domingo, 28 de janeiro de 2007

King of "Down Under"

I want this trophy! I want this trophy! I want this trophy!
Ave Roger. Ninguém segura esse doce rapaz. No site do Australian Open se diz: "No stopping Fed Express", em alusão à empresa de entregas FedEx que chega rapidinho.
Pois bem, Roger ganhou o Aussie Open sem perder nenhum set. É seu terceiro Aussie Open e mais, o décimo em sua carreira em sua sétima final consecutiva. Ou seja, do ano passado ele jogou todas as finais e mais duas de 2005!
Não tenho mais nada para falar. Abro espaço para the greatest...The King:

Curiosidades: pela primeira vez na história, a final masculina foi dirigida por uma mulher. A "umpire" estava visivelmente emocionada na hora da premiação. Por um minuto pensei: pode não ser nada para nós, mas certamente para ela, esse dia será marcante pessoal e profissionalmente. Sem contar que viu ao vivo o maior de todos os tempos em um jogaço.
E Mr. Eficiência consegue ser bom, bonito e ainda por cima simpático. Nem e longe lembra tenistas metidos e um pouco estúpidos no tratar com o público. Ele consegue até fazer graça... E está sempre sorridente. Esse é o Federer!

sábado, 27 de janeiro de 2007

Queen of "Down Under"

Down Under, apelido dado à Austrália pelos britânicos. Na madrugada de ontem, Serena Williams sagrou-se tri-campeã do primeiro torneio Grand Slam do ano. Uma volta triunfal da tenista norte-americana, que se ausentou do circuito no último ano devido a inúmeras lesões. Seu ranking deve subir com essa vitória. Possivelmente voltará a figurar entre as 20 melhores do mundo.
Meu corpo bem que agradece o final desse torneio. Foram noites e noites acordadas até 4/5 horas da manhã que me deixaram acabada. Dores de cabeça incessantes, tonturas durante o dia, falta de sono de madrugada e um sono infernal à tarde. Tudo pelo prazer de assistir a jogos de alto nível, com jogadores de ponta, coisa que no Brasil, falta ultimamente. Uma vez por ano até que dá para aguentar, afinal, férias são férias. Se estivesse trabalhando, jamais poderia me dar ao luxo de ver o dia amanhecer vendo tênis na TV.
Amanhã 6.3 assistirei o que creio ser mais uma vitória do Roger Federer. Pelo menos o adversário parece ser alguém que vai dar trabalho para ele. O González, chileno, é bom. Detonou o Tomy Haas em 3 sets. O problema é que o Mr. Eficiência Suíço é três vezes melhor que qualquer um que aparece na sua frente. Detalhe, será a sétima final consecutiva em Torneios Grand Slam do senhor chato de tanto ser bom. Sabe de quando é a marca que ele igualou neste ano? De 1934! E eu que achava que o Nadal esse ano chegaria na final. Caí de cara no chão duas vezes: uma de sono e outra pela previsão mais do que furada!! O Fernando González atropelou o Nadal. O pobre espanhol não viu a bolinha em quadra!
Um jogo que vale à pena ser devorado. Quem sabe meu domingo esportivo não seja cheio de boas surpresas...
Perguntinha que não quer calar: porque não passam os jogos de duplas pela TV? Acho uma pena. São tão emocionantes quanto os de simples. Outro dia vi um pedacinho de um com o Johansson/Myirni só porque era antes da semi-feminina. Depois, nem sinal dos outros jogos. Se evaporaram com o calor da Austrália.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Adieu Amelie

