sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Quando não se tem mais direção para seguir...

... take it on the Other Side




Assim, Gabriel Batistuta, aposentado dos gramados, resolveu iniciar uma nova carreira desportiva. Tornou-se jogador de pólo no seu país, a Argentina. Sua estreia ocorre neste fim de semana, no campeonato local. Suerte, Batigol. Bem, agora ele precisa de um novo apelido. Quem sabe Batipólo?!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Why So Serious?



Bem, nunca imaginei que veria Hugh Jackman dançar e cantar. Mas esperar o que de alguém que é Wolverine, vaqueiro, produtor de TV e caçador de vampiors? Tudo numa pessoa só?

Um dos momentos mais emocionantes do 81º Oscar foi a entrega da estatueta de melhor ator coadjuvante à família de Heath Ledger. A atuação dele como 'Coringa' no último filme da franquia 'Batman' foi antológica.

Kate Winslet depois de bater na trave por vários anos, levou sua estatueta para casa. Sua Hanna Schmitz de 'O Leitor' convence. Tem a dose certa de melancolia, furor passional e drama. Afinal, em tempos de guerra, os fracos não tem vez. Aconselho vivamente aos amigos esse longa, que conta ainda com o inglês Ralph Fiennes.

Sean Penn. Um dos meus atores favoritos. Ele tem um quê de rebelde. Um jeito cativante de dar vida às suas personagens. Devo me condenar aqui. Passei a noite de sexta e sábado pensando cá com meus botões: 'preciso ver 'Milk' antes da noite do Oscar.' Não vi. Agora tenho que ver. O discurso de Penn foi aquele politicamente incorreto. Deve ter feito remer muita gente nos sofás de casas e palácios pelos Estados Unidos afora.

Eu gostaria de ser milionária. E você? 'Quem quer ser milonário' levou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção, dentre outros. Dizem que não foi barbada. O filme é bom.

Veja agora, a lista dos principais prêmios:

Melhor filme:
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor ator:
- Sean Penn - “Milk - A voz da liberdade”

Melhor atriz:
- Kate Winslet – “O leitor”

Melhor diretor:
- Danny Boyle - “Quem quer ser um milionário?”

Melhor filme estrangeiro:
- “Departures”, de Yojiro Takita (Japão)

Melhor ator coadjuvante:
- Heath Ledger - “Batman – O cavaleiro das trevas”

Melhor atriz coadjuvante:
- Penélope Cruz - “Vicky Cristina Barcelona”

Quer comentar algo? Vamos lá...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Addio, Direttore


Morreu na manhã deste domingo na Itália, Candido Cannavò, histórico diretor da Gazzetta dello Sport. Candido deixa para o mundo seu maior legado profissional: o jornal cor-de-rosa mais popular do planeta.

Nas suas páginas, linhas memoráveis dedicadas a campeões e derrotados de uma Itália do futebol, da vela, da F1 e porque não, do cinema e da música. Cannavò era isso. Um jornalista múltiplo. Seus textos eram páginas em branco cujo colorido ia sendo delineado pelos pincéis que dispunha em suas mãos e pela poesia que vinha de sua alma.

Um dia, fascinada pelo talento de Roberto Baggio, decidi que aprenderia a ler, escrever e falar a língua dele. Não me importava o tempo que isso pudesse levar. A Gazzetta dello Sport foi a primeira ferramenta que tive em minhas mãos. Através dela, fiz até amigos. Dentre eles, o Senhor Mario Giovanni, hoje falecido. Torcedor fervoroso da Juve, ele era o dono da banca da Santa Clara, em Copacabana. Era lá que ia todas as manhãs de segunda-feira comprar minha edição do jornal. E assim o fiz por quase uma década. E nesse tempo, com Cannavò viajava pelas páginas do Calcio e com Giovanni viajava pelos sons dessa língua fascinante.

