Super-homem, o Batman?

Tell me why.
Do you know what were looking for?
Any truth in the rumours I ignore?
Tell me why, I still deny?
Anytime secrets, in every sound.
I can keep my feet up off the ground.
I’m in the air, reeling everywhere.
There’s something new and I must say.
It makes me feel so super real. Just look and you’ll find.
We are drifting through space and time.

Stranger, beautiful stranger,
Come tell me if you are, the silent star, Explain!
Stranger, beautiful stranger,
I wonder if you are the silent star,
Explain.

Tell me why, do you know what we’re looking for?
Any truth in the rumours I ignore?
Then tell me why I still deny?

Summertime,
Winter,
Moonlight,
And the Sun.
I get the feeling this has just begun,
And yet it feels so super real.
Look and you’ll find,
We are moving through space and time.

Tell me who you are.
Tell me who you are.

sábado, 14 de outubro de 2006

The Cult in Rio


Uma coincidência incrível. Ainda esta semana estava falando com uma amiga sobre ir a um show de um artista, ou banda que sonhamos há tantos anos em assistir. Eis que hoje estava indo ao supermercado comprar algo e me deparei com um anúncio enorme de jornal que promove o próximo show do The Cult no Brasil, em dezembro, e com a formação original da banda. Alguma coisa me dizia que ainda em 2006 eu iria a um show importante. Não foi Robbie Williams, mas será The Cult. Abrindo as comemorações antecipadas de encerramento de mais um ano na vida de Lady. Já virou tradição a celebração em shows de rock.
Quando falei com esta amiga, ansiosa pelo show do Robbie Williams, disse que sabia bem a sensação dela: emoções múltiplas - vontade de gritar, chorar, cantar todas as músicas muito, muito alto. Descrevi como sendo essa a sensação que tive quando vi The Cult pela primeira vez ao vivo. Isso já tem por aí exatos 12 anos! Ainda assim, tendo provado do mel "culto", senti de novo a mesma coisa no show seguinte. Me lembro de ter saído do trabalho na Tijuca correndo para chegar à tempo no finado "ATL Hall", em 2000. E estava sozinha, e digo a vocês, nem por isso deixei de aproveitar. Pois é, e agora tem outro show da banda por aqui. Será então o meu terceiro. The Cult para mim é imperdível, até se estiver de muletas. Será que cantarão as músicas do último álbum? A minha preferida, "Rise"? Não importa, o que importa é o som, a atmosfera que reina nos shows da banda. Quem é fã do Cult, é fã mesmo, de carteirinha, de fã clube e tudo.
Ainda estou tentanto acordar desse sonho. The Cult é a banda de que mais gosto, dos tempos de adolescente roqueira em Volta Redonda. Meu Deus, o que será de mim neste dia 9 de dezembro? O que não dava por um CD deles e pelas letras das músicas. Vale lembrar que até então, a Internet nem existia pra nós. E as fotos nos cadernos da escola, os adesivos na agenda? E eu era tão quietinha, quase não falava nada, mas era roqueira de deixar os vizinhos de cabelo em pé. Aliás, não mudei muito não!
Vou ver Ian Astbury e Billy Duffy com sua guitarra cortante, solos intermináveis e bem afinados. Cantar "She sells sanctuary", hino gótico, todo mundo de preto...eu também, embora não seja nem um pouco gótica (será?) Um ritual que me fará com certeza recordar o quanto é bom o velho e puro rock'n'roll. Salve The Cult. God save rock'n'roll! yeah!

RISE
You are the sun, I am the flame
You are the blood, I am the same
We are the love that rises again
They are the snake that bites on your veins

We are not chained to the wheel

You are the tear, I have no fear
You are so strange, I feel the same
Sorcerous mind, we ride again

We are not chained to the wheel, to the wheel

It's the way that you feel
It's the truth in your eye
You got wings upon your back and you can fly

It's the way that you feel
It's the truth in your eye
Cause you're up against the world and still you rise
And still you rise

You are alive and high in my dreams
You are the stars that mystify me
And you are the wolf that frightens the thief
And you are the voice that they disbelieve

We are not chained to the wheel

And you are the spark that sets us all free

We are not chained to the wheel, to the wheel

Still you rise

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Show the children all the beauty they possess inside

