domingo, 29 de junho de 2008

Uma promessa

Dizem que não é você quem escolhe o clube, mas é o clube que te escolhe. Aos cinco anos, o Vasco me escolheu. Aprendi a amar o clube. Paixão transmitida pelo meu pai. Deixei o Vasco. Desiludida com um presidente que por anos furtou do Vasco o direito de ser um time que ultrapassasse as fronteiras dos seus mandos e desmandos. No início, eram apenas desculpas: Eurico ama o Vasco e por isso faz o que faz. Ele só está ali para defender os interesses do clube. Com ele o Vasco venceu títulos no Brasileiro e chegou à Libertadores, sagrando-se campeão. Foi só. Daí para frente, o clube desandou. Nem entro aqui nos méritos de tudo o que aconteceu nos 40 anos de Eurico Miranda no Clube de Regatas Vasco da Gama. A reportagem do Lancenet que deixo como link, já diz tudo.

O Vasco se tornou um time com dono. Dono que, de posse de 'seus direitos', ousou um dia expulsar das tribunas o maior nome da história do clube, Roberto Dinamite. Trouxe para o clube jogadores que mais estavam preocupados em defender suas causas pessoais do que propriamente defender o clube. Homenageou aqueles de sua banda, a podre, que por anos usouo clube como trampolim de seus interesses. Fez estátua para um, renegou outros tantos. Trouxe de sua família, mais um membro para perpetuar-se no poder. Para quê? Para ter seu nome eternamente gravado nas salas que um dia julgou ser de sua propriedade.

Respeito a opinião daqueles que o defendem, mas hoje, domingo, é o meu primeiro dia de torcedora do Vasco novamente. Eu estou feliz e emocionada por ver que aquele mesmo homem que fora expulso das tribunas um dia, voltou, e pela porta da frente para comandar por 3 anos o Clube de Regatas Vasco da Gama. E o outro, que se julgava o senhor feudal de São Januário, melancolicamente sai pela porta dos fundos. E não deixará saudades...

Bem vindo Roberto Dinamite. Que você faça jus a toda a história que tem com o clube.