A Gazzetta foi e ainda é parte de minha história de aprendiz de italiano. Só que a partir de agora, o cor-de-rosa do jornal fica um pouco desbotado, pois na sua primeira página, faltará as crônicas dele, 'Il Direttore'. Descanse em paz.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Histórias da Bola - Diferentes Culturas

Quait: Terra de contrastes

Às vésperas de uma competição, Calors Alberto Parreira, na ocasião, treinador da Seleção do Quait, conta que um atleta seu o aborda junto com o tradutor pedindo-o para ser liberado para ir à Riad.
Ele alega problemas particulares, e que precisa se ausentar da cidade naquele dia, impreterivelmente. Parreira alega que eles estão às vésperas de uma competição importante e que é necessário concentração e descanso, mas o jogador permanece irredutível.
O atleta, enfim, explica a necessidade da repentina viagem: no dia seguinte, o prazo para pagar o dote de sua noiva se expirava e caso ele não o pagasse, o pai dela a daria a outro pretendente. Detalhe: havia mais seis outros homens na fila!
O jogador é liberado e no dia seguinte retorna à concentração com um largo sorriso no rosto. Ele conseguiu a noiva que queria.

Expresso da Bola - SporTV

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Revolta!

Há cerca de um mês atrás, um grupo de alpinistas italianos, capitaneados por um guia argentino, partiu para uma escalada rumo ao topo do Aconcágua, a montanha mais alta das Américas e tida como uma das mais difíceis de se escalar.

Todos nós sabemos ou pelo menos imaginamos que alpinismo é o tipo de 'esporte' que uma pessoa escolhe praticar por vontade própria, sabendo dos sérios riscos à vida que ele oferece. Portanto, todo cuidado é pouco, mesmo sabendo que chegar bem ao topo de uma montanha não é garantia de que o homem venceu o desafio. É apenas a metade dele.

São inúmeros os relatos de pessoas que descrevem a decida de um cume como a parte mais difícil da jornada. Depois que se chega ao topo, se relaxa, a adrenalina abaixa e o perigo de distrações é maior. A exposição ao cansaço provocado pelas horas de tensão e raro oxigênio, que compromete várias funções cerebrais, é infinitamete superior aos preparativos de um ataque ao topo. E são nas decidas que muitas tragédias tomam forma.

Com esse grupo, não foi diferente. Só que ao contrário de muitos acidentes, esse veio à tona, trazendo um elemento surpreendente. Degradante. Revoltante. Mas vamos aos fatos. O grupo saiu em busca do sonho de se chegar ao lugar mais alto das Américas. Conseguiram e ao retornarem, foram pegos de surpresa por uma tempestade de neve que os fez perder o rumo.

O guia então solicita ajuda do grupo de resgate. Dos cinco, três italianos foram salvos e uma mulher morreu. Ao chegar ao local em que estavam, diga-se de passagem, dois dias depois, os responsáveis pelo resgate encontraram Campanini em péssimas condições. A patrulha passa alguns minutos conversando sobre a hipótese de deixá-lo no local, uma vez que seu salvamento seria inúti. Ora, o grupo não é responsável por salvar vidas? Não seriam eles os primeiros a tentarem salvar vítimas? Não consigo entender que tenha se passado pela cabeça deles abandonar uma pessoa viva sob uma temperatura de 25 graus negativos. Independente do estado dele, o corpo deveria ter sido retirado da montanha. Com ou sem vida.

Ao encontrarem o corpo de seu filho abandonado na montanha, os pais do argentino e a equipe observaram que ele havia se mexido cerca de 7 a 8 metros do local em que fora deixado anteriormente pelos irresponsáveis responsáveis por resgatá-lo. Ou seja, ele foi deixado lá, ainda com vida!

O caso poderia ter sido mais um dentre tragédias que envolvem a prática desse esporte radical, mas nesta semana, o vídeo que chegou ao advogado da família Campanini revela não só os fatos descritos acima, mas como mostra chocantes imagens da vítima sendo puxada através de uma corda como se fosse um animal. Meu Deus! Não se tratam de homens, mas de assassinos!!

