terça-feira, 31 de março de 2009

Campanha eu quero esse uniforme!

Quando estudava, detestava usar uniformes. Hoje, trabalhando, de vez enquando torço o nariz para os jalecos que tenho que usar. Coisa mais ultrapassada professor de jaleco. Até parece que meus alunos vão olhar para ele e me respeitar mais. O respeito se conquista com atitudes e postura, disse uma vez, bem atrevida ao meu chefe.

No Jardim, usava uma jardineira de tecido semelhante ao jeans e por baixo, uma blusa listrada vermelho e branca. Esse era bonitinho. Eu gostava, mas como tudo que é bom dura pouco, usei-o por apenas 3 anos e fui para outra escola.

Resistia até não poder mais aos modelitos confeccionados em branco e marrom, do Colégio Nossa Senhora de Fátima. Já não me achava lá essas coisas. Não fazia sucesso com os meninos e com aquela roupa, ficava ainda pior.

O último uniforme que usei na escola era mais alegre. Era uma combinação de jeans, que podia ser calça, bermuda ou saia (minha preferida) e a blusa metade vermelha, metade branca com o logotipo da escola: Colégio Novo - CN. Compunha o visual o obrigatório tênis vermelho. Vermelho ainda é uma das cores que mais gosto de usar, embora tenha a sensação de quentura quando a uso.

Quando liguei a TV no sábado e vi a partida da Inglaterra contra a Eslováquia em amistoso, realizado em Wembley, eu babei. Babei com esse uniforme lindo. Todo branco. Até um dos 11 titulares da seleção 'Espelho, Espelho Meu', Peter Crouch, ficou apresentável nele.

Como a Páscoa está chegando, eu peço ao coelhinho que lembre de mim. Essa blusa do English Team é muito chique... Sei que o tempo é de chocolates, mas olha, eu troco o tal Ovo do Batman que pedi na minha cartinha, pela camisa da Seleção da Inglaterra. Coelhinho, seja generoso comigo...

'Futebol foi o que menos reparei em Inglaterra X Eslováquia'


Foto do post: Gazzetta.it

segunda-feira, 30 de março de 2009

'Money Makes Soccer Go Round'

As moedas ficam para as gorjetas.

Mesmo com a crise, o mundo do futebol distribui generosamente seu dinheiro entre atletas Top de Linha. Em recente levantamento, a revista France Football mapeou os euros que circulam no meio. De jogadores a treinadores. Valores estratosféricos, diga-se de passagem.

O topo da lista teve mais uma vez o inglês David Beckham, seguido de perto pelo argentino Lionel Messi, que ultrapassou Ronaldinho Gaúcho duplamente. Tanto no futebol jogado, que o gaúcho já aposentou faz tempo, quanto no dinheiro que entra na conta bancária.

1. David Beckham (Milan): 32,4 milhões de euros (R$ 99,3 milhões)
2. Lionel Messi (Barcelona): 28,6 milhões de euros (R$ 87,6 milhões)
3. Ronaldinho (Milan): 19,6 milhões de euros (R$ 60 milhões)
4. Cristiano Ronaldo (Manchester United): 18,3 milhões de euros (R$ 56 milhões)
5. Thierry Henry (Barcelona): 17 milhões de euros (R$ 52,1 milhões)
6. Kaká (Milan): 15,1 milhões de euros (R$ 46,2 milhões)
7. Zlatan Ibrahimovic (Inter de Milão): 14 milhões de euros (R$ 42,9 milhões)
8. Wayne Rooney (Manchester United): 13,5 milhões de euros (R$ 41,4 milhões)
9. Frank Lampard (Chelsea): 13 milhões de euros (R$ 39,8 milhões
10. John Terry (Chelsea): 11,7 milhões de euros (R$ 35,9 milhões)


Quando o assunto chega ao banco de reservas, uma pequena surpresa. Mourinho, que logo ao chegar na Itália, disse o quanto o generoso Moratti o pagava, perdeu temporariamente o primeiro lugar para Luiz Felipe Scolari graças a mais um patrão generoso. A indenização recebida do Chelsea rendeu ao brasileiro conforto e o posto mais alto no pódio do faturamento em 2008.

1. Luiz Felipe Scolari (sem clube): 12,5 milhões de euros (R$ 38,3 milhões)
2. José Mourinho (Internazionale): 11 milhões de euros (R$ 33,7 milhões)
3. Guus Riddink (Chelsea/Rússia): 9 milhões de euros
4. Fabio Capello (Inglaterra): 8,5 milhões de euros

domingo, 29 de março de 2009

Una Emozione Per Sempre - Milano/Torino


Em 1995, quando meu pai me levou para ser sua co-piloto em um tour pela Europa, tinha uma certeza ao sair de casa. Teria que ir à Turim ver de perto o Estádio Delle Alpi. Pedi, implorei para ter meu desejo atendido. Meu pai era resistente à idéia, imaginando que nada mais haveria na cidade para ser visto. Bem, para mim, não tinha mesmo. Queria ver o estádio e depois voltaria para casa muito feliz. Quero dizer, para o hotel.

