quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

'TitaDoria'

13 rodadas disputadas: 3 empates. 6 derrotas. 4 vitórias

Assim é o início de temporada da Sampdoria que para todos os otimistas parecia ter um time com elenco superior ao da temporada passada. Principalmente pela permanência de Cassano. Se é assim, por que então que o time ainda não engrenou no campeonato? Simples, muito dessa irregularidade é fruto de uma 'cassanodependência' que chega a irritar. Quando ele vai mal, o time vai mal.

Cadê o promissor futebol prometido pela diretoria e treinador da Samp para a temporada? Se no campeonato as coisas vão mal, na Copa UEFA o cenário começa a ficar negro. A Samp precisa vencer o próximo confronto contra o Sevilla para poder se classificar. Jogar em casa nem pode ser considerada uma vantagem em se tratando da Sampdoria.

Para quem trouxe reforços que segundo críticos, estavam a altura ou superiores aos que saíram do clube no verão, os novos jogadores estão demonstrando muito pouco em campo. Já foram 2 jogos pela TV. Não vi nada demais no time. Aliás, vi. Jogadores pouco incisivos e inspirados. Só decepção.

A política do clube de manter suas despesas saneadas não condiz com o projeto de se construir um time com vistas a algum futuro. Se a cada temporada um jogador importante é vendido para a aquisição de outro, mudam os nomes, os mecanismos de jogo e o tal grupo nunca acaba por ser formado. Repito, foi assim com Quagliarella, foi assim com Maggio e o mesmo se repetirá com Cassano. Ou alguém acredita que ele vingue mais uma teporada em Gênova?

A Sampdoria já ficou priva de Cassano durante alguns jogos da temporada passada e não sofreu revezes como se poderia esperar. Ao contrário, o grupo superou as adversidades e conquistou resultados positivos. Não acho que ele seja esse jogador que faça a diferença. Não concordo com essa política absurda de se vender e contratar jogadores a cada ano. Sinceramente, o supermercado é em Gênova, não em Milão.

De acordo com levantamento do site Trivela, a Sampdoria desfez-se de 19 jogadores e em troca trouxe 13 reforços, dentre os quais o atacante uruguaio Fornaroli, o lituano-promessa-bom-de-bola-na-visão-de-todo-mundo-que-até-agora-não-disse-a-que-veio, Stankevicius, o meia Dessena, o vai-e-vem Fotti, Padalino, entre outros.

Outra questão que me chama a atenção é a quantidade de jogadores que se contundem com alguma gravidade na equipe. Bonazzolli é o clássico exemplo de jogador que há dois anos, no mínimo, luta para curar-se de contusões e entrar em forma. Na temporada passada, Montella, que veio por empréstimo, começou bem e depois sucumbiu a lesões e hoje está de volta à Roma. Claudio Bellucci, machucado, somente agora volta ao banco de reservas. Ainda precisa de umas semanas para adquirir ritimo de jogo, entrar nas partidas por alguns minutos e com um pouco de sorte, não ter nenhuma recaída, algo que é comum em jogadores que ficam parados por muito tempo. E agora, para corroborar minha tese, Palombo é a bola da vez...

O discurso em Gênova é afinado. Mazzarri diz que falta apenas a bola entrar. Marotta, o D.S do clube diz que não se pode gastar para trazer jogadores de nome e a torcida continua a achar que o time é de Champions League? Do jeito que está, parece mais um navio prestes a afundar.

Para mim, a referência em campo é inexistente depois da saída de Volpi. Dá-se a sensação de um time sem alma, senza guida. Sei que ele pouco jogou na temporada passada, mas manteve-se forte nos vestiários. Mazzarri se livrou de um problema, mas em troca ganhou outros, a começar, se a modéstia me permite, pelo meu descrédito no trabalho dele.

Estou em turras com meu time. Dá para perceber. Não será um ou dois resultados mais convincentes que me farão mudar e idéia. Não será uma hipotética vitória num derby que me fará olhar a Samp com outros olhos. Só gostaria de poder mudar o discuros, ams o time não ajuda muito.

Te cuida, Sampdoria.