Armando Párraga, chefe da patrulha de resgate foi afastado do cargo que ocupa há mais de 30 anos. Era o mínimo que se podia fazer, embora o ato não traga alento à família de Federico.

Abaixo o vídeo dramático.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Esperando Radiohead

Fake Plastic Trees

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Semana Italiana IV

O Poderoso Chefão
Como esse filme não há igual. A trilogia dirigida por Francis Ford Coppola, teve roteiro escrito por Mario Puzo, autor do livro homônimo. A saga da família Corleone contada em três filmes imperdíveis. Atuação soberba de Marlon Brando, rebelde sem causa de Hollywood, que surpreendeu a todos como Dom Corleone. O Jovem Al Pacino, o filho que retorna ao lar, inicialmente desinteressado pelos negócios da família, sucumbe à pressão e é tragado pela vida errática de corrupção, violência e morte em casa. Arrisca sua vida, de sua família, seu casamento para dar continuidade ao império que seu pai criou. Nino Rota, responsável pela trilha sonora, não podia faltar aqui em casa. Só lamento que o terceiro filme seja inferior aos dois primeiros. Mesmo assim, não dá para deixar de passar um fim de semana assistindo a essa obra de arte. Experimentem ver, caso tenham tempo de sobra, os três filmes em sequência.





terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Semana Italiana III

Gomorra - Livro escrito pelo joralista italiano Roberto Saviano, que vive sob proteção da polícia após a realização do trabalho. A obra descreve a ação da máfia napolitana em todas as suas extensões e como ela afeta a vida dos habitantes locais. Ao longo do livro, você conhece os meandros de ação da camorra, nome pelo qual a máfia é conhecida. Várias histórias são contadas. Assassinatos, brigas de gangues, pessoas normais que sem querer se vêem nas garras de suborganizações que as engole. Tudo isso sob a mira de um governo que parece inoperante para acabar com um sistema do qual ele é apenas mero espectador. Esse é um lado subversivo e oculto do país, numa região em que as pessoas aprendem a viver com ele e se adaptam para sobreviver como podem. O filme homônimo foi o vencedor no Festival de Cannes e chegou a estar na lista de pré-selecionados para o Oscar na categoria de filme estrangeiro.

Meus Vizinhos Italianos - Um livro leve. Tim Parks, o autor, é um professor de inglês que se muda para a Itália junto com a esposa, ela italiana. Parks conta de forma divertida e por vezes irônica as diversas situações que ele vivencia diariamente. Desde comprar pão na padaria até a procurar uma casa para morar na aldeia de Montecchio, próxima a ... Verona!


Uma Educação à Italiana - Continuação de 'Meus Vizinhos Italianos', Parks agora pai, conta como se dá a educação dos pequenos italianinhos. O papel da mamma, o jeito de usar as mãos para se expressar. As férias no litoral. Enfim, a família italiana em casa, na escola, no trabalho e no lazer. Considero imperdível.


Sob o Sol da Toscana - A americana Frances Mayes e seu marido Ed compram uma casa na Toscana. Histórias divertidas e curiosas sobre como se organizar um lugar para morar. Receitas de dar água na boca. Cenário melhor não poderia haver: a Toscana. Literalmente viajei para um lugar sem ter saído do sofá de casa.


Viagem à Itália - Nesse livro, o escritor alemão Goethe narra o período de 1786 a 1788, em que viajou por várias cidades italianas dentre elas, Roma, Nápoles, Verona, Veneza. Meticuloso que era, descreveu detalhadamente todo o seu percurso pelo que chamava de solo clássico.Tarefas banais a que estão sujeitos todos os tipos de viajantes, como comprar passagens de trem, trocar dinheiro em bancos, procurar quarto em hotel e carregar malas, transformavam-se em alimento para a pena delicada e precisa do escritor. Quando se deparava com as obras da Antigüidade, nos museus italianos, o jovem Goethe ficava maravilhado. E eu, encantada com o que ia lendo em cada página.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Semana Italiana II

Zucchero - Esse cara soube como ninguém misturar o rock e o blues, compondo belas canções com arranjos que fazem você viajar no tempo. Essa é a música dele que mais me emociona. Il Vuolo. Acho que é porque gostaria de poder voar...