Saímos em um dia de muito calor. A distância que separa Milão de Turim é curta. Praticamente duas horas. A estrada estava boa. No verão, a concentração maior era nas regiões litorâneas. Mesmo assim, nos restaurantes em que paramos, havia sempre muita gente. Sentados nas mesas do lado de fora ou sentados em toalhas debaixo das árvores que cercavam o local. Turistas como nós, só que iam para outros lugares. Malucos para visitar Turim somente meu pai e eu, principalmente.

No caminho, trouxe uma recordação. Uma revista Hurrà Juventus que anunciava na capa o início dos trabalhos para a temporada 95-96, em que o time defenderia seu título. 'Al Lavoro', estava escrito. Tive tempo ainda de comprar uma dessas bandeiras enormes que as torcidas usam no estádio. Nela já vinha escrito o fresquinho título de campeã da temporada. Quanto mais nos aproximávamos da cidade, mais meu coração batia forte.

Chegamos mais ou menos ao meio-dia. Um sol de rachar. Nos dirigimos para a área central da cidade onde a calçada coberta, criação da família real italiana e a Mole de Torino faziam-me suspirar e me emocionar. Até então, estar ali era apenas um sonho e numa manhã de julho esse sonho se tornou realidade e estava diante de meus olhos e de meus pés.

Havia pouca gente circulado pela área. Bares e restaurantes abertos e meu pai, que sinceramente, não estava lá admirado com o que via, me chamava para seguirmos viagem. Sabíamos que o estádio ficava numa área afastada do centro da cidade. Me recordo de uns velhinhos sentados papeando, provavelmente tomando uma birra gelada, e eu, que andava até eles para pedir informação.

Seguimos o caminho indicado e em 25 minutos, mais ou menos avistamos do carro as famosas colinas dos Alpes. Aquelas mesmas que víamos pela TV quando o estádio era mostrado panoramicamente. A área era enorme. Muito maior do que imaginei. E ao fundo, o templo da Juventus e mais, o local em que o Brasil, na Copa de 90, fez as suas primeiras partidas. Voltei no tempo e me vi aos 15 anos vendo o estádio pela TV. Me aproximei a meses dali e recordava as imagens de TV mostrando juventini comemorando as vitórias da Juve e logo depois, o scudetto.

O estádio não estava aberto à visitação pública na época. Mas isso não me incomodou. Eu queria apenas vê-lo e trazer na memória para sempre o dia em que vi o Delle Alpi, o lugar em que Baggio, naquela época já um ídolo pra mim, jogou por anos e onde Del Piero dava seus primeiros toques de classe que já me encantavam. Na volta para Milão, dei um beijo em meu pai e agradeci por aquela escapadela do roteiro.

Hoje, o Delle Alpi já quase não existe mais. Será demolido e em seu lugar, nascerá um novo e mais moderno estádio de propriedade da Dama de Turim. Pela grandeza e história da Juventus, ela merece ser a pioneira. Espero um dia retornar lá e mais uma vez trazer na bagagem um pouco dessa história bonita que tive o privilégio de conhecer.

Bem, depois desse dia legal, outro me aguardava... O dia de visitar San Siro...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Luca Toni: Il Numero Uno!

Numero Uno:


Numero Due:



Buon Fine Settimana a Tutti!

domingo, 22 de março de 2009

Encontro Fatale

Um espírito vaga pelas ruas da cidade...

Inicialmente foi dado como morto, mas tenho informações de fontes seguras de que ele ainda circula pelas ruas de Central City.

A primeira vez que ouvi falar dele foi no ano passado. Um amigo já o tinha visto vagando em outra região do país. Estranho, pensei naquela época. O que uma pessoa famosa como Denny Colt poderia vir fazer no Brasil? Nada de anormal acontece nesse país. Aqui não é como Gotahm City, cujas ruas estão povoadas de bandidos e cuja lei dos mais fortes predomina, desde que vocÊ tenha uma arma em punho e força para golpear sua vítima. Muito menos há alguma semelhança com Central City, que tem ruas povoadas de prédios coloridos que durante a noite se desbotam para dar lugar ao noir, cor da loucura e solidão.

