domingo, 26 de novembro de 2006

Ryan Giggs, Corini, Capitano and so on

Va bene. Oggi domenica speciale. Não tem sol, ou seja, praia nem pensar. Na série A o jogo da rodada é o confronto entre Inter e Palermo. Quando liguei a TV, estava em entrevista o Corini, capitão do Palermo. Falava da motivação do time, da possibilidade de conquistar os três pontos, essa linguagem "futebolês" que só muda de nacionalidade, o discurso é o mesmo! A vantagem é que o Eugenio é simpático, com um belo par de olhos verdes da cor do mar, então quando ele fala, eu paro o que estou fazendo para ver.
Mister Novellino também, digo repete, repete... O treinador da Samp repete toda semana a mesma coisa. Eu, particularmente já não aguento mais. "O time vai conseguir sair dessa situação", "precisamos de continuidade nos resultados", "o time é bom, só carece de resultados", "treinamos, mas muitos jogadores estão machucados". Uma coisa é certa, meu italiano melhorou um pouco com esse "muro das lamentações" futebolístico. Cada semana aprendo uma expressão nova, enquanto isso, a Sampdoria...continua perdendo.
Eu, Cyntia, toda semana também repito a mesma coisa, desde que fiz esse blog! "Novellino vai embora", "A Samp perdeu", "o Corini é 10"... Por isso concordo com um rapaz português, que em seu "diário" disse que o blog nos poupa dinheiro da análise. Aqui agente desabafa, mesmo que depois apague, é uma sensação boa colocar pra fora o que se sente.
Voltando, lá em Palermo, pelo que sei, a galera tá empolgada. Afinal, um jogo de confronto direto entre, como dizem os italianos, "i primi della classe" , ou seja, os primeiros da turma.
Tomara que seja um bom jogo, porque ultimamente eu ando me dando mal em matéria de calcio. Só tenho sido derrotada, ou testemunhando peladas piores que a Serie B. O Presidente do Palermo, Zamparini, disse que sonhou que o Palermo venceria por 4-1! Nossa, santo otimismo Batman. Torço para que isso ocorra, mas vamos combinar que é um pouco exagerado.
O Mancini, o insuportável treinador da Inter (olha eu repetindo!), escolheu ficar calado. Normalmente ele fala muita besteira, mas nessa semana já calou a boca de gente que, como eu, torce desesperadamente contra seu time - a Inter conseguiu se classificar na Champions League. Hano operato un vero milagro di San Genaro!
Ah, falava do Ryan Giggs antes. Ele já está há muito tempo no Man. United - desde 09 de julho de 1990. É o jogador mais vitorioso do clube, com 17 títulos. Depois de Beckham, tem um cruzamento letal. Na verdade, foi Beckham que aprendeu com ele! Bola cruzada pelos pés de Giggs, 85% de chances de sair gol. Ainda espero um dia realizar o sonho de ir a Manchester visitar seu estádio. Esse sonho até que é bem possível...
Estou enrolando um pouco porque tem jogo na TV. A Sampdoria já está perdendo de 1 a 0. O advsário não poderia ser pior: a Roma. Falando com Genova essa semana, disse que estava mesmo de saco cheio com os jogos da Samp. Eis que capitano faz gol hoje. Mama mia! O que é isso?? Já tá no lucro se o jogo terminar empatado, depois, em anos, pela primeira vez vejo um gol dele ao vivo, quero dizer pela TV. Bravo!! Aliás, sua comemoração é surreal. Quem o conhece se surpreende ao vê-lo vibrar daquele jeito. Logo ele, que para falar tem que pedir licença de tão calado que é.
O papo da semana é o possível "esonero" de Mister Novellino. Refletindo junto com alguns colegas, chegamos a uma conclusão: não mandam o Novellino embora por um motivo simples... não há nenhum outro treinador na Italia de qualidade disponível e depois, pagar o salário dele e de mais um novo não seria um bom negócio, já que em dinheiro a Samp não nada, mesmo estando no litoral da Ligúria! Se fosse no Brasil, chamariam o bombeiro Joal Santana, pois o Novellino já teria ido embora há muito tempo.
Bem, vou ao jogo que até está bom...
Tão bom que a Roma desempatou. Afe....Vejo que capitano está nervoso, já levou cartão amarelo, e suspenso, não jogará semana que vem. Isso me desagrada. Pelo menos o Flachi, seu "amigo" voltou. Nessa altura, a Roma já fez 4 gols! O Totti está destruindo a defesa "blucerchiata".
Me divirto, até nas tragédias, vendo os brasileiros em campo e o rosário de belas palavras dedicadas ao árbitro em português. E sabe, os árbitros entendem. O problema é que hoje na Italia, com a tal câmera em campo, não se pode falar nada. Se captarem as imagens, o jogador está frito. Suspensão na certa. Eu mesma, vendo os jogos já aprendi inúmeras palavras de baixo calão em italiano. Não importa a nacionalidade, os xingamentos, o futebolês, os gestos em campo são os mesmos. Só muda mesmo o respeito e a severidade nas punições. Na Italia, fez besteira, paga. Já no Brasil ... fez besteira, primeira página dos jornais e toda a atenção da mídia ... rumo ao estrelato.
Imagem de domingo: os capitães.
Resultado final: Sampdoria 2 X 4 Roma.

