sábado, 21 de abril de 2007

Salve o Sábado a Ser Salvo por um(a) Salvador(a)

Bem-vindos ao reino encantado da Sampdoria...


Assitir a uma partida da Sampdoria requer uma certa dose de paixão, um calmante e muita paciência. Sem contar que se for sábado à tarde dá aquele soninho. Uma rápida olhadela na escalação do time até já dá para dar uma noção de como as coisas serão ao longo de sofridos noventa minutos. Hoje jogou o Castellazzi no gol. Na verdade, como na música do Linkin Park, se joga ele ou o Berti, 'in the end it doesn't even matter'. As coisas mais imprevisíveis podem acontecer em apenas poucos segundos.

Já no ano passado, pude sentir na pele a experiência de ver um dia se transformar em questão de minutos. Literalmente. A partida era Lazio x Sampdoria no Estádio Olímpico. De repente, aqui mesmo no Brasil, precisamente no Rio de Janeiro, caiu uma chuva torrencial. O relógio marcava umas onze e meia mais ou menos. Via a partida com máxima atenção. Claro, a Samp perdia o jogo. Caiu a chuva e com ela caiu a imagem da TV. Esperei em vão e nada. O jogo terminou e nada. Para mim ficou tudo pela metade.

Hoje, mais uma vez o sobrenatural passou por aqui. Antes, durante e depois dos aviões. No primeiro tempo estava sentadinha, prestando atenção nas maluquices do time, nos gols perdidos, no Volpi inexpressivo e mais magro do que um palito. Escutava os berros do Novellino e via o Maggio, poveretto, tentando entender o que o chefe dizia, até perceber que o 'Quagliagol' estava ausente.

O time abre o marcador com o suíço Ziegler. Beleza. Jogando mal e vencendo, até aí tá tudo bem. Começou o segundo tempo e o adversário, o Messina, empata o jogo com seu goleador, o Riganò. Nesse momento só pude rir e lembrar de minhas próprias palavras há poucos dias. A Samp consegue a proeza de reabilitar seus adversários. Diga-se de passagem, o Messina hoje luta para não cair para a segundona. Já via as imagens na minha cabeça. Fim de jogo, o Messina vira o marcador. O Novellino diz que está em emergência, com o time desfalcado. Os novos elementos alteraram o esquema de jogo que ainda não está bem treinado, blá...blá...blá... E eu me pergunto: quem são os novos elementos? Um certo juvenil e só. Mas ele sempre tem um coelho para tirar da cartola na hora de justificar as derrotas da Samp...

Mal sabia eu a imagem que estava por vir. Aos exatos 75 minutos de jogo, ou 30 minutos do segundo tempo, a TV ficou verde... É isso mesmo que você lê. A imagem ficou totalmente verde e só havia o áudio do narrador. Gente, o que fazer num momento desses? Terminei escutando a partida. Escutei o narrador gritar o gol do Franceschini, que acabara de entrar e depois o do DelVecchio, aquele perfeito imitador do Zidane. A Sampdoria venceu um jogo! E a TV volta ao normal para a transmissão do TG1. Agora me diga: que graça teria minha vida se não torcesse para a Sampdoria?!