Opa... a zebra fez uma visitinha ontem no Aberto da Austrália. Amelie Mauresmo, detentora do título, foi eliminada por uma tenista checa de nome Lucie Safarova. Assiti a um pedaço do jogo e mal pude acreditar no jogo mostrado pela francesa. Uma decepção, essa derrota, sem, claro, tirar os méritos da adversária. Placar em sets 2 -0 (6-3 / 6-4)
Ainda hoje, domingo, teremos duas tenistas de ponta fazendo o jogo noturno. Kim Clijsters e Martina Hingis. Torço para que vençam.
Enquanto isso, na parte do torneio que eu intitulo, "eu só vim para buscar meu troféu", Federer continua imbatível. Desde já quero uma final Nadal - Federer, senão o torneio vai ficar chatinho. Hewit e Marat Safim, dois tenistas conhecidos pelo seu mal humor e destempero em quadra, derrotados em seus jogos, foram multados pela ATP pelas suas condutas anti-esportivas. Putz, eles não aprendem.
Antes deles, o tênis era um esporte mais cavalheiresco. Eles pegaram o que de pior tinha em John McEnroe, outro estressado, mas que pelo menos tem um currículo vitorioso.
Saudades sobretudo de dois tenistas que me inspiraram a brincar com a raquete quando ainda era pirralha: Ivan Lendl e Andre Agassi. E sem me esquecer da rainha, grande, notável, incomparável e insubstituível Martina Navratilova. Quem diz que no mundo nada é insubstituível, não pensou no tênis e se esqueceu dela.
Falando em gente estressada, o Franceso Totti, capitão da Roma, que só dá mal exemplo em campo, foi expulso mais uma vez hoje. É curioso a falta de controle emocional que ele demonstra em situações adversas. Acho até que já disse isso antes. O Totti me faz lembrar os jogos em que os argentinos então perdendo e ficam tão furiosos que começam a distribuir socos e pontapés em quem encontram pela frente. Vira e mexe o capitão da Roma é expulso porque começa a dar botinadas em campo. Totti, o atleta, me passa a imagem de um intocável. Aquele que ostenta o título de campeão do mundo e que por isso acha que pode fazer tudo. Sempre foi o queridinho da torcida do seu time, o xodó dos cartolas da Roma, muito mimado, mas não recebe mais da Lega Calcio o tratamento de antes. Acho bom ele começar a mudar, até os jornalistas que o defendiam, hoje estavam tão abismados quanto eu. Claro que ele é humano, demasiadamente humano, mas pera lá: diz bem o ditado que cometer erros é natural, mas errar constantemente é sinal de estupidez. Nada justifica seu comportamento. Ele pode até ser craque...
O "bad boy" italiano além de quase sair no tapa com Fabio Galante, ainda deu coice em um dos preparadores físicos da Roma antes de ir para o "spogliatoi". Mamma mia! Só de olhar para a cara dele já estou com medo. Bebê Christian está tendo do pai uma péssima lição de como ser um esportista de verdade. Nem preciso lembrar que como capitão da Roma, ele frequenta todas as reuniões técnicas mensais da Lega com árbitros, treinadores, presidentes de clubes e capitães...Vai levar um gancho. Aposto aí uns 4 jogos. A Roma, que está cada vez vendo ir para os ares a chance de alcançar a primeira colocada na tabela, sem Totti, ficará... quem sabe melhor? Menos agressiva, certamente.
Me entristece ter que escrever sobre a derrota da Fiorentina hoje. Principalmente porque foi contra a Inter. Ai, como eu detesto esse time! 3 a 1. Completando o rol dos derrotados, na pole position aparece quem??? A Sampdoria, claro. Parece que os maus tempos voltaram. Após o empate sem gols com a Fiore, hoje, 2 gols do Empoli liquidaram o time. Só a lamentar mesmo a ausência de Volpi. Ainda bem que eu não sou a única a falar da falta que ele faz. Sou suspeita... Mas a Sampdoria não é time sem ele. Fato. Ele só volta em março, com a graça divina. Eliminação da Coppa Italia, e o pior jogar contra a Inter (de novo esse time!) três vezes em uma semana. Ninguém merece! Isso é urucubaca que colocaram... Já decidi inclusive que na quarta-feira eu vou sair, não quero nem ver o jogo, saber de score. Vou desligar o telefone, ir para o Cafè aqui perto e beber uns cappuccinos.
Faço desde hoje um protesto: não escrevo mais sobre a Sampdoria, a menos que o Walter Novellino vá para casa, ou que o time chegue às finais da Coppa. Caso contrário, niiii!

Opa...Vicenzo Iaquinta dá a vitória para a Udinese sobre o Messina. Malesani, outrora um pouco arrogante, diz que a vitória é mérito dos jogadores. Gente, ele mudou! Si cambia nella vita, e sempre per meglio, così aspetiamo! Udine está morrendo de amores por ele. Paixão à primeira vista. Em apenas cinco dias! Eu já vi esse filme antes...Verona, Modena... Tudo culminando com a Serie B. Povero Mister. Com toda a Italia torcendo contra ele, pelo passado e o chilique à la Trapattoni, que o condenam, ele tem que matar um leão por dia no Friuli.
Estou sentindo falta das comemorações surreais dos jogadores. Nada de anormal.. ah, pera aí, teve a do Adri, que sambou ao comemorar seu gol. Entretanto, fico com o grito de Vicenzo.
O post era sobre a Mauresmo e o Australian Open?? Ah, sim!