Ennio Morricone - Autor de várias trilhas sonoras para o cinema, imortalizado para mim com a música The Ecstasy Of Gold do filme The Good, The Bad and The Ugly (Três Homens em Conflito). Western dirigido por Sergio Leone de 1966. Estrelado por Clint Eastwood, tinha ainda no elenco Lee Van Cleef e Elli Wallach. História que se passa durante a Guerra Civil Amerciana. Três homens em busca de um tesouro perdido duelam no deserto e se estapeiam até o fim para ver quem fica com a conquista, enterrada num cemitério. Vale a pena conferir.


Verdi - Giuseppe Verdi de Parma. Destaco duas de suas obras. Va Pensiero, que faz parte da ópera Nabucco e a popular Marcia Trionfale di Aida. Para quem curte futebol como eu e já assistiu a uma aprtida do Parma, reconhecerá a música, cujo trecho é usado para saudar a equipe quando esta entra em campo no seu estádio Ennio Tardini. Sinceramente, só mesmo a Itália para juntar no mesmo local futebol e ópera.

Va Pensiero di Nabucco


Marcia Trionfale di Aida

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Semana Italiana

Na semana em que Brasil e Itália se enfrentam em amistoso, o 'Blog PDV' inicia uma semana de homenagens. Nela, tentarei falar um pouco sobre algumas coisas que me fazem gostar tanto desse país. Na verdade, uma semana nem é suficiente, mas...

Felipe III

Tiziano Vecellio
Pintor da escola veneziana da renascença italiana. Nascido no Vêneto em 1490. Seus traços são ricos em detalhes e foram se modificando ao longo dos anos. Considerado um pintor extremamente versátil. Pintou desde a arte religiosa, a paisagens, cenários mitológicos a retratos.

A arte de Tiziano chama a atenção pelo contraste que ele faz entre claro e escuro e a utilização de tons fortes como o vermelho e suas nuances. Confesso que a parte de sua arte religiosa, cujo papel é fundamental na obra renascentista, é a que menos me atrai. Gosto dos temas mitológicos e sobretudo dos retratos, nesse grupo, incluo as figuras de reis, frequentadores palacianos, damas da sociedade e as figuras religiosas da Itália da época.

Dentre seus aprendizes, está o greco-espanhol, El Greco, não por acaso um dos pintores por quem nutro a maior admiração.

As obras de Tiziano estão expostas em diversos museus do mundo todo. Dentre eles, a Galleria degli Uffizi em Florença, o Louvre em paris, Museu do Prado em Madri e aqui no Brasil, no MASP em São Paulo. Além de afrescos e pinturas espalhados por igrejas e palácios em todo territótrio italiano.

Vênus de Tiziano

sábado, 7 de fevereiro de 2009

I Have Been Waiting For You

Amauri: Nem alho, nem bugalho :-)

Na próxima terça-feira, em Londres, Brasil e Itália se enfrentam em amistoso disputado no Emirates Stadium.
Na manhã de hoje, o treinador Marcello Lippi divulgou a lista de convocados para essa partida:

Goleiros
Buffon (Juventus); Amelia (Palermo); De Sanctis (Galatasaray/TUR)

Defesa
Bonera (Milan); Fabio Cannavaro (Real Madrid/ESP); Andrea Dossena (Liverpool/ING); Gamberini (Fiorentina); Grosso (Lyon/FRA); Legrottaglie (Juventus); Zambrotta (Milan)