Stop Crying your heart out! Be yourself!

Do meu imenso arquivo musical, para o domingo desenterro OASIS. Se minha vida tivesse trilha sonora, a maior parte dos momentos felizes e importantes que tive dos últimos anos foram embalados pelas canções do OASIS.

Desde o show deles no finado Metropolitan, às viagens à Inglaterra. Da formatura em 2000 ao jogo da seleção em São Paulo. Para cada momento desses há uma canção do OASIS, que quando escuto, traz de volta todas as sensações que tive. O coração acelerado pela surpresa, os olhos brilhando de felicidade, enfim, sensações boas.
Não há nada no OASIS que eu desgote, aliás, somente o fato deles serem torcedores do Manchester City. Quem é o Manchester City quando se tem o Manchester United, o primo "rico" da cidade industrial de Manchester?
Frustrante pra mim foi ter ido à Inglaterra e não ter tido tempo de ir à Manchester. Há duas coisas lá que me interessam, pisar no chão em que o OASIS nasceu, e visitar o Old Trafford Stadium, o estádio do Man. United, time pelo qual em muitos anos torci enlouquecidamente. Mas ao expressar meu desejo de ir à Manchester, quase fui apedrejada em praça pública. Manchester para ver o que? Nevoeiro, fumaça das chaminés? Fui rapidamente demovida da idéia, sem mesmo ter seriamente considerado levá-la adiante. Acabei voltando apenas com uma miniatura do Old Trafford, que guardo com carinho. Hoje, torço para o Chelsea, de Londres. Mas o Man.United permanece em my heart.


Voltando ao Manchester, no primeiro mundial de clubes da Fifa em 2000, eles vieram aqui e foram derrotados pelo Vasco. Ah, eu estava lá. Quando me lembro que vi ao vivo e a cores o Ryan Giggs no meu país, eu tenho que sorrir mesmo por muitos anos. Sou fã de carteirinha desse rapaz assaz rebelde, mas que bate um bolão. Uma pena ser galês, pois sua seleção nacional é bem fraquinha e não joga uma copa há tempos, se é que já jogou alguma.
Bem, para finalizar, não há além do Simple Minds outra banda que me faz voltar à Inglaterra como o OASIS. Não há nada mais inglês "rebel yell" como OASIS.
Lendo a música, penso que devo mesmo deixar de reclamar de muita coisa, pois tenho tantas outras de valor inestimável que me fazem feliz, e que me fazem triste também, pois na vida não há alegria sem tristeza. That's what life is all about!

Hold up
Hold on
Don't be scared,
You'll never change what's been and gone
May your smile, (may your smile)
Shine on, (shine on)
Don't be scared, (don't be scared)
Your destiny may keep you warm,

'Cause all of the stars,
Have faded away
Just try not to worry,
You'll see them someday,
Take what you need,
And be on your way and
Stop crying your heart out

Get up, (get up)
Come on, (come on)
Why you scared? (I'm not scared)
You'll never change what's been and gone

'Cause all of the stars,
Have faded away
Just try not to worry,
You'll see them some day,
Take what you need,
And be on your way and
Stop crying your heart out

'Cause all of the stars,
Have faded away
Just try not to worry,
You'll see them someday.
Just take what you need,
And be on your way and
Stop crying your heart out

We're all of the stars,
We're fading away.
Just try not to worry,
You'll see us someday.
Just take what you need,
And be on your way and
Stop crying your heart out... [4x]