Lady, a Pseudo-cronista esportiva Parte 2

Hoje, como de costume nos domingos que não dão praia, fico sentada assistindo aos jogos do campeonato italiano. Escrevi para a transmissão do programa da Rai International "La Giostra dei Gol". Estava no estúdio o treinador da Reggina, Walter Mazzarri e em poucas linhas disse que ele está de parabéns pela campanha da Reggina. A mocinha encarregada de ler os e-mails, Simona Cantoni LEU meu e-mail no ar. Afe, quase caí para trás! Sem noção, comecei a ficar sem ação, estática no sofá, aliás no chão! Não foi a primeira vez que escrevi para a Giostra, e sem sucesso, me sentia rejeitada, mas aproveitando a maré boa tentei de novo e... bingoO!!!
O mais engraçado é que ela disse o seguinte: uma mensagem de uma "dona brasiliana", país em que muitas mulheres acompanham o campeonato italiano, dando os parabéns ao Mazzarri. Os jornalistas começaram a rir da Simona porque ela não havia dito o porquê? Então perguntaram a ela, mas os parabéns pelo quê? Todos no estúdio riram, porque na certa imaginavam que os parabéns seriam por algo diferente. Olha o preconceito aí, gente! E ela muito sem-graça, disse que era pelo trabalho dele. O pobre Mazzarri ficou vermelho de vergonha. Olha eu deixando o cara embaraçado, sem intenção! kikikikikiki...
Esse é o Mazzarri... Complimenti Mister!
É incrível como o senso comum acha que mulher só vê futebol para ver homem bonito! Um preconceito sem tamanho. E vem de todos os lados... da família, do namorado, de jornalista...

sábado, 20 de janeiro de 2007

Rock got no reason, rock got no rhyme...

Essa aí vai para todos os alunos e professores ... de um professor adorável, mas meio doidão: O Dewey Finn, interpretado pelo hilário Jack Black ,minha inspiração em termos de diversão... Um dos meus filmes prediletos!

Baby we was making straight A's
But we was stuck in the dumb days
Don't take much to memorize your lies
I feel like I've been hypnotisized
And then that magic man he come to town
Whoo wee
He done spun my head around
Said recess is in session
Two and two make five
And now baby
I'm alive
Oh yeah
I'm alive

And if you wanna be the teacher's pet
Well baby you just better forget
Rock got no reason
Rock got no rhyme
You better get me to school on time

Oh you know I was on the honor role
Got good grades
And got no soul
Raise my hand before I can speak my mind
I've been biting my tongue too many times

And then that magic man said to obey
(uh huh)
Do what magic man do
Not what magic man say
Now could I please have the attention of the class
Today's assignment
Kick some ass!

And if you wanna be the teacher's pet
Well baby you just better forget
Rock got no reason
Rock got no rhyme
You better get me to school on time

This is my final exam
Now ya'll know who I am
I might not be that perfect son
But ya'll be rockin' when I'm done

