domingo, 12 de outubro de 2008

Manhã fria

'Jim Gordon é um homem honesto. Algo raro numa polícia que a cada dia se corrompe mais.
Bruce confia nele cegamente. Mesmo sabendo que Batman caminha à margem da lei e que um dia o destino pode fazer o caminho de ambos se cruzar de maneira indesejável.
No entanto, naquela noite fria os dois são apenas amigos que buscam conforto um no outro.
A conversa flui naturalmente até os primeiros raios de sol começarem a surgir...'

'Cuidado com a areia movediça'. Foi o último suspiro que ouviu. O corpo jaz imóvel no chão. Uma rajada de vento faz com que seus cabelos se espalhem e deixem à mostra o rosto desse homem. Bruce o reconhece. Carl Jazzebel. Um de seus guardas. Soube por Alfred que ele havia saído de Gotham rumo à Central City. Lá visitaria familiares. Estranho. Desde aquela época algo o intrigou nessa viagem. Carl era órfão. Ou pelo menos foi que lhe contara quando foi contratado a mais de cinco anos.

Nesse momento, Jim Gordon observa a cena do crime. Sim, crime. Não há como um sujeito ter parado ali vindo de Central City. Poderia. Se ele não tivesse ido até lá. Uma chamada telefônica para a polícia e logo uma viatura surge. Dentro dela, 2 homens de confiança de Jim. Sua astúcia e sua experiência mostram que o que aconteceu ali não é algo comum.

'Comissário?' Uma voz quebra o silêncio imposto pela circustância. 'Há algo aqui.' Gordon vira-se e acompanha o homem que o chama. A camisa aberta de Jazzebel revela um pequeno furo à esquerda de seu peito. Com a ajuda de seu companheiro, Jim vira o corpo e vê sangue no chão. Uma poça de sangue. Não resta dúvidas. Essa é mais uma vítima da perversa lei da Cidade. Gotham é a Cidade.

Comissário Gordon lembra-se da figura soturna de Batman e de seus métodos pouco comuns. Nesse momento, gostaria de estar com ele, mas sabe que terá um longo dia pela frente e que está só.

Amanheceu e Bruce sai de cena. De volta ao corvette, parte. Sabe-se que dali em diante, algo está para acontecer. No caminho, sua mente não pára...