Enfim, depois de alguma insistência, descobri que Denny veio aqui para entender como um deputado consegue ter um castelo no meio da mata sem que ninguém desconfiasse. Casos assim começam a pipocar em sua cidade. E pelo que soube, as autoridades brasileiras são pioneiras na arte de investigar e punir crimes de sonegação fiscal cometidos por membros do parlamento brasileiro.
Denny me recebeu para um jantar na cobertura do Hotel Othon em Copacabana. Era sábado à noite e a fria brisa que vinha do mar pousava sob meu corpo fazendo-me desejar ardentemente um chocolate quente. Mas na presença dele, não pude se não aceitar um delicioso licor de Cassis, servido como aperitivo. Quanto ao jantar... Curiosos vocês vão ficar.

A noite transcorria de maneira agradável. Conversa leve. Uma música suave. Não resisti: tive que pedir para que ele me mostrasse a roupa que ele usa ao sair pelas suas de Central City. Ele não só me mostrou, como me convidou para uma escapadela.

Descemos as escadas do hotel pela saída de emergência. Sem sermos vistos, entramos num carro estacionado na rua ao fundo. Parecia que estava num filme dos anos 30, onde a qualquer momento um gângster poderia surgir e nos atacar. Fomos em direção ao centro da cidade, onde uma fila na rua anunciava uma multidão que estava ali somente para conhecê-lo pessoalmente. No banco de trás, um vestido vermelho bordado. Atendendo ao seu pedido, coloquei-o e saí do carro sendo levada ao encontro de Colt, que já dentro do teatro, recebia seus convidados. Vestido assim, The Spirit, circulava por entre pessoas que o olhavam curiosas.

Quanto a mim, me senti numa história de F.Scott Fitzgeral. Opa! Dele não, de Will Eisner. Era a dama que desfilava de vermelho e atraía os olhos de todos por ser a companheira dele, do homem mais misterioso que o Brasil já recebeu em seu território. Nem Bruce Wayne consegue competir com o charme desse habitante da noite de Central City. De uma City a outra, tive minha noite de aventura.


Não. Isso não foi um sonho. Fui mesmo ao encontro de The Spirit... pelo menos na minha imaginação!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pippo is Pippo

Arrigo Sacchi, ex-treinador pelo qual não nutro nenhuma simpatia, me surpreendeu nesta semana ao escrever esse artigo sobre Filippo Inzaghi. Uma senhora homenagem...

"Inzaghi, o goleador. Pippo, o infinito. O homem que a cada gol enlouquece de alegria. O jogador que nunca envelhece. O grande campeão que marca sempre. O profissional que vive por sua profissão. O apaixonado pelo futebol que nunca trai. O jogador que faz da obsessão um valor agregado, inclusive Pavesi escrevia que a obsessão é arte. Portanto, o artista que nunca se cansa de jogar, sonhar e marcar. O atleta que sabe se programar para dar o melhor de si. Pippo é orgulhoso, detalhista, um perfeccionista. Estuda adversários, goleiros: não deixa nada ao acaso, treina com seriedade e grande profissionalismo.

Leva uma vida de atleta de alto nível. Seu desafio é perene, onde o dever é finalizar. Talvez seja egoísta, talvez não participe muito do jogo de equipe. Mas no momento oportuno se encontra no lugar certo no momento certo. O gol é sua profissão, sua droga, seu orgasmo e sua vitória. É uma luta perene, um desafio entre ele e o gol.

O futebol é sua vida, e como pessoa inteligente e de grande consciência profissional, Pippo faz de tudo para buscar a excelência. Seus movimentos são quase todos voltados para a finalização. Prevê, antecipa, intui antes dos outros. Possui reatividade e capacidade de movimento e desmarcação extraordinários: parece sortudo, mas é simplesmente competente. Marca com o pé, cabeça, canela, joelho, barriga, etc. O importante é fazer gol.

Pippo é um predador que na área se movimenta como um envenenado. O instinto, unido a vontade, motivação e paixão formidáveis, multiplicam seu talento. Não possui um físico potente e explosivo. Não é particularmente veloz, tem qualidades técnicas (drible, chute, impulsão e passe) normais como o conhecimento do jogo coletivo. Pippo ama o futebol desde sempre, e desde pequeno queria absolutamente se tornar um grande jogador. A extraordinária motivação, unida a orgulho, seriedade, trabalho e amor pelo esporte, foram multiplicadores das suas qualidades.

Além disso, ele soube ampliar os dotes naturais que possui, como atenção, percepção, intuição. Pippo é um fenômeno a ser estudado e imitado em muitas coisas. Não se sabe quando ele terminará de jogar e marcar: a paixão certamente prolongará sua carreira. Ele se renderá tarde, o mais tarde possível. O futebol é sua vida. Todos os garotos que se aproximam deste esporte podem ter, graças a Pippo, uma esperança a mais.