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Planes - A380

Aviões, fascinantes, intrigantes. Como pode um objeto tão grande e pesado plainar no ar como uma pena de ave que desce ao sopro de um vento...
Esta semana li que o maior avião do mundo, o superjumbo A 380 (carrega até 550 passageiros nos seus dois andares) , fabricado pela Airbus, após bateria de testes e vôos experimentais ao redor do mundo, iniciará seus vôos comerciais em outubro.
Preço da aeronave: 220 milhões de dólares. Muitas companhias aéreas já encomendaram unidades desse charmoso bixinho. Calcula-se que onze delas, o que corresponde a um total de mais de 100 aeronaves. Só a Lufthansa, companhia aérea alemã, membro de honra da Star Aliance, encomendou 15 já para 2007. Movimentos de modificação em aeroportos, inclusive já se iniciaram no país. Não basta apenas ter o avião. Espaço, pista adequada, hangar para manutenção, mudanças nas instalações internas para receber mais passageiros diariamente e segurança são fatores importantes. Por exemplo, em caso de acidente, como os aeroportos estariam prontos para evacuar mais de 500 pessoas em apenas poucos segundos?
O primeiro vôo teste foi feito em abril, com duração de 4 horas. Meses depois, em novembro, o grande teste. Jornada entre Toulouse, França à Singapura, numa viagem de 12.30 horas.
Em termos de Brasil, nossos dois principais aeroportos teriam que passar por algumas mudanças estruturais. Em São Paulo, no Internacional de Cumbica, as operações do A 380 estão previstas para apenas 2010. Mesmo caso para o Galeão, no Rio de Janeiro.
Hoje posso dizer que acresecento mais um sonho à minha lista. Um dia voar no A380. Será esse um sonho possível?
Digo isso porque quando era criança sonhava em voar em um Jumbo. O maior até então. Anos mais tarde quando estava no aeroporto com meu pai embarcando para a Inglaterra me dei conta que naquele exato momento eu estava realizando meu sonho. É incrível quando nos damos conta do que a vida nos dá de presente quando menos esperamos. Não só foi uma viagem maravilhosa, como viajei ainda no mesmo período mais duas vezes de Boing 747. Entre Paris - Nova Iorque e depois entre Nova Iorque e São Paulo. Caso de sonho triplamente realizado. hehehe
Como diria uma bela canção de R&B de R. Kelly: I believe I can fly, I believe I can touch the sky, I dream about it every night and day, spread my wings and fly away...

Del Piero 500 volte Juve


Amanhã no jogo Juventus - Bari, Alex Del Piero, o eterno Pinturicchio, capitano único e mítico da Juve, a Vecchia Signora completa 500 jogos com a camisa mais invejada e vencedora da Italia.
Há uns meses atrás postei aqui seus 200 gols que foram muito festejados. Não menos será o jogo de amanhã. Alessandro passa a ser o terceiro jogador com mais jogos pela Juventus. À frente dele se encontram Gaetano Scirea (552) e Beppe Furino (528). Dizem que como ele ainda tem alguns aninhos de Serie A, há a concreta possibilidade de que ele seja o primeiro na história do clube.
Desde 1993 na Juve, capitano Alex, o timoreiro, mestre e símbolo da Juve se prepara para entrar na história do futebol italiano...
Além de lindo, inteligente, ele tem estrela. God bless Alex!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Lady, a Pseudo-cronista esportiva Parte 1

Às vezes um anjinho chega até mim e fica sussurrando continuamente: Escreva, escreva para fulano. Quem sabe ele não responde? Já perceberam o quanto escrever crônicas sobre futebol me agrada. Depois de alguns anos, estou retornando à ativa. E vejo que é um exercício mais que agradável. Fora o site que criei há uns cinco anos, que por conta da aposentadoria do Néstor Sensini, aposentei também, eu escrevia para o UniParmaClub, do Gianni, e com ele ganhamos prêmios da imprensa italiana, aliás, minha história foi publicada na Gazzetta di Parma, um motivo de orgulho mesmo.
Ontem, mais um anjinho veio me visitar e eu escrevi para um árbitro italiano chamado Daniele Tombolini, que aos domingos participa da Domenica Sportiva, o programa que me faz ficar acordada até de madrugada, e que eu adoro. Eis que o "Tombo", como é carinhosamente chamado em seu país, respondeu minha mensagem no seu site. Como diz Ligabue na sua música, "ho perso le parole".
Vou colocar aqui para jogarem confete em cima de mim. Vou me gabar muito, afinal, não é todo dia que falo com personagens futebolísticos do meu país de adoção. Grazie Tombo!
Minha lista vai aumentando...

