sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Emperor's New Clothes


Amigos e leitores, o blog 'Psicologia de um Vencido' está de visual novo. Óbvio que vocês perceberam. Azul parece ser a cor dos blogs. Mas juro que não foi imitação. Até tentei usar verde, que é uma cor que me agrada (a cor do Palmeiras), mas não ficou legal. Azul ficou mais suave. Tem mais a ver comigo. É cor do Chelsea. Está ligado à Sampdoria... e por aí vai...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

'Preciso te falar uma parada...Eu também descubro coisas'

No fim tudo se encaixa... só que na cabeça do diretor.

Dois homens conversando. Se você assisitu a Pulp Fiction, algo lhe parecerá familiar.

Então vamos lá. O assunto é o código de Tarantino. O que é, que é? Isso mesmo. Tarantino tem um código e ele é decifrado nesse vídeo.

Ficou curioso? Então assista, 'brother'! A coisa é séria. Veja e bem o que vem por aí. Sente na cadeira e respire fundo.

'Todos os roteiros são um só filme que o maluco foi lá e dividiu em várias partes. Essa p. meu amigo é um épico. O cara é o novo Cecil B. Demille.'

Mas o melhor ainda está por vir...

'Preciso te falar uma parada... Eu também descubro coisas. É. Coisas. O Federer é a versão tenista do Tarantino... Fico meio cabreiro com pessoas que são sósias... Muito parecido. É muito estranho.'



PS. Esse post é dedicado a alguém que é mais do que um amigo. É um parceiro. Craque nas conversas sobre futebol, cinema, quadrinhos, música e até na hora do papo sério. Tudo isso temperado com um sotaque mineiro e muita gargalhada!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Michael Bublé



Dizem que o lar é onde está o seu coração. Sinto isso hoje, mais do que nunca. É bom estar ao lado de pessoas que nos fazem bem, que nos fazem sentir uma genuína alegria. Para todas essas pessoas, eu dedico essa música.

'...Let me go home
I've had my run
Baby, I'm done
I gotta go home

Let me go home
It all will be alright
I'll be home tonight
I'm coming back home...'

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Il Calcio Che Non Si Gioca, Si Parla

O bom é que o Calcio não acaba após 90 minutos...

Fofocas com Lancellotti
Foggia X Marchini. Um no Bologna, outro na Lazio. Jogavam juntos no Cagliari. Marchini flertou com a mulher de Foggia. Ela bem que gostou. No fim, Foggia descobriu e mandou seus 'amigos' darem uma lição ao seu então companheiro de time. Veja que história mais esdrúxula. Só mesmo vendo jogos com comentários de Lancellotti para sabermos disso.
Antonioli, o cantor da concentração
O goleiro do Bologna gosta de cantar na concentração. Ele adora ópera. Herdou o talento para a música erudita de um tio que era cantor. Foi apelidado de 'Tenor da Concentração.'

Ranieri, o 'malato'
Ai meu Deus! A Juve entrou em campo contra o Napoli ontem cheia de desfalques. Não tinha Buffon, Trezeguet, Camoranesi, Zebina (esse nem é desfalque, é uma bênção não estar em campo), Iaquinta,. Legrottaglie, Sissoko, dentre outros). O astral já não parecia dos melhores. O time estava empatando o jogo. O treinador tira Del Piero e coloca em campo De Ceglie. Como assim? Esse é Ranieri. Torcedores da Juve, apertem os cintos. Vem mais por aí...
A começar pela partida de Champions na terça-feira contra o Madrid. Que ocasião mais ingrata...

Zenga: O Homem das Estrelas
Primato in classifica. Imitando a Inter? Nos microfones da Rai Italia, antiga Rai International, o treinador do Catania foi entrevistado do prgrama La Giostra Dei Gol. Disseram as más línguas que ele está estudando para ser treinador dos neroazzurri, sua ex-squdra dos tempos de jogador. Por que? Walter quis mandar para a coletiva de imprensa seu vice, pois gostaria que ele também comemorasse esse ótimo momento do Catania. Só que ele não contava com a recusa do homem. Foi ele mesmo e teve que agüentar as brincadeiras que se sucederam. Respondeu com classe a todas elas, mas nada me tira da cabeça que esse elogio foi bem gradito por ele: estudar para ser treinador da Inter...