Até mesmo aqueles que não possuem dotes em particular podem obter grandes melhoras desde que igualem seu empenho, paixão e disciplina. Deverão portanto imitar SuperPippo, que aos 36 anos se diverte, marca e sonha como quando era um garoto".

Texto retirado do site Trivela.com, tradução do publicado na Gazzetta dello Sport.

terça-feira, 17 de março de 2009

Happy Saint Trap's Day!

Trapattoni - Irlanda e Saint Patrick: caminhos que se cruzam em 17 de Março

Giovanni Trapattoni, treinador italiano, 70 anos, conhecido como 'Il Trap', é hoje treinador da Seleção Irlandesa. Daqui há duas semanas enfrenta a Seleção Italiana pela primeira vez como adversário. Começou sua carreira há 50 anos atrás. Jogou no Milan e na Varese. Treinou ente outros clubes, o próprio Milan, Juvenrus, Internazionale, Fiorentina, Bayern de Munique, Benfica, Cagliari, Stuttgart entre outros. Na Itália, venceu 7 Scudetti - 6 com a Juve e 1 com a Inter. E pela Europa, venceu na Alemanha, Áustria e Portugal... Só isso!

Avô, pai e marido. Seus filhos e filhas acham muito legal que ele, após tantos anos, continue a trabalhar naquilo que gosta. Mas a mulher... pergunta sempre quando finalmente deixará o futebol. Muito espirituoso, ele costuma respondê-la sempre da mesma forma: 'no futuro, no futuro.' Um futuro que ainda não chegou.

Assim, Trap continua a trilhar seu caminho pelas verdes gramas irlandesas e européias. Aceitou o desafio de treinar uma seleção pouco tradicional no futebol, e sai-se bem. É um técnico amado por onde quer que passe. E já deve ter feito amizade com os Duendes da Irlanda, pois o país caminha de vento em poupa nas eliminatórias para a Copa de 2010. Está em segundo lugar no seu grupo com o mesmo número de pontos da Itália. A partida promete ser emocionante.

Coincidências a parte, hoje, 17 de março se comemora na Irlanda e nos Estados Unidos o 'Saint Patrick's Day'. São Patrício, padroeiro da Irlanda, levou sua crença cristã por entre vários lugares na Europa e estas chegaram à América quando da colonização dela por imigrantes irlandeses. Hoje é dia de vestir verde, conforme a tradição. Procurar pelo trevo de 4 folhas e pedir que durante todo o ano, a sorte esteja presente na vida das pessoas.

O título do post é em homenagem à Trapattoni, aniversariante do dia, treinador a seleção do país de São Patrício. Como o santo, Trap levou seus conhecimentos, só que de futebol, para locais além de sua fronteira italiana. Foi vitorioso como atleta e é vencedor como treinador. Parabéns e... Sorte!


Fotos do Post: Gazzetta.it / Google.com

domingo, 15 de março de 2009

The Promise

Ao sair pela manhã, dei uma passada na banca de jornal. Dei uma rápida olhada no Lance! e na capa, o estreante do domingo, Fred, recém contratado pelo Fluminense. El promete logo de cara dois gols. Quando li, pensei: 'O cara viaja na maionese.' Mais tarde ao saber do resultado da partida do Flu contra o Macaé, engoli seco. E não é que ele marcou mesmo os dois gols! Se você se lembra, a novela Fred teve seus capítulos finais há duas semanas, mais ou menos. Apresentação estridente nas Laranjeiras. Agora, o cara já conquistou a torcida tricolor? Veremos...


Artilheiro Pereba. Inzaghi atingiu hoje a marca de 300 gols na sua carreira de jogador profissional. Com direito a doppieta e camisa personalizada. O pessoal não costuma gostar muito dele não. Como meu negócio é bola na rede. nem ligo se ele tem estilo. Pode dar bicão, botinadas e a bola carinhosamente parar debaixo das redes. Meu negócio é gol. E isso o Inzaghi sabe fazer em quantidade. O feito mereceu até coluna em blog de futebol no Brasil, algo que me surpreende. Leia aqui o que Décio Lopes, no blog 'Expresso da Bola' escreve sobre o atacante rossonero. Se seu time precisa de bomber e pode abrir a carteira, recomende ao seu presidente a aquisição de Inzaghi. Será ele, que com 40 anos ainda estufará as redes do campeonato italiano. Aposto! Ah, antes que me esqueça, ao perder Cassano, a Samp vai ter uma vaga no ataque. Aceita, Pippo?

sábado, 14 de março de 2009

'Veremos'


A história do Mestre Zen e o Garotinho

No dia do seu 14º aniversário, o garotinho ganha um cavalo.
Todos do vilarejo falam: 'Que maravilha.'
E o mestre zen diz: 'Veremos.'
Alguns anos depois, o garotinho cai e quebra a perna.
Falam: 'Que terrível.'
E o mestre zen diz: 'Veremos.'
Os jovens vão para a guerra, menos o garoto da perna ruim.
Todos falam: 'Que maravilha.'
E o mestre zen diz: 'Veremos.'