Meio-campo
Aquilani (Roma); Camoranesi (Juventus); De Rossi (Roma); Montolivo (Fiorentina); Pepe (Udinese); Perrotta (Roma); Pirlo (Milan)

Atacantes
Di Natale (Udinese); Gilardino (Fiorentina); Iaquinta (Juventus); Quagliarella (Udinese); Rossi (Villareal/ESP); Luca Toni (Bayern /ALE)


Já Dunga, convocou os atletas abaixo:

Goleiros
Júlio César (Inter-ITA); Doni (Roma-ITA)

Laterais
Maicon (Inter-ITA); Daniel Alves (Barcelona-ESP); Marcelo (Real Madrid-ESP); Adriano Correia (Sevilla-ESP)

Zagueiros
Lúcio (Bayern de Munique-ALE); Juan (Roma-ITA); Thiago Silva (Milan-ITA); Luisão (Benfica-POR)

Meio-campistas
Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE); Josué (Wolfsburg-ALE); Anderson (Manchester United-ING); Felipe Melo (Fiorentina-ITA); Elano (Manchester City-ING); Júlio Baptista (Roma-ITA); Kaká (Milan-ITA)

Atacantes
Ronaldinho (Milan-ITA); Robinho (Manchester City-ING); Alexandre Pato (Milan-ITA)
Adriano (Inter-ITA)

Esse jogo promete...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Da Reggina para o Toro até chegar ao Palio!

Alguns jogadores nascem para ser estrelas. Outros para ser meros coadjuvantes. E tem aqueles que quebram recordes cuja existência é desconhecida até que um dia você os lê nos jornais.

Esse é Nicola Amoruso, 34 anos, da província de Foggia. Recentemente, ele rompeu a barreira dos cem gols marcados na Serie A. Atá aí, tudo bem. Só que Amoruso é um verdadeiro cigano do futebol. Acaba de assinar contrato com o Siena. Antes, defendeu bem 10 times diferentes na máxima série e com cada um, marcou ao menos 1 gol.

Nicola jogou na Juventus por 4 temporadas. Encontrava a concorrência acirrada de Del Piero e mais a de Christian Vieri, o amigo baladeiro. Marcava seus gols, mas ele estava destinado a ser apenas mais um da compania. Com a Juve, ele venceu 3 scudetti, 1 Supercopa da Itália, 1 Supercopa da UEFA e a Intercontinental em Tóquio. Com sua primeira squadra na qual atuou como profissional, a Sampdoria, registra-se 1 Copa Itália de 93-94.

Certo é que o Palio de Siena desse ano terá um espectador ilustre, desde que o Toro não sinta ciúmes e o busque de volta.

Só sei de uma coisa, o tempo passou e Amoruso, que tinha uma cabeleira respeitável ...

... vai ficando barrigudo!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Estranhas Seleções

Sempre após as competições, surgem as famosas seleções do campeonato. Esses selecionados geram discussões acaloradas onde um ou mais jogadores invariavelmente são injustiçados. Meu amigo Michel, um louco por futebol, costuma escalar mentalmente as mais diversas e estranhas seleções. Da melhor à pior. Aliás, segundo ele, esse é um bom passa-tempo para esperar o sono chegar.

Algumas delas, ele faz questão de divulgar. Talvez rendam boas risadas. As minhas já dei ao sentar numa dessas tardes com ele, após o convite para escrever mais este post em parceria.

Seleção do Departamento Médico.

Jogadores talentosos que sempre estão às voltas com as mais diversas contusões que, infelizmente, atrapalham e muito suas carreiras.

Petr Cech;
Michael Essien,
Alessandro Nesta,
Cristian Chivu,
Fábio Aurélio;
Edmílson,
Edu,
Tomas Rosicky;
Arjen Robben,
Francesco Totti,
Harry Kewell.

Técnico: Rafa Benítez. Recentemente passou por três cirurgias para retirada de cálculos renais.