As mesmas desculpas
O time joga bem, mas não tem sorte nas conclusões. Até quando vamos ter que ler/ouvir as mesmas desculpas de alguns treinadores? Futebol é resultado, sabe. Não adianta jogar bem e perder. A tabela de classificação não perdoa e o rebaixamento também não. É bom mudar o rumo da prosa...
Veja bem, dizer que o campeonato começa no domingo próximo quer dizer o quê?

Obina, o da Inter. Não o do Flamengo
hahahaha Até parece que alguém ia achar que o Obina em campo pela Inter poderia ser o que joga pelo Flamengo. Comentário desnecessário.
Aliás, isso me lembra que na Itália você encontra homônimos dentro e fora do campeonato. Tem Amoruso, Zanetti, Ledesma, Filippini, Lucarelli, Tedesco e Obina. Confesso a vocês que uma vez achei que o Ledesma, Cristian, que até então estava na Lazio tinha cometido a insanidade de em uma semana se transferir para o Boca Juniors. O vi na TV no domingo e na quarta estava em campo. Não. Não era o mesmo. Eis que aí descubri que esse mesmo Ledesma, Pablo, ex-Boca agora defende o Catania! É muito para minha cabeça.

'Ronaldente'
'Enquadra aqui! Anda, enquadra! Aqui em San Siro é delírio. Ronaldinho 'Ronaldente', como eu o chamo, acaba de marcar um gol.' Alguém adivinha o porquê desse doce apelido dado ao Gaúcho?
Palavras de Aldo Biscardi, condutor esportivo 'Centenário' da TV Italiana.

Ele. De volta aos bons tempos com Zamparini
Os 'Tedesco's' que não se entendem. Segundo Lancellotti, a fonte de fofocas ao vido de Lady, o Tedesco do Palermo é irmão do Tedesco do Catania . Mas eles não se entendem. E o Tedesco do adversário, segundo Zampa, treina como provocar a expulsão do adversário. O Catania, não satisfeito, em um comunicado de imprensa diz que o Presidente Palermitano delirou. Ainda segundo o clube de Zenga, o 'rosanero' não perde uma chance de divagar nos seus próprios delírios. Que piada!

sábado, 18 de outubro de 2008

'Sobre Meninos e Tim'

No último dia 16, o ator e diretor Tim Robbins comemorou 50 anos de vida. A data poderia passar desapercebida caso não fosse notório o fato dele ter sido homenageado recentemente (dia 10 de outubro) com uma estrela na famosa 'Calçada da Fama' de Hollywood. Para a cerimônia estavam presentes a esposa do diretor, Susan Sarandon e seu amigo Jack Black.

Robbins ao longo dos anos construiu uma sólida carreira de ator e diretor. Em 2003, ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante no filme 'Sobre Meninos e Lobos', dirigido por Clint Eastwood.

Alguns anos antes, obteve sua primeira nomeação para o prêmio máximo da indústria cinematográfica mundial. Concorreu na categoria de Melhor Diretor pelo filme 'Os Últimos Passos de um Homem'. Foi exatamente com esse filme que prestei mais atenção em Tim Robbins. Gosto de Trilhas Sonoras e me lembro que a desse filme foi difícil de achar. Foi tão difícil que foi o presente de Natal que me dei. Os dois cds juntos. Ao ler os créditos, percebi como Tim se preocupou com os mínimos detalhes na hora de escolher as músicas para comporem o filme, inclusive ele próprio participou de algumas composições. A principal delas, e mais bonita, escrita por Eddie Vedder do Pearl Jam, 'Long Road'.