Ciao Tombo,
Sono anch'io brasiliana. Scrivo dal Rio de Janeiro. Sei veramente popolare in Brasile. Ogni domenica vedo le transmissione sportive di Rai International e la Domienica Sportiva è ormai un appuntamento di famiglia da diversi anni.
Complimenti perchè sei stato un bravo arbitro ed ora un bravo commentatore televisivo.
A parte questo, mi diverto vedendo Teo Teocoli insieme a te.
Da diversi anni tifo il campeonati italiano. Non ho una squadra per sempre. Ora sono Sampdoria, ora sono Fiorentina. Per questo dico: il calcio italiano è sempre grande, il migliore.
Un saluto dal Brasile per te, il grande Tombo.
Ciao Cyntia

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Cara Cyntia,
Quando arbitravo mi raccontavano spesso che il nostro campeonato era seguitissimo all'estero, ma non pensavo fino a questo punto...Praticamenti mi dici che è quasi un rito di famiglia seguire la DS...Addirittura segui le gag tra me e Teo... Mi fa davvero piacere che ti facciamo sorridere...per la verità non c'è nulla di preparato e, ogni volta, sono il primo a divertirmi, così con Teo, senza alcun copione da rispettare!
Grazie dei saluti che ricambio da migliaia di chilometri e chilometri...Eh la magia di Internet...!
Ciao Tombo

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Out / Deuce/Advantage Miss Veronese...game, set and match Miss Veronese!

Primeiro Grand Slam da temporada, o Australian Open inicia-se nesta semana. Não é o meu torneio preferido, uma vez que os jogos acontecem no fim da noite ou muito cedo pela manhã. E eu de férias, vejo que acordar cedo não faz parte do meu vocabulário. Acompanho os resultados pela net ou lá pelas 8 horas quando a ESPN passa os melhores momentos da rodada.
O destaque vai para a belga Kim Clijsters que aplicou o que o vocabulário tenístico define como um pneu, ou seja 6 a 0 em um set. No caso da Kim foi um duplo pneu. Duplo 6-0.
Sharapova venceu, mas em se tratando dela isso é natural. Segundo leio, está um calor tremendo na Austrália. Lá, como aqui é verão. A própria russa reclama que jogar tênis de alto nível com temperaturas elevadas é um suicídio. Sua partida durou quase três horas... A Mauresmo, vencedora do ano passado também estréia vencendo seu jogo. Chamam a francesa de segunda favorita. Que coisa. Agora existe ranking de favoritos também. Veja bem, fulano é o quinto favorito para vencer o torneio. Já fulana está cotada como sétima favorita. Give me a break!! Tá, a Mauresmo ano passado - nem sem em que posição de favorita estava - derrotou a Justine Henin-Hardenne, que tenho certeza era a favorita porque já era primeira do ranking. E aí? Ranking furadão esse.
E o Federer. Ah, aquele chato de tanto ser bom está lá. Ontem derrotou um zé ninguém pobre coitado alemão. Foi-se o tempo em que alemão metia medo em alguém no tênis mundial. Boris Becker que o diga. Será que o marrento do Nadal desta vez consegue a proeza de desbancar Roger? O maior problema é que quadra dura não é a praia dos espanhóis. Eles são bons quando estão no saibro, piso de terra. Basta dizer que o suíço bom de bolinha é o campeão do Australian Open... hummmm e o Nadal é apenas mais um oponente. Mas surpresas podem acontecer. Afinal, são mais de 14,5 milhões de dólares em jogo.
De volta ao feminino, a americana Serena Williams derrotou uma italiana na sua estréia, o que faz dela uma potencial inimiga da minha pessoa. Martina Hingis, já sétima do ranking, em plena ascenção vence na estréia. Será que pinta uma zebra aí? Seria legal ver dois suíços vencendo um torneio. Se fossem americanos não teria graça, mas qualquer outra nacionalidade tornaria o fato expressivo. Só mesmo com a Alemanha e sua dupla Boris Becker - Steffi Graff no passado. Saudades desse tempo.