Obs. Não incluímos aqui a 'Turma do Chinelinho'. Seria outra seleção.

Obrigada Michel pelo convite para ajudar na escalção dessa Seleção. Até a próxima!

Esquecemos alguém? Viu alguma injustiça? Comente!

Harry Kewell: "Gosh! My fucking ankle! Again!"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Coldplay e a Vida



Coincidência ou não, no álbum lançado no ano passado 'Viva La Vida', essa é a segunda música que contém a palavra vida no título. Bom. Viver é muito bom. Sorrir, rir, cantar, amar... Enfim, Viva La Vida! Viva Coldpaly!

Il Ragazzo Di Orzinuovi

Samp na 'A'! Finalmente

Quem me conhece sabe que eu tenho uma paixão pela Itália. Minha marca registrada. Quando criança, durante as Copas, costumava pegar revistas com as Seleções e ia direto para o Atlas da Barsa que tinha lá em casa. Assim, conheci muitas cidades, rios, cadeias de montanhas e lagos. E muito do que conheci da Itália vem dessa época.

Os anos se passaram, mas a curiosidade fez o hábito. Até hoje, quando procuro informações sobre um atleta ou treinador italiano, tento saber suas origens. Encontro coincidências incríveis. Como por exemplo, a cidade de Orzinuovi. Inicialmente, associava-a a Cesare Prandelli, na época allenatore do Parma. A cidade ofereceu ao futebol italiano outra personagem. Essa sim, objeto deste post especial. O primeiro de fevereiro, para o primeiro jogador. Sergio Volpi.

Sergio começou sua carreira no Brescia, nos juvenis do time, exatamente no início da década de 90. De lá pra cá, defendeu Bari, Venezia, Piacenza, Sampdoria e atualmente é o responsável pela criação de jogadas do meio-campo do Bologna, na Seria A. Tem em seu currículo duas presenças na Azzurra, ambas em 2004.

Gostaria de confessar uma coisa para vocês. Esse post é a resposta a uma pergunta que não quer calar. Por que alguém que gosta de futebol italiano vai gostar do Volpi? Esse cara que nem famoso é? Não aparece em revistas de celebridades e muito menos milita num clube grande?

A coisa é simples. Você curte um jogador e pronto. Uma vez escrevi uma coisa que ficou até engraçada, mas que é a pura verdade. Tem gente que gosta do C.Ronaldo, outras preferem o Kaká, tem aqueles que acham Fernando Torres ou Gerrard excelentes. Eu curto o Volpi. Esse desconhecido, narigudo, tímido, mas que de alguma forma cativou a torcedora aqui do Brasil. Aonde ele vai, eu, fiel, vou atrás.

Conheci o Volpi odiando-o por ele ter sido um dos responsáveis por ter colocado o Verona na Serie B. Isso mesmo. Era a temporada 2001/2002. Dia 5 de maio. O Verona precisava vencer na casa do adversário, o Piacenza do Hubner, um chaminé que marcava gols a rodo e se tornou artilheiro com Trezeguet naquela temporada. Se perdesse, a punição seria implacável. Serie cadetta. Eis que aos 25 minutos de jogo, de falta, 'esse tal de Volpi', faz o primeiro gol da partida. Um golaço, digno de registro. Daí pra frente, meu domingo foi um desgosto só.

Nossa, tinha a 'Domenica Sportiva' com todos os passos do Verona naquele domingo. Vi e revi os lances da partida até enjoar. Tive raiva, chorei de tristeza e praguejei até que fui me esquecendo e me acostumando com o fato de que veria Serie B todo sábado na TV!

Bem depois, assistindo ao noticiário de transferências, vi 'esse tal de Volpi' indo para a Sampdoria, acompanhando Walter Novellino, o treinador recém contratado pelo time que afundado injustamente pelo comandante Spalletti anos antes, desejava mudar de rota e fincar sua bandeira na Serie A para de lá não mais sair. Sei lá. Acho que resolvi dar uma segunda chance a ele. Passei a acompanhá-lo. Aliás, eu tenho essa mania de acompanhar carreira de jogador. Independente do time que ele esteja. Mas vamos combinar, duvido que isso aconteceria se ele tivesse parar na Inter! Tem um agravante na história. Ele é torcedor confesso do ?! Milan ?!