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

The power of Italy

Um pouco de cultura inútil. Não é que Tom Cruise e Katie Holmes escolheram a Italia para celebrar seu amor?
Me sinto confortada com o fato de não ser a única pessoa nesse planeta e desejar tanto estar nesse país.
A Rai, TV italiana, noticiou o fato o final de semana todo. Orgulhosos estavam alguns italianos, que como eu, pararam o que estavam fazendo para ver a cerimônia, ou melhor, o que passou dela. Bela jogada de marketing do Tom. Pobre Opprah, não foi convidada. Logo ela?
Taí, desde hoje abro a campanha: quero me casar na Italia! Quero me casar com um alemão, na Italia. Será que dá? Epa, ainda não entrei no curso de alemão. Como vou me comunicar com ele? Bem, o básico até que vai. Olá, tudo bem, eu te amo, adeus, boa noite. Hummm, o resto ele com certeza vai me ensinar com prazer, né?
Não, não preciso ir morar lá não, mas não seria nada mal ter uma casa de veraneio ou de inverno, na planície Toscana, como a Frances Mayes que escreveu "Sob o sol da Toscana". Ai, ai, ai, mais um de meus sonhos "quase" impossíveis.
Coming back to real life...

domingo, 12 de novembro de 2006

I miss you mamma Sofia

Estou com saudades de minha mãe. Falta pouco para revê-la e experimentar todas as coisas saborosas que ela faz pra mim quando chego na casa dela de férias. Lá longe, nos confins do Paraná, na terra roxa, cheia de surpresas ela deve estar pensando agora na sua "pretinha".
O nome de mamma é Sofia, que é o mesmo nome da Basílica localizada em Istambul, na Turquia, Basílica Santa Sofia. De santa, minha mamma só tem a semelhança com o nome. Mas é uma mulher muito corajosa. Nela me espelho e me sinto estimulada para enfrentar todas as dificuldades que a vida nos impõe, sempre com um sorriso no rosto. Às vezes nem tanto, no meu caso.
Meus avós deram a mamma esse nome pelo seu significado místico. Circulam vozes na família de que meu avô era um senhor português das artes, ligado aos livros. Não é à toa, que meu tio Joaquim, quando bebe em demasiado recita poemas em francês e desanda a falar nessa língua, com a qual não tenho nenhuma familiaridade. Até nos telefonemas de Natal e Ano Novo!
Sofia é um radical que significa sabedoria. Aparece em diversas palavras, tais como filosofia, teosofia, e outras. Curioso que na família, meu tio José colocou nomes de filósofos nos seus filhos, Pericles e Temístocles. Me lembro que quando criança mal podia pronunciá-los.
Deixo aqui mais informações sobre essa construção esplêndida. Com saudades da mamãe.

Cosntruída em estilo bizantino, a Catedral de Santa Sofia foi construída durante o Período Justiniano, em Constantinopla, pelos arquitetos Antêmio de Tralles e Isidoro de Mileto. A Catedral de Santa Sofia é um grande marco da arquitetura bizantina, estilo esse que viria influenciar fortemente o estilo muçulmano.

Suas paredes e pilares são revestidos de mármore branco da Frígia, verde da Lacônia, azul da Líbia e preto Céltico e seu interior encontra-se ricamente decorado com inúmeros painéis de mosaicos tanto geométricos quanto figurativos.

Algumas informações sobre as construções bizantinas.

A arte bizantina era uma arte cristã, de caráter eminentemente cerimonial e decorativo, em que a harmonia das formas - fundamental na arte grega - foi substituída pela imponência e riqueza dos materiais e dos detalhes. Ela desconhecia perspectiva, volume ou profundidade do espaço, e empregava em profusão as superfícies planas, onde sobressaíam melhor os ornamentos luxuosos e complicados que acompanhavam as figuras. A religião ortodoxa, além de inspiradora, funcionava também como censora. O clero estabelecia as verdades sagradas e os padrões para representação de Cristo, da Virgem, dos Apóstolos, ou para exaltação da pessoa do imperador que, além de absoluto e com poderes ilimitados sobre todos os setores da vida social, era ainda o representante de Deus na Terra, com autoridade equiparada à dos Apóstolos. Assim, ao artista cabia apenas a representação, segundo os padrões religiosos, pouco importando a riqueza de sua imaginação ou a expressão de seus sentimentos em relação à determinada personagem ou doutrina sacra, ou mesmo ao soberano onipotente. Essa rigidez explica o caráter convencional e certa uniformidade de estilo constante no desenvolvimento da arte bizantina.