Para entender a música é preciso relembrar o filme. A história real de Matthew Poncelet, réu confesso de vários crimes. Na prisão, ele escreve para uma freira, Helen Prejean, interpretada por Susan Sarandon. Nas cartas mostra-se interessado em conhecê-la. Entre eles se estabelece um laço que se consolida até os últimos 'passos' de Poncelet, rumo ao corredor da morte. No fim, a irmã o ajuda a se redimir de seus pecados perante a Deus. Ele enfim, confessa os crimes e morre executado com uma injeção letal.

'Will I walk the long road?
I cannot say
There's no need to say goodbye
Oh, the pressure's building
All the memories going round
Round, round, round...
I have wished for so long...
Now I wish for you again
And the wind keeps blowin'
And the sky keeps turning grey
And the sun is set
The sun won't never rise again
I have wished for so long ...
Now I wish for you again'

Neste ano, conheci através da indicação de um amigo o lindo 'Um Sonho de Liberdade'. Um dos filmes mais emocionants que já assisti. Tim Robbins atua nesse filme como um homem condenado pelo assassinato de sua esposa e seu amante. Ele é inocente, mas acaba na prisão. Lá ele conhece o mundo cruel, no qual ele viveu, mas não se sentia parte. Vivencia a violência diária a que presidiários são vítimas. Vê a cada dia sua esperança de liberdade ir minguando. E justamente ali ele se torna amigo de um homem, o narrador da história, interpretado brilhantemente por Morgan Freeman. Entre eles nasce uma genuína amizade. E a esperança de que a liberdade é possível mesmo entre os muros que os cercam.

Nesse filme, a personagem de Tim diz: "A esperança é uma coisa boa, talvez a melhor de todas as coisas e as coisas boas nunca morrem." Que assim seja.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

The Cult In Rio: Eu fui!

Em se tratando de assistir a sua banda favorita, quase ao lado de sua casa, não dá para dizer não.

Minha história de amor com o The Cult começou na minha adolescência. Os vi ao vivo pela terceira vez e essa última foi a mais especial. Fui quase deixada de lado, mas minha persistência foi derrubando todos os obstáculos no caminho. E no fim, me diverti muito.

O show foi curto. Ian astbury, o vocal e alma da banda, não parecia estar nos seus melhores dias. Pouco interagiu com o público. Mesmo assim, o show foi calibrado na medida certa. Os clássicos da banda, exceto 'Revolution', que eles não tocam ao vivo, foram cantados com muita energia pela turma do gargarejo. Eu inclusa. Estar lá era coisa para fã. Me senti em casa. Rodeada de gente que como eu, saiu de um dia inteiro de trabalho para acompanhar um show de puro rock'n'roll em plena segunda-feira.

Para quem é fã de uma banda, assisistir ao show dela é uma faca de dois gumes. Normalmente você gosta e conhece as músicas que não tocam nas rádios. Você conhece o trabalho a fundo e sabe o que é comercial e o que não é.

Comigo acontece assim. Minhas músicas preferidas do The Cult não fazem parte do show. Ficam na memória. Gostaria de tê-los ouvido tocar 'Painted on my Heart' e 'Brother Wolf, Sister Moon'. Não foi dessa vez. Entretanto, ouvir 'Rise', cujo vídeo já foi postado no blog há cerca de dois meses, foi quase que como atingir o 'Nirvana'.

A porta de entrada do show foi 'Lil'Devil'. O riff de guitarra inconfundível de Billy Duffy fez a galera ir à loucura. Nesse momento, um cara em frente ao Ian tentava jopgar sua camisa para ele. O inglês, com seus inseparáveis óculos escuros, nem notou.

O set list da banda procurou cobrir todos os momentos de sua história. A começar pela canção 'Spiritwalker' do Dreamtime. Em seguida, o álbum 'Love' foi representado por 'Nirvana', 'She Sells Sanctuary' e 'Rain'. De todas as músicas do The Cult, 'She Sells...' é a mais emblemática. Primeiro pelo trabalho de guitarra, que na versão em estúdio ainda é inferior à versão remixada. Segundo porque é uma música cheia de energia mesmo.