Qualquer semelhança com a história que uniu Americanos e Afegãos na década de 80, não é mera coincidência...

Heróis do Futebol

Como se reconhece um herói?

Alguns poderão dizer que ele é reconhecido por suas conquistas, suas façanhas históricas ou até mesmo pela idolatria que o cerca.
Outros dirão que um herói se reconhece por sua coragem, por seus atos e por sua nobreza.

A convite do meu amigo Michel, escrevi esse pequeno texto sobre ele...

Claudio Andre Mergen Taffarel – ‘O Mito de Luvas’

No dia 28 de setembro de 2003, o Jornal do Brasil trazia em destaque na sua página de esportes a seguinte manchete: ‘O Mito de Luvas Sai de Cena’. Não há melhor sentença para definir o que foi o gaúcho Claudio André Mergen Taffarel: um ‘Mito de Luvas’ na ‘Pátria de Chuteiras’. Taffarel foi o primeiro ídolo que tive no futebol. O primeiro que escolhi seguir de perto. E foi assim, o primeiro que vi sair de cena. O vazio que senti foi aquele que dá quando você vê que a vida segue e que aquele objeto de admiração não vai mais estar lá, do outro lado da tela, te fazendo vibrar.

Ouso dizer que a posição de goleiro no Brasil divide-se entre o antes e o depois de Taffarel. Foi ele quem abriu as portas do exigente mercado europeu para jogadores de sua posição. Não por acaso, hoje, o Brasil exporta goleiros para as principais ligas européias.

Imagine que Taffarel se destacava como jogador de vôlei por sua estatura. As peladas, só nos fins de semana. Aos 18 anos foi levado para testes no Internacional de Porto Alegre pelo prefeito de sua cidade natal, Santa Rosa. Chegou e fincou as travas de sua chuteira debaixo da meta colorada, onde permaneceu por 5 anos e foi duas vezes vice-campeão nacional.

Foi nas Olimpíadas de 1988, em Seul, que Taffarel passou do ostracismo ao reconhecimento da torcida brasileira. Atuando ao lado de Romário, Bebeto, Jorginho, Ricardo Gomes entre outros, a Seleção foi medalha de prata. Na semifinal deste torneio, na disputa por pênaltis, Taffarel defendeu duas cobranças na partida contra a Alemanha Ocidental garantindo assim, a vaga para a disputa da medalha de ouro. A medalha não veio, mas os frutos dessa geração foram colhidos mais tarde.


A Copa de 90 foi um marco pessoal em termos futebolísticos. Ali conheci muitos dos jogadores que me fizeram acompanhar o futebol nos anos subseqüentes. Maldini, Baggio, Möller, Klinsmann, Zenga e Taffarel. Veio o desgosto ao ver o Brasil cair de forma patética diante da Argentina, com um gol daquela jogada que fora cantada centenas de vezes em todos os jornais e programas esportivos da TV.

Para a carreira do jogador, o reconhecimento com a transferência para o futebol europeu. No Parma, time recém promovido à Primeira Divisão e patrocinado pela ambiciosa Parmalat, foram três anos celebrados com três títulos e uma saída polêmica. Criticado pela torcida, insinuava-se que sua contratação fora jogada de marketing da patrocinadora, que buscava entrar no mercado brasileiro, o atleta via seu espaço dentro do time reduzir cada vez mais. Taffarel, com contrato não renovado (nessa época, os clubes europeus poderiam ter apenas 3 estrangeiros na equipe), antes de se transferir para a Reggiana, chegou a jogar bola pela paróquia da cidade para não ficar parado. Participou, inclusive, de um torneio regional, atuando como atacante do time, o San Prospero, e foi artilheiro da competição! Foi um momento delicado também na sua vida pessoal. Nessa época, a esposa, Andrea ficou entre a vida e a morte ao dar a luz ao segundo filho do casal, Claudio.