Então, desde essa época, meu coração passou a ter as cores vermelho, azul e branco. Virei torcedora da Sampdoria, o time que foi do Zenga, quando Pagliuca o 'tirou' da Inter. Mas essa é outra história. Todos os passos dele eu segui. E quando ele saiu do Doria, quase morri! Metaforicamente. Foi triste vê-lo sair do time, como ainda dói ver o time sem alma em campo. Falta o Volpi. Minha torcida pela Samp nunca mais foi a mesma.

Seria digno de minha parte homenagear esse jogador que me faz uma torcedora feliz ao vê-lo em campo aos domingos. Exatamente por ser (in)comum, ele é especial. Cada gol que ele marca fica gravado na memória. Cada entrevista rara é vista e revista. As fotos, guardadas com carinho. Sou sim uma torcedora daquelas que pode virar tiete porque sonha um dia, se o tempo for generoso, em ver seu ídolo de perto e ter dele alguma recordação.

Meu time, aquele para o qual eu torço efusivamente se chama Società Sportiva Volpi. O time do eterno 'Capitano'. Esteja ele onde estiver, por ele torcerei.

Parabéns 'Capitano'!

No Bologna. Desafio constante.


Fotos do Post: BolognaFc.it / Sampdoria.it

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Men At Work

Hoje me emocionei. Por 4 horas assisti a uma partida de tênis vibrando e torcendo como nos velhos tempos. A cada passada ou um voleio bem sucedido, incentivava a mim mesma a continuar. Nem mesmo os aces de Federer me faziam desistir e mudar de canal. Passei por momentos de desesperança. Achava que não ia dar dessa vez. Quando parece que as coisas começaram a dar certo. Os golpes entravam, Federer errava, as bolas iam para fora ou se transformavam em duplas-faltas. Até que o último ponto sacramentou o campeonato. Rafael Nadal venceu Federer. Mais uma vez. O Australian Open é dele. A foto é emblemática. O tenista suíço, que dominava o ponto, ataca a bola do espanhol, mas ela sutimente vai saindo, saindo e Nadal se joga ao chão, como de costume. Campeão!


Na terra da excelente e saudosa banda Men At Work, trabalho foi o que se viu na quadra Rod Laver. Trocas de bolas que deixam qualquer fã do tênis em êxtase. Jogadas de fundo de quadra e deixadas que fizeram os tenistas suarem a camisa. Poucos acreditavam que Rafel resistiria por muito tempo - jogara na sexta-feira uma semi-final de 5 horas - só que ele foi dominando Roger em momentos cruciais. Aqueles coelhos da cartola, especialidade do suíço, parece que não encontram abrigo em locais onde Nadal está presente. Certo que Federer vendeu caro sua derrota, afinal foram dois tie-breaks perdidos por 7/6 e 7/5 e os sets por ele vencidos foram relativamente fáceis 3/6. Só que no último, o pêndulo virou-se totalmente para o lado do espanhol, que facilmente fez 6/2.

Curioso olhar a partida e o retrospecto dos confrontos entre ambos. Nadal é o algoz de Federer. E desde a vitória do menino em Wimbledom no ano passado, não tem jeito. São 13 vitórias contra apenas 6. Quem diria. Até o mais forte dos homens sucumbe nos momentos de emoção. A partida de hoje, caso vencida, faria o ex-número um do circuito igualar a Pete Sampras em número de conquistas de Slams. Sampras venceu 14 enquanto Roger parou nos 13. E algo me diz que a matemática será perversa com ele. O maldito 13.

Para comemorar o Primeiro Salm do Ano, Men At Work!