terça-feira, 10 de junho de 2008

Adeus, Capitano!

Sergio Volpi de Orzinuovi, Brescia, deixa a Sampdoria depois de 6 anos defendendo as cores do time da capital da Liguria.

'Il capitano' será uma daquelas pessoas cuja lembrança permanecerá viva na memória dos torcedores blucerchiati seja pela sua marcante presença em campo, seja pela sua presença nas fotos que registram momentos importantes da equipe nesses últimos anos. Da volta à Serie A à presença na UEFA.

Dizem por aí que os jogadores símbolos não existem mais. Na verdade, é preciso considerar que alguns jogadores vão e outros ficam. Ficam pelo carisma, caráter, capacidade, força e símbolo. Volpi fez parte de uma época histórica da Sampdoria e representa tudo isso. Depois de alguns anos amargando a Serie B, sua mudança para Gênova coincidiu com a promoção do time para a Serie A já no seu primeiro ano de clube. Foi um dos primeiros jogadores a serem contratados pelo então recém empossado Riccardo Garrone. E junto com Flachi e Bazzani ajudou o time na escalada rumo à massima Serie, bem como na sua permanência ali.

Herdou, depois de alguns meses, a braçadeira de capitão que pertencia a Flachi. Honrou a camisa número 4. Com ela realizou grandes partidas, marcou gols importantes e conquistou uma torcida calorosa e apaixonada, que na últma partida contra a Juventus, dedicou a ele uma faixa: 'Capitão: existe apenas um capitão!'

Minha história de paixão pela Samp começa com Volpi. Acompanhei um período da carreira dele pré-Samp. Sofri com o gol marcado na última rodada da temporada 00-01, que acabou decretando o rebaixamento do Verona para a Serie B. Jamais o esqueci nesses anos todos. Ao vê-lo partir para a Samp ao final daquela temporada, não tive dúvidas, se fosse torcer por um time na Serie A, seria a Sampdoria!

Anos se passaram e aprendi a gostar do time. A torcer freneticamente aos dimingos. Vibrar com cada gol, cada lance bonito nas poucas vezes que via a equipe ao vivo na TV. Volpi e Sampdoria passaram a ser um só na minha cabeça. Hoje, ambos seguem caminhos opostos. Onde Capitano for, lá estarei. Mas dessa vez acompanhando de longe. Torcendo pelo seu sucesso. A Sampdoria é muito bela para ser abandonada. Volpi é um daqueles jogadores que no futuro você se lembra com carinho e pensa: o vi jogar, se doar em campo. Um dia vibrei e me emocionei por vê-lo marcar um belo gol contra a Roma. Era como se estivesse no estádio.

Percebia que seus dias de Samp estavam chegando ao fim. O banco de reservas não parecia ser o melhor local para um símbolo como ele. Mesmo assim, ele aceitou e esperou o momento certo para decidir seguir em frente. Sem jamais polemizar com seu Mister. Como a Serie A é palco para grandes jogadores, nela ele permanece, onde defenderá as cores do Bologna.

Auguri!


Texto adaptado do site Sampdoria.it