'...The fire in your eyes
Keeps me alive...'

E 'Rain'? A Ode à Chuva, aquele elemento sem o qual inglês que é inglês não existe. A batida psicodélica junto com o gingado das 'Sultanas' no clipe da música vieram à minha cabeça naquele momento. Me senti com uma delas ali. Dançando.

Do álbum seguinte, 'Electric', espaço para 'Lil'Devil', 'Wild Flower' e 'Love Removal Machine'. Impossível não reparar na histórica guitarra Gretsch branca que Billy usa. Você se apaixona pela beleza do instrumento.

O álbum que marcou o retorno do The Cult e que os trouxe ao Brasil pela primeira vez, teve 3 faixas incluídas no show. Sonic Temple fez algum sucesso, mas não teve como competir comercialmente com os grunge e com Guns 'N' Roses... Dele saíram 'Fire Woman', a balada 'Eddie (Ciao Baby)' e 'Sweet Soul Sister'. Essa última fazia até parte da vinheta que a banda gravou para a MTV americana que dizia assim, 'Hi, I'm Matt, Ian, Jamie and Billy. We are The Cult and you are watching us on MTV!'. Pois é. eu me lembro disso e tenho a vinheta gravada em VHS perdida em algum lugar daqui de casa.

Um gap de dois ábuns que foram considerados fracos comercialmente. 'Ceremony' e 'Cult' para então a música que eu esperei o show inteiro para ouvir, 'Rise'. Ela está no álbum 'Beyond Good and Evil'. Essa música sintetiza o que é o The Cult. Uma banda mística cujas letras passam mensagens de amor, vibração e colocam a alma e o coração em cada linha que eles criam.

'It's the way that you feel
It's the truth in your eye
You got wings upon your back and you can fly
It's the way that you feel
It's the truth in your eye
'Cause you're up against the world and still you rise
And still you rise'

De alguma maneira, quando ouvi a banda pela primiera vez, isso me cativou. Sinto que vivo isso 24 horas por dia. É como se para mim, The Cult representasse um amor eterno que me acompanhará para sempre. Para mim não existe outra banda igual. E foi graças ao Matt Sorum que descobri The Cult... Foi uma 'Revolution'!

Voltando ao show, duas músicas do trabalho novo, 'Born Into This', foram tocadas. Eram desconhecidas do público e mesmo assim, não comprometeram um show bem elaborado. Saí do Circo Voador com a sensação de ter assistido ao um vídeo Com os maiores sucessos do grupo. Uma carreira revista em 1 hora e meia. Nisso eles capricharam. O tempo passa e na beira dos cinqüenta, tanto Ian como Billy parecem ter ainda muita 'Revolution' para causar em palcos ao redor do mundo.

PS. O guitarrista Mike Dimkich usou uma guitarra muito 'antipática'. Nela havia um adesivo do ... Flamengo... Ô infeliz!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Viva La Vida!

I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own
I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy's eyes
Listen as the crowd would sing:
"Now the old king is dead! Long live the king!"
One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt, and pillars of sand

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Calvary choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you go there was never, never an honest word
That was when I ruled the world

It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in.
Shattered windows and the sound of drums
People couldn't believe what I'd become
Revolutionaries Wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Calvary choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world

domingo, 12 de outubro de 2008

Manhã fria

'Jim Gordon é um homem honesto. Algo raro numa polícia que a cada dia se corrompe mais.
Bruce confia nele cegamente. Mesmo sabendo que Batman caminha à margem da lei e que um dia o destino pode fazer o caminho de ambos se cruzar de maneira indesejável.
No entanto, naquela noite fria os dois são apenas amigos que buscam conforto um no outro.
A conversa flui naturalmente até os primeiros raios de sol começarem a surgir...'