Golden Globe / Globo di Oro

Nessa semana a premiação pré-Oscar teve alguns vencedores surpreendentes, penso eu. Primeiro, a série de TV, digo re-make americano de "Bete, a feia" venceu na categoria série cômica, deixando muita gente furiosa, digo Lost, Desperate Housewives and so on. Clint Eastwood foi premiado por seu filme "Cartas de Iwo Jime", todo falado em japonês (olha aí Marcus!!) na categoria filme estrangeiro e ele ainda teve espírito para uma brincadeira: "Agora que virei um diretor estrangeiro, preciso aprender algumas línguas". Grande Clint. Meryl Streep premiada como melhor atriz pela performance em "O Diabo veste Prada", que eu ainda tenho que ver. Eu adoro mocinhas más. Uma queda instintiva por vilões... Eddie Murpy, popular nos filmes, mas nunca premiado, recebeu a estatueta de melhor coadjuvante. E "Babel", filme ambientado em três continentes e falado em cinco idiomas, foi o escolhido como o melhor filme. Fala de imigração. Muito sugestivo, vindo dos americanos, especialmente. Paranóicos quase beirando a xenofobia, um exercício de mão na consciência. Será?
Na Italia, o final de semana também teve seu "Globo di Oro" às avessas. A Semana foi toda dos treinadores. As manchetes e os holofotes estavam todos virados para eles, os "Mister".
Spalletti, o "pelato" da Roma renovou seu contrato até 2011! Será que até lá ainda terei este blog? Caso sim, vamos ver se o Spalla ainda estará lá na capital. Vida longeva só mesmo a do Sir. Alex Fergunsosn no Man.United. Quase 20 anos...
O Livorno, ou melhor o presidente do clube, mandou o Danielle Arrigoni embora. Aliás, na Italia, os presidentes de clube mandam mais do que os treinadores. O exemplo Eurico Miranda do Vasco da Gama (uups, falei no time) faz sucesso até no exterior. Daqui pegaram o pior mesmo. Que lástima. Eis que o Arrigoni foi mandado embora no ar, no meio de um programa esportivo. Isso, com razão, despertou a ira dos jogadores do time, que partiram em defesa do seu Mister. Entre tapas e beijos, 48 horas depois, Danielle está de volta. Na minha carreira de "pseudo-cronista-torcedora esportiva italiana" ainda não havia visto coisa do gênero. O mais engraçado é que os jogadores, encabeçados pelo Lucarelli disseram que quem merecia sair era o presidente. Tudo isso ao vivo pela TV. Fui estemunha ocular do ocorrido na madrugada de domingo. Não conseguia parar de rir.
Aliás, o Spinelli é uma pessoa muito conflituosa. Ano passado, quando o Livorno estava fazendo um campeonato bom, digo bom mesmo, entre os cinco primeiros, ele disse "adios" para o Donadoni. Me lembro que todos ficaram estarrecidos. Trouxe um treinador medíocre e a campanha do time se tornou ... medíocre. Hoje, o Donadoni é ninguém mais ninguém menos que o treiandor da Italia. Hummmm. Capito. Dá pra entender um cara desses!
Hoje, o Pozzo, presidente da Udinese, que trouxe o Malesani, disse que manda o Galeone pescar (ele é pescador mesmo nas horas vagas) por escassez não de resultados, mas de jogo. Tá! Então ele devia economizar os euros de patrocínio e ser ele mesmo o treinador de sua equipe, já que ele parece entender bem de jogo e tática. Solução rápida, simples e barata, uma vez que o clube ainda tem que pagar o salário do demitido até o final do contrato.
Alberto Malesani, o Male, treinador vencedor do meu ex-Parma, está voltando à ativa. Ele e o Mister Prandelli, pra mim caminham juntinhos, my favorites. Se bem que de estilos completamente opostos. Pranda, um gentleman, elegante e educado, culto. Malesani, um "grosso", nas palavras do meu amigo Gianni, o Joel Santana italiano, adorado pelos jogadores.
Notoriamente conhecido pelo seu chilique há dois anos com a imprensa grega, de quando treinava o Panathinaikos, Malesani paraceia ter caído no esquecimento. De volta, espero que ele consiga retomar sua carreira, sem egocentrismos Male, por favor! Nada de chiliques. Humildade nessas horas is the key. Cada vez que me lembro desse chilique nos moldes de outro italiano, o Trapattoni, em alemão, dou boas gargalhadas.
Há ainda Don Fabio, o Capello, o mais odiado por metro quadrado. No domingo, depois do jogo do Real Madrid ele se voltou para sua torcida e mostrou o dedo médio. Tá registrado para quem quiser ver. Um vexame, que mereceu pedido de desculpas, mas que não será esquecido, jamais. Perguntinhas que não querem calar: foi um desafio, gesto instintivo, arrogante ou de falta de consideração? Pra mimfoi tudo ao mesmo tempo. Cadê o exemplo Don Fabio? Leio surpresa que Real e Bracelona são terceiros colocados. Pensei que fossem últimos.
Para terminar o Mancini, da insuportável Inter. Renova o contrato ou não? Tô doida para ele se mandar pra bem longe. Ele tá cozinhando o Massimo Moratti em banho-maria. Já disse que só conversa sobre renovação depois do campionato chiuso. O campeonato infelizmente já acabou, cara pálida. Só falta vocês pegarem o troféu. Mas isso somente em meados de maio, né? Pedras ainda podem rolar debaixo desse rio.
Como disse, a semana dos treinadores italianos está a mil. E hoje ainda é terça-feira! hehehe FUI!

Malesani na sua versão greco-latina, quando treinava o Panathinaikos. Ele voltou!! Ebaaaaaaaa Me garantirá boas risadas nos finais de semana!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Somebody is watching you...me...us

Em algum lugar do passado, o escritor George Orwell produziu uma obra que não deixa de estar na moda, às avessas, diria.
1984 é seu nome. Livro que retrata um mundo dominado pelo stalinismo, uma sociedade totalitária em que ninguém é dono de sua própria vida.
Uma metáfora de um mundo onde o estado onipresente comanda , oprime e tortura seu povo em uma guerra sem fim, com um único objetivo: manter sua estrutura inabalada.
Bem, leio que Orwell teve algumas fontes de inspiração para escrever seu romance, Stalin, Hitler e Churchill.
Lá está no livro o Big Brother, ou o "estado", que vigia 24 horas por dia a vida dos cidadãos, há ainda o Ministério da Verdade, que falsifica documentos e destrói qualquer referência ao passado, de modo que só haja o presente, a manipulação. Uma língua foi criada para codificar as mensagens desse mundo e que impede qualquer a expressão de qualquer opinião contrária ao regime. Curioso ainda o nome dos outros Ministérios: Verdade, Amor, Paz e Fartura!?
Alguém se pergunta, Por que esse assunto? Bem, amanhã no Brasil, inicia-se mais uma edição do tão famoso, onipresente, onipotente, indispensável Big Brother, produzido pela grande "estatal" televisiva do Brasil, a Rede Globo.
Hoje na Folha de São Paulo há até uma pesquisa: Por que os telespectadores do Brasil assistem o BigBro e outros similares? Eu bem que gostaria de saber a resposta convincente que faz milhões de pessoas se mobilizarem em frente da TV para assistir a um festival de besteirol, vulgaridades e superficialidades sem precedentes.
Eu já assisti ao programa, por isso me sinto no direito de opinar. Precisava entender o fenômeno. O que me intriga ainda hoje é que nos outros países em que também foi produzido, o programa já deu lugar a coisas menos banais. Mas aqui no Brasil não, ele permanece, como que desfrutando de um status de imortal. Chega o verão, vem janeiro e lá está ele, invadindo a casa das pessoas, é porque a minha não invade mais. Nos países latinos, o programa era chamado de "El Gran Hermano", na Italia de "Il Grande Fratello", nos EUA de "Big Brother", e nem a criatividade para "abrasileirar" o nome nós tivemos. Copiamos igualzinho ao da América - que coisa!
É ando mesmo com uma língua afiada nesses útimos dias. É o tempo livre para reflexão. Sugeriria humildemente que se fizessem programas mais interessantes, como por exemplo, cópias e mais cópias de "Fahrenheit 9/11" ou "Stupid White Men", distribuíssem o vídeo em que Saddam Hussein é torturado antes de morrer, e se não bastar, imagens de crianças e outros civis sendo mortos por soldados americanos, ingleses, e ITALIANOS! no Iraque. OK, para não sair do Brasil, vamos falar sobre as chuvas que ainda matam em pleno século 21! Hospitais públicos nas grandes cidades (pra começar os do RIO) caindo aos pedaços. Segundo nosso presidente, fomos, digo, os cariocas, foram vítimas de um ataque terrorista pré-natalino. Turistas assaltados ao saírem do Aeroporto premiados com passeios pela cidade. Meu amigo da Italia sempre me diz: Rio de Janeiro? Grazie, ma no! Quando irei revê-lo? Só Deus sabe. Imagino que quando seu filho estiver grande conheça a famosa "zia" brasiliana, isso se eu pegar o avião e ir até ele.
Uma eleição já se foi. E agora cara pálida? Vamos sentar na frente da TV e assisitr ao Big Brother. É um colírio para nossos olhos, um placebo para solucionar nossos problemas. E assim caminha a humanidade, ou melhor, os brasileiros!