Para nós aqui no Brasil, o dia das crianças é comemorado junto com o da Padroeira do país, Nossa Senhora Aparecida, dia 12 de outubro. Não sei do propósito da escolha da data, mas penso que a inocência da criança associada à pureza da santificação poderia ser um bom começo.
Pois bem, acordei e fui para a praia do Flamengo, lugar em que a concentração de crianças superaria até um parque em dia de feriado. Alegria foi o que não faltou. Teatro de fantoches, passeios nos carrinhos eletrônicos, parada de carrinhos de controle remoto - tinha de tudo - até caminhão de lixo à bateria! E eu que sonhava em ganhar um "Ferrorama" quando criança!
As meninas levando no colo ou no carrinho suas novas "amiguinhas", falando com elas, gesticulando com os pais que queriam algo para beber, um algodão doce para saborear. Vi pessoas jogando vôlei, outras como eu caminhavam sem rumo, encantadas com a magia daqueles serezinhos capazes de transformar um dia quase de sol, num dia lindo, com apenas um sorriso, um pedido de licença, um simples tchauzinho.
"Tia" Lady, claro, sempre apronta das suas nessas ocasiões. Fiu para onde via gente miúda, claro! O teatro de fantoches no galpão. Os olhinhos da moçada brilhavam e eu de repente me perdi em pensamentos. Lembranças da infância embalada aos "mergulhos" virtuais no Rio Paraíba, aos passeios ao Aeroclube de Volta Redonda, as idas ao zoológico, as brincadeiras de pique. Me perdi de tal modo que estava caminhando e fui surpreendida por um mocinho, que disse: "tia, tia!! Olha meu carro, deixa eu passar." Ao olhar o moço e fitar o chão, dei de cara com uma Ferrari!!? Coisa do destino, será? O pequeno veículo se movia com uma velocidade de deixar o Schumacher doidão. O menino segurava seu controle com uma voracidade que parecia briga por "pole position". E eu , pedi desculpas e segui meu caminho.
Vim para casa sorridente. Estava realmente feliz. Ao entrar no prédio eis que sou surpreendida por uma moradora, tipo, nova no edifício. Educada, me cumprimentou, falando com um sotaque que não era dos arredores. Ao chegar em seu andar, a moça se despediu e me disse: "feliz dia das crianças para ti." Puxa, agradeci e depois, sozinha no elevador, ri e pensei: tenho dentro de mim um coração criança que transborda em emoções nesse dia, nem pude disfarçar!
Acho mesmo que minha escolha de passeio matutino não poderia ter sido mais acertada. Que a criança dentro de nós continue a existir sempre. Para todas as crianças, de qualquer lugar, de qualquer etinia: The greatest love of all:

"I believe that children are our future
Teach them well and let them lead the way
Show them all the beauty they possess inside
Give them a sense of pride to make it easier
Let the children's laughter remind us how we used to be"

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

"Balzaquianos"? Here we are!

Parece mesmo uma lista de chamada. Como assim eu não falar de esportes...futebol. Não adianta, é mais forte do que Yo! Acabo de ler o Corriere dello Sport de hoje. O "cuotidiano sportivo" traz uma reportagem interessante.
A seleção italiana ganhou uma Copa com jogadores mais velhos do que no último títulode 82? Pode até ser, mas curioso mesmo é a longevidade de alguns atletas na bota. Não por insistência, como aqui o Romário!, mas por competência ou por falta de substitutos à altura.
Em alguns times de ponta é possível haver atletas com mais de 30 ocupando posições de destaque, marcando gols decisivos ou como os italianos dizem, "trascinando la squadra". Essa, segundo o jornal, é a revanche dos "Jurassic Park", em que o risco de extinção não existe pelo menos nos próximos 3 anos.
Recentemente, Pagliuca, que já foi goleiro da Inter e da Samp, bateu o recorde de partidas na Serie A superando o mito Dino Zoff. O rapaz tem só 40 aninhos. Tem ainda o Ballotta com 42 e o Peruzzi da Lazio, com 36 - goleiros também.
A embalagem "futeboliística" contendo formol possiu controle de qualidade ISO 10000000... e mais alguma coisa, sem prazo de validade, ou seja, com alta resistência a chuvas e trovoadas. Satisfação garantida ou seu "abbonamento" de volta.
O Corini, do Palermo, aquele que eu falei que está jogando muito, aparece encabeçando a lista de talentos. Acho que ele já passou dos 33, e em seguida, claro, o Capitano da Samp, com seus 32 aninhos, cada dia mais belo e jovem!! hehehe carregando o time nas costas. Aliás, esse aí ainda tem mais 2 anos de contrato com a Samp, esperando chegar aos 35. Vai parar ou não? Pelas barbas do profeta... NÃO!!

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Taormina, Sicilia, lugar de inspiração para o Simple Minds. Nos últimos anos, a banda se reúne nessa bela cidade italiana para gravar seus trabalhos. O resultado: ótimo óbvio. Segundo o Jim Kerr, os músicos se mudam para lá durante uns 6 meses para compor e posteriormente gravar as músicas. A paixão pela Italia já vem desde o auge da fama do Simple Minds. Em 1989 eles gravaram em Verona, minha cidade adotada, o VHS, e hoje DVD, "Verona". Charlie Burchill, das guitarras, aparece nas ruas de Verona com a violonista que acompanha o grupo, Lisa Germano e o tecladista Michael McNeil tocando improvisadamente músicas folclóricas do país da banda, Escócia. Aos poucos uma pequena porção de gente se aglomera ao redor deles e todos batem palmas e dançam ao som das músicas. Algo só mesmo possível por lá.
Outra banda inglesa, o Simply Red costuma fazer shows memoráveis na cidade. Em um dos últimos DVDs, o local escolhido foi também a Sicilia. Na entrevista, Mike Hucknall disse que a Sicilia foi escolhida pelo calor do seu povo e pela beleza das paisagens. Além disso, ele diz se sentir em casa na Italia, onde tudo é motivo para uma boa risada e uma taça de vinho! rsrs Vou pedir para ele guardar uma pra mim. Sicilia estou chegando...no final do ano!!