'Cuidado com a areia movediça'. Foi o último suspiro que ouviu. O corpo jaz imóvel no chão. Uma rajada de vento faz com que seus cabelos se espalhem e deixem à mostra o rosto desse homem. Bruce o reconhece. Carl Jazzebel. Um de seus guardas. Soube por Alfred que ele havia saído de Gotham rumo à Central City. Lá visitaria familiares. Estranho. Desde aquela época algo o intrigou nessa viagem. Carl era órfão. Ou pelo menos foi que lhe contara quando foi contratado a mais de cinco anos.

Nesse momento, Jim Gordon observa a cena do crime. Sim, crime. Não há como um sujeito ter parado ali vindo de Central City. Poderia. Se ele não tivesse ido até lá. Uma chamada telefônica para a polícia e logo uma viatura surge. Dentro dela, 2 homens de confiança de Jim. Sua astúcia e sua experiência mostram que o que aconteceu ali não é algo comum.

'Comissário?' Uma voz quebra o silêncio imposto pela circustância. 'Há algo aqui.' Gordon vira-se e acompanha o homem que o chama. A camisa aberta de Jazzebel revela um pequeno furo à esquerda de seu peito. Com a ajuda de seu companheiro, Jim vira o corpo e vê sangue no chão. Uma poça de sangue. Não resta dúvidas. Essa é mais uma vítima da perversa lei da Cidade. Gotham é a Cidade.

Comissário Gordon lembra-se da figura soturna de Batman e de seus métodos pouco comuns. Nesse momento, gostaria de estar com ele, mas sabe que terá um longo dia pela frente e que está só.

Amanheceu e Bruce sai de cena. De volta ao corvette, parte. Sabe-se que dali em diante, algo está para acontecer. No caminho, sua mente não pára...

sábado, 11 de outubro de 2008

Ode às Crianças


Há uma criança viva dentro de mim. De vez enquando ela surge. Não costuma avisar o dia, nem a hora e muito menos a ocasião em que ela toma forma no corpo dessa mulher de 33 anos. Ela simplesmente chega. Diz olá com uma voz fina e bem baixinha. Tão baixinha como sou.

De sua boca saem palavras doces. Os obstáculos se tornam pedrinhas que logo serão jogadas no rio, como fazia na companhia de meus amiguinhos de brincadeiras. Os sonhos logo viram realidade nas conversas com amigos e nas brincadeiras com meus alunos. A curiosidade surge quando alguém me diz que tem um segredo para contar. Ou até mesmo quando escuto a frase "é uma surpresa".

De fato, nunca deixei de ser uma menininha dengosa, confesso. Alguém que pede carinho e atenção quando se sente só. Aquela que acorda de manhã e preguiçosa senta para tomar seu café. Se derrete quando escuta uma palavra de carinho. E que repete a cada ano o mesmo ritual. O de não procurar esquecer que a doçura de um olhar e a inocência das crianças devem fazer parte da vida de adulta também.

Este ano, escolhi o Tintim para representar a data. Ele é um jovem jornalista. Ele não procura problemas ou aventuras. Como um imã, são eles que o encontram e atraem. E dessa forma ele conhece diversos países e trava contato com diversas culturas. É uma personagem curiosa. Ele não vive à margem de seu tempo. Ele vai à Rússia da exploração espacial, à Escócia da Ilha Negra e do monstro misterioso, à América dos gângsters e numa história polêmica, ao Congo, colônia belga, país de origem de seu criador, Hergé.

Na infância, as meninas com quem tinha contato se ligavam em Barbies e Bebezinhos. Eu me ligava no Tintim. Na Pantera-Cor-de-Rosa. No Batman. Sem DVD ou vídeo cassete, hoje corro para recuperar o tempo e relembrar a emoção que sntia vendo todas essas coisas. Nunca é tarde para se divertir sendo adulta no Dia das Crianças. Nem ao menos me envergonho em dizer que todo ano, a criança que fica lá no fundo de minha alma, ressurge para me mostrar que o mundo é muito melhor do que nós adultos julgamos ser.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

'Klinsmann raus!'

