segunda-feira, 6 de outubro de 2008

'Klinsmann raus!'

Bela vista do German Panzer 'Allainz Arena'

'Fora Klinsmann!' A torcida do Bayern de Munique anda por demais insatisfeita com seu comandante técnico e exige sua saída do clube.

Curioso, não? Klinsmann jogou no clube e como treinador conduziu a Alemanha a uma digna campanha na Copa de 2006, quando os olhos do mundo e da Alemanha o desdenhava. Afinal, os resultados foram méritos dele ou de seu assistente Joachim Löw? A segunda tese parece ser a mais aceita e já havia sido ventilada pela impremsa especializada muito antes da ficha cair para Lady Cyntia.

Ainda não consegui ver uma partida sequer dos bávaros. Afinal, Bundesliga na minha casa, só se for dormindo, e em sonho... Mesmo assim, me auto-credencio para uma pequena análise do que acontece no reino da Baviera, terra da OktoberFest.

A começar pelas celebrações em torno do evento, o clube parece mais interessado em beber cerveja e fazer merchandising do que propriamente jogar bola. Vide as fotos publicadas pelas agências de notícias. Depois, me parece sensato crer que o Bayer é um clube confuso, com uma torcida mais confusa ainda. Preciso que vocês me acompanhem nessa viagem. Alguém topa?

Com Hitzfeld, os torcedores mantinham uma relação de amor e ódio, findada com uma bela demonstração de afeto ao final da temporada passada, a que culminou com a despedida do comandante supremo do clube. O título alemão no serviu para aplacar os ânimos de quem sonhara com a Champions League e acordara no sorteio de grupos da Copa da UEFA.

Durante o pesadelo de 'segunda categoria', os alemães encontravam pela frente vários adversários de trincheiras. Uns mais domáveis. Outros, verdadeiros páreos-duros, cuja superação era comemorada ao som de rajadas de um tanque de guerra conhecido como German Panzer. Que o diga o espanhol Getafe. Aquela versão muy amiga que fez os tedescos sofrerem até o fim...

Só que eles, os alemães, não contavam com um submarino russo de nome FC Zenit. Remodelado após batalhas contra americanos e georgianos, o equipamento surgiu num dos muitos canais da cidade de São Petesburgo, assustando os presentes. O impacto foi profundo e a batalha se estendeu até as águas rasas do Palácio de Nymphenburg. Nesse momento, bolcheviques e mencheviques, inimigos históricos, lutavam contra uma ameaça comum. Naquele momento, eles eram apenas 1. Incrível, pois venceram ...

Desde então, o German Panzer, avariado, não recuperou-se jamais. Resta inerte, vagando pelas ruas da cidade à procura de um copo de cerveja. Sobrou o título alemão, um prêmio de consolação. Ficou a promessa de mudanças. O comandante-super-capitão-de-meter-medo, Oliver Kahn, recebeu condecorações diversas. Retirou-se das trincheiras. Delas, escreveu seu nome na história. Partiu para se dedicar a causas mais nobres...

Os soldados que restaram, parecem não ter entendido a mensagem de despedida que ele deixou, que dizia mais ou menos assim: “Os novos jogadores da equipe têm que compreender que, no Bayern, duas ou três boas exibições não são suficientes. Não é uma boa forma de começar. Deve-se jogar em alto nível durante toda a temporada.”

De volta ao mundo real, mais confuso do que o que escrevi, não pode haver. Mas era isso mesmo que eu queria. Confundir e me divertir.
Em tempo, Lady é fiel defensora das causas bávaras futebolísticas e sente-se diminuída ao ver o time sucumbir diante do Bochum, Borussia Dortmund e tantos outros...


Preferia ver o sorriso e a festa em campo...