No momento de sua máxima expansão, o Império Bizantino englobava, na Europa, os territórios balcânicos limitados pelos rios Danúbio, Drina e Sava, e parte da península Itálica (Exarcado de Ravena); a Ásia Menor, Síria e Palestina, na Ásia; o Egito e as regiões que hoje formam a Líbia e a Tunísia, na África. Por outro lado, Constantinopla se erguia no entroncamento das rotas comerciais entre a Ásia e a Europa mediterrânea. A população do império compreendia, pois, nacionalidades diversas, sobretudo gregos.

Inspirada e guiada pela religião, a arquitetura alcançou sua expressão mais perfeita na construção de igrejas. E foi precisamente nas edificações religiosas que se manifestaram as diversas influências absorvidas pela arte bizantina. Houve um afastamento da tradição greco-romana, sendo criadas, sob influência da arquitetura persa, novas formas de templos, diferentes dos ocidentais. Foi nessa época que se iniciou a construção das igrejas de planta de cruz grega, coberta por cúpulas em forma de pendentes, conseguindo-se assim fechar espaços quadrados com teto de base circular. As características predominantes seriam a cúpula (parte superior e côncava dos edifícios) e a planta de eixo central, também chamada de planta de cruz grega (quatro braços iguais). A cúpula procurava reproduzir a abóbada celeste. Esse sistema, que parece já ter sido utilizado na Jordânia em séculos anteriores e inclusive na Roma Antiga, se transformou no símbolo do poderio bizantino.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Buon Compleanno "Vecchia Signora"

Com um dia de atraso, faço menção ao 109. aniversário da Juventus de Turim no dia de ontem, primeiro de novembro.
Festa com direito a vitória, pois o time entrou em campo em rodada de meio de semana na Serie B e venceu o Brescia por 2 a 0, com mais um, dois gols de seu mítico capitano, Alex Del Piero. Vendo a foto vejo que Alex cedeu ao capricho de nove entre dez boleiros italianos: ter uma tatuagem. Carissimo, muito enigmática a tattoo. Qual será o significado dela?
Na festa de comemoração pelo aniversário, vários jogadores, ainda vivios, que representaram as cores do clube por anos a fio, entraram no gramado do Stadio Communale di Torino com uma camisa personalizada. Alguns deles, minha memória seletiva, non riesce a ricordare, altri però.... Reconheço Ravanelli, o "piena bianca" em referência aos seus cabelos grisalhos, Massimo Carrera, Moreno Torricelli, Stefano Tacconi, Ciro Ferrara, representando o passado das glórias mais recentes do clube. Outros, como Cabrini, Scirea (já morto), Platini, Gentile, Bettega, Anastasi, Causio e Furino, são nomes que recordo, seja pelas histórias contadas por meu pai, seja pelos videos que já vi dos mundiais em que participaram, e dos manuais futebolísticos divulgados pela FIFA. Já era nascida em 82 quando alguns deles se sagraram campeões mundiais. A história dessa copa, já vi inúmeras vezes em video, e nunca me canso. No Rio, há alguns anos tive a chance de ver ao vivo e a cores Gentile e Tacconi, que jogavam na seleção Azzurra de futebol de areia.
Acho muito bonitas as manifestações esportivas na Italia. Os clubes valorizam seu passado, as pessoas que fizeram parte dele, sem se esquecerem daquelas que estão no presente. Quantas vezes já vi na TV jogadores e treinadores recebendo homenagens da sua torcida, da federação ou do próprio clube. Sergio Volpi da Sampdoria, por exemplo, quando foi convocado pela primeira vez para a seleção italiana, recebeu de Riccardo Garrone, o presidente do clube, uma medalha. A entrega teve cerimônia e tudo. Del Piero acaba de ser homenageado por ter alcançado a marca de maior goleador do clube. Recebeu um troféu e uma cerimônia especial para a entrega.
Acho que o esporte também nos ensina a olhar para a nossa história e o que ela representa para as gerações passadas e principalmente para a que está por vir. Ser atleta é mais do que entrar em campo ou em quadra no domingo, ser atleta é ser co-responsável pelo crescimento e propagação dos ideias esportivos e humanos, aonde quer que você esteja e seja qual for o esporte que pratique. Acredito na força do esporte atuando socialmente no desenvolvimento do conceito de cidadania, cooperação e espírito de equipe. Uma vez atleta, atleta até morrer.