Bela vista do German Panzer 'Allainz Arena'

'Fora Klinsmann!' A torcida do Bayern de Munique anda por demais insatisfeita com seu comandante técnico e exige sua saída do clube.

Curioso, não? Klinsmann jogou no clube e como treinador conduziu a Alemanha a uma digna campanha na Copa de 2006, quando os olhos do mundo e da Alemanha o desdenhava. Afinal, os resultados foram méritos dele ou de seu assistente Joachim Löw? A segunda tese parece ser a mais aceita e já havia sido ventilada pela impremsa especializada muito antes da ficha cair para Lady Cyntia.

Ainda não consegui ver uma partida sequer dos bávaros. Afinal, Bundesliga na minha casa, só se for dormindo, e em sonho... Mesmo assim, me auto-credencio para uma pequena análise do que acontece no reino da Baviera, terra da OktoberFest.

A começar pelas celebrações em torno do evento, o clube parece mais interessado em beber cerveja e fazer merchandising do que propriamente jogar bola. Vide as fotos publicadas pelas agências de notícias. Depois, me parece sensato crer que o Bayer é um clube confuso, com uma torcida mais confusa ainda. Preciso que vocês me acompanhem nessa viagem. Alguém topa?

Com Hitzfeld, os torcedores mantinham uma relação de amor e ódio, findada com uma bela demonstração de afeto ao final da temporada passada, a que culminou com a despedida do comandante supremo do clube. O título alemão no serviu para aplacar os ânimos de quem sonhara com a Champions League e acordara no sorteio de grupos da Copa da UEFA.

Durante o pesadelo de 'segunda categoria', os alemães encontravam pela frente vários adversários de trincheiras. Uns mais domáveis. Outros, verdadeiros páreos-duros, cuja superação era comemorada ao som de rajadas de um tanque de guerra conhecido como German Panzer. Que o diga o espanhol Getafe. Aquela versão muy amiga que fez os tedescos sofrerem até o fim...

Só que eles, os alemães, não contavam com um submarino russo de nome FC Zenit. Remodelado após batalhas contra americanos e georgianos, o equipamento surgiu num dos muitos canais da cidade de São Petesburgo, assustando os presentes. O impacto foi profundo e a batalha se estendeu até as águas rasas do Palácio de Nymphenburg. Nesse momento, bolcheviques e mencheviques, inimigos históricos, lutavam contra uma ameaça comum. Naquele momento, eles eram apenas 1. Incrível, pois venceram ...

Desde então, o German Panzer, avariado, não recuperou-se jamais. Resta inerte, vagando pelas ruas da cidade à procura de um copo de cerveja. Sobrou o título alemão, um prêmio de consolação. Ficou a promessa de mudanças. O comandante-super-capitão-de-meter-medo, Oliver Kahn, recebeu condecorações diversas. Retirou-se das trincheiras. Delas, escreveu seu nome na história. Partiu para se dedicar a causas mais nobres...

Os soldados que restaram, parecem não ter entendido a mensagem de despedida que ele deixou, que dizia mais ou menos assim: “Os novos jogadores da equipe têm que compreender que, no Bayern, duas ou três boas exibições não são suficientes. Não é uma boa forma de começar. Deve-se jogar em alto nível durante toda a temporada.”

De volta ao mundo real, mais confuso do que o que escrevi, não pode haver. Mas era isso mesmo que eu queria. Confundir e me divertir.
Em tempo, Lady é fiel defensora das causas bávaras futebolísticas e sente-se diminuída ao ver o time sucumbir diante do Bochum, Borussia Dortmund e tantos outros...


Preferia ver o sorriso e a festa em campo...

Fora do Ar

Queridos Amigos e leitores do blog

Devido a problemas técnicos, estou suspendendo temporariamente as atividades do blog. Meu computador parece que resolveu antecipar suas férias... E assim, me deixou na mão mais uma vez.
Assim que ele decidir retornar a suas atividades domésticas, estarei de volta.

Um abraço a todos

Cyntia

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Lucidez Silenciosa