Taffarel destacava-se por sua regularidade. Era seguro nas saídas de gol e era exímio pegador de pênaltis. Assim, em 94 veio a consagração. O tetracampeonato mundial com a Seleção na Copa dos Estados Unidos. Na final contra a Itália, o goleiro defendeu a cobrança de Massaro e viu Baresi e Baggio mandarem suas bolas para fora. O Brasil era campeão, Taffarel era destaque, mas estava desempregado. Seis meses de espera.

Encontrou no Atlético Mineiro a chance de retornar ao futebol nacional. Poucos sabem, mas o goleiro esteve para retornar ao Colorado nessa época, mas já havia no time uma promessa, o jovem André, que era reserva de Sérgio. No Atlético, engoliu sapos e frangos. Brigou com Emerson Leão e logo depois passou por maus bocados na Seleção, até ser afastado, após uma falha numa partida na Copa América contra o Uruguai. É. A vida de goleiro é feita de altos e baixos.

Na Seleção, o ano de 98 parecia promissor, mas o Mundial da França marcou de forma negativa a performance do Brasil que caiu diante da Seleção dona da casa. Taffarel mostrava-se seguro na meta brasileira - defendera pênaltis na semifinal contra a Holanda - mas a pane geral que ocorreu no jogo da decisão foi fatal. O Brasil retorna para casa de malas vazias e com a cabeça dos jogadores a prêmio. Com o fim da Copa, termina a carreira na Seleção do goleiro gaúcho. Foram 106 aparições e 3 Copas do Mundo.

Uma nova chance na Europa. Dessa vez na Turquia, no Galatasaray. Em 2000, na final da Copa UEFA, um momento memorável. Taffarel literalmente parou uma cabeçada à queima roupa de Thierry Henry. A disputa foi para os pênaltis e quando há Taffarel debaixo das traves... A Copa permanece como o único troféu continental do time turco.

Em 2001, um novo convite para defender AC Parma. Dessa vez, Taffarel sabia que seria reserva. Sua experiência seria usada para ajudar no desenvolvimento do francês Sébastien Frey, recém contratado. Como de costume, em alguns clubes da Itália, o goleiro reserva é utilizado nas partidas da Copa Itália. Taffarel foi fundamental na campanha que levou o AC Parma a conquistar seu último troféu. E com ele, os anos de fartura da Parmalat tiveram fim.

Em 2003, de volta à Itália após as férias no Brasil, Taffarel recebeu o que chamou de sinal de Deus. No caminho para o aeroporto, sentia que algo o incomodava, pois não se sentia feliz. Retornou para casa e continuou de férias. Parecia ser o primeiro momento de questionamento sobre seguir ou não com o futebol. Quando retornou para Parma em definitivo para a temporada, partia para Empoli para assinar contrato com o clube Toscano. Era o último dia do prazo que o clube havia dado a ele. Na estrada, sua BMW parou. Retornou para casa e viu que fazia algo contra sua vontade. Desejava mesmo estar em casa com a família. Sua esposa, Andrea, tentou convencê-lo a reconsiderar, mas sua decisão estava tomada. Pendurava as chuteiras e as luvas. Discretamente, sem jogo de despedida.

Hoje, Taffarel divide seu tempo entre sua empresa, que agencia jogadores, cujo sócio é o também ex-jogador Paulo Roberto, e a família. Visita Parma, onde mantém sua casa desde os anos 90. Costuma aparecer como convidado no Sportv em alguns jogos, como por exemplo, no ano passado, quando Brasil e Argentina duelaram no Mineirão. Na ocasião, perguntado sobre o melhor técnico que teve, não teve dúvidas em responder: Zagallo.





sexta-feira, 13 de março de 2009

PsicoSoluções Para um Calcio Malato

L'Inter finirà la stagione senza la Champions...

Para começar: comprar. O verbo da vez é esse. Os times italianos na champions parecem a Sampdoria. Eles vão competir e acham que está tudo bem. Querem chegar ao topo, mas sem o mínimo esforço. Vejamos:

- A Inter está sem um defensor decente. Ver em campo Rivas é de dar dó. Na verdade, o time é bom para o Calcio, mas na hora de enfrentar times europeus, e nem falo de gigantes, o time não dá o salto de qualidade. Depois de serem eliminados por Liverpool, Valência, Villareal e Milan, tá na hora de mudar o cenário. Nessa edição, a Inter venceu apenas 2 partidas. Empatou e perdeu 3! Para quem almejava o título, foi um fracasso rotondo. A Inter padece com um time recheado de contusões. Tem um banco para atacantes, mas para outras posições é carente. E todo ano anunciam que querem vencer a Champions. Quando chega na hora 'H'... Nem Mourinho conserta. PsicoRecomendação ao Special One: cuidar de seu jardim e falar menos! Scudetto é obrigação.

- A Juventus é o que se vê no campeonato. Com Ranieri não dá para apostar em nada. Desde o início dessa Champions não apostava no time de Turim. Venceram seu grupo, mas caíram diante de um Chelsea revigorado. De repente, depois da porta arrombada, o Sr. Cobolli Gigli disse que o time vai ás compras. Era o mínimo, né? E a roupa suja começa a ser lavada, mas em público. Uma pena. Não parece ser o comportamento natural da Signora. PsicoRecomendação: Usar e abusar do dinheiro da Fiat e investir em recursos humanos. A começar pelo allenatore. Arranjar um novo Nedved e um novo Del Piero já, antes que seja tarde.

- A Roma é o time do quase. Chegaram a respirar na Champions. Levou sua partida para a prorrogação, mas pênalti é loteria e quando se tem um maluco como Vucinic, a disputa se torna kamicaze. Pelo menos a Roma venceu uma partida do confronto das oitavas. De onde se menos esperava, poderia ter sido da Cidade Eterna a salvação da Itália na competição. PsicoRecomendação: Menos chororô e mais ação. Qualquer semelhança com o Botafogo do Rio é mera coincidência. E jogadores para jogar. Daqui a pouco, a Roma entra em campo com roupeiro, magaziniere, acessor de imprensa, team manager e Bruno Conti! Bem, esse aí até que daria conta do recado, né?

Moral da história: poucos investimentos, corrupção, violência. Esse é o cenário do futebol italiano nos últimos anos. Enquanto os clubes continuarem a achar que podem viver de passado, os vexames vão aumentando cada dia mais no cenário europeu. Competir domesticamente é fácil, competir com modernidade é que custa.

De volta ao mundo real. As vagas para as competições européias são distribuídas com base no ranking da UEFA. A Itália é terceira. A Alemanha vem logo atrás. Com mais uma temporada fracassada como essa, a Itália pode perder o terceiro lugar e como consequência, perder uma vaga para a Champions. De 4 passa a ter apenas 3. Acrdem dirigentes do Calcio!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Just Like Heaven

terça-feira, 10 de março de 2009

Doppietta Anunciata

Donadoni pensativo: 'She loves me. She loves me not...'

De domingo a hoje, terça-feira, dois treinadores perderam seus empregos na 'Bota'. O primeiro, Mario Beretta, agora ex do Lecce.

E hoje, o epílogo da crônica de uma demissão anunciada. Depois de muitas fofocas e notas em jornais, Edy Reja não é mais treinador do Napoli.

O time da terra do Vesúvio começou o campeonato a todo vapor. Exibições primorosas e ataque prolífico sob o comando do argentino Lavezzi, o então craque da vez. Até que veio a crise. Do nada ela chegou e o desempenho do time foi caindo pelas tabelas. 9 jogos e apenas 2 pontos! Começaram as primeiras indiscrições que davam conta de um vestiário desunido e dividido. O treinador não conseguia mais comandar o grupo. E inclusive teria tido discussões com Marino, DS da equipe. Mesmo assim, rodada após rodada, derrota após derrota, Reja permanecia em processo de fritura.

O calor do Vesúvio nesse começo de semana chegou ao ápice e fritou de vez o allenatore. Ainda há tempo do Napoli salvar a temporada. Vaga na UEFA? Sei, não. Mas ao menos distanciar-se da zona de rebaixamento é obrigação. Para completar o calvário do time, Maggio, contundiu-se gravemente no joelho e perderá o restante da temporada e quissá o início da próxima.

O substituto de Edy é Donadoni, ex C.T da Itália, que a Lady adora...
Não é implicância gente, mas o Donadoni é chato de dar dó. Mas pode deixar que não vou dar piti à la Milton Leite, não.

Enquanto isso, Zamparini, contrariando meu prognóstico, ainda não demitiu o Ballardini. Alguém se lembra da promessa que fiz aqui? Se não lembrarem, melhor, porque acho que vou me dar mal nessa...

E na Alemanha, Bierhoff recusa a oferta para treinar o Schalke 04.

E na Champions League o Liverpool vence o Real Madrid por 3 a 0. Não, não precisei ir colocar os óculos. Eu li corretamente: 3 a 0! Benítez usa oxigênio suplementar, só pode ser.

E a Juve, esforçada que só, num empate de 2 a 2 com o Chlesea foi eliminada da Champions. Sei que o momento é de dor para os bianconeri, mas a minha pergunta não quer calar. Será que com Scolari os blues teriam conseguido essa vaga? Hoje, mais do que ontem, e ainda mais que na semana retrasada, eu respondo: NÃO!

A magia do futebol é essa. Mesmo quando não se acredita que coisas podem mudar, que finais podem ser reescritos, algo acontece. 'God Save The Soccer' Só que antes, alguém tem que salvar a honra da Itália nessa Champions!


Foto do Post: Gazzetta.it

domingo, 8 de março de 2009

Tri Vaio


Hoje foi um daqueles domingos para se recordar. O dia em que dois artilheiros deixaram suas marcas três vezes em partidas de seus times. Di Vaio para o Bologna e Inzaghi para o Milan.
E para finalizar o dia, Ronaldo, após um ano longe dos gramados, entra no segundo tempo no clássico entre Palmeiras e Corinthias e numa cobrança de escanteio aos 47 minutos do segundo tempo, marca o gol de empate para o time da 'Fiel'. Olha, nem eu, palmeirense consegui ficar com raiva do empate. Eu vibrei. Caramba! Mais uma vez, ele, Ronaldo, renasceu. Foi um momento comovente.

Artilheiros, bombers, homens-gol... O domingo é de vocês!


Fotos do Post: Gazzetta.it / Globoesporte.com

'PDV Classics'

A coluna de cinema do 'Blog PDV'.

'O Enigma do Outro Mundo' dirigido por John Carpenter. Clássico do cinema de suspense e terror. Surgiu no cinema em 82. Uma ameaça mortal vinda do espaço. Uma base de estudos na Antártica. Um cão aparentemente normal. Um vírus que se infiltra no organismo humano através da corrente sanguínea. Aos poucos a transformação ocorre e esse ser, que por fora é humano, por dentro é o monstro que espera atacar mais uma vítima para se proliferar.

O filme conta a história de uma expedição científica americana que se estabelece na Antártica. A normalidade da situação se altera quando um helicóptero norueguês surge perseguindo o que parece ser um simples cachorro, que termina chegando à base americana.

A nave explode num acidente e, acolhido pelos americanos, o cão logo demonstra um comportamento estranho, sendo colocado no canil junto com os outros animais da base.O que vem a seguir é uma das melhores cenas do filme, quando o misterioso cachorro se revela uma criatura disforme; uma espécie de transmorfo que tenta absorver os outros cães, digerindo-os com enzimas e tentáculos asquerosos e nauseantes. Atraídos pelo inferno deflagrado no canil, os pesquisadores, aterrorizados, mal conseguem incinerar o monstro antes de serem atacados por ele. Os legistas da base se estarrecem ao examinar o que restou do "cão transmorfo" e concluir que a criatura estava tentando copiar os outros cachorros, para substituí-los como réplicas perfeitas. Na busca por respostas para a origem do monstro, uma equipe é mandada à base dos noruegueses.

O que eles encontram lá, porém, é apenas uma estação devastada e quase congelada, onde todos foram mortos ou simplesmente se suicidaram, como o norueguês que retalhou o próprio corpo com uma lâmina de barbear. O semblante de desespero do pobre diabo e os filetes de sangue jorrando do seu corpo, congelados pelo frio excessivo, fazem dessa cena um momento inesquecível do filme. Os americanos não tardam a descobrir que a destruição à sua volta foi uma tentativa dos próprios pesquisadores noruegueses de impedir que algo, ou alguém, conseguisse escapar vivo dali... Neste ponto, o expectador já se pergunta que ameaça tão sorrateira e terrível poderia ser aquela, capaz de gerar tanta morte e loucura. A impressão que você tem é a de que um frio muito mais penetrante que o da Antártica corre por sua espinha...

Antes de voltar a sua base, os americanos encontram os restos de outra criatura que foi queimada às pressas pelos finados noruegueses. Desconhecendo o perigo que aqueles restos fumegantes de carne e cartilagens queimadas representam, eles resolvem levar o achado para estudos em sua estação.
O que vem em seguida é uma reprodução do que teria acontecido na própria base norueguesa. Sistematicamente, os americanos começam a ser atacados pela estranha criatura e apenas tarde demais deduzem que uma ameaça alienígena presa no gelo a milhares de anos foi libertada. Seu objetivo: absorver todos os seres vivos do planeta e substituí-los por cópias perfeitas.

O mais interessante no filme é que Carpenter, ao contrário da versão original na qual se baseou, optou por não retratar o alienígena como uma criatura humanóide ou equivalente. Sua descrição para o monstro é a de um vírus transmitido pelo sangue, onde cada partícula age de forma independente (como se defender de um predador assim?). Dessa forma, as deformidades que vemos ao longo das cenas (e são muitas, para o deleite dos fãs) são o resultado da tentativa do alienígena em copiar seus alvos, muitas vezes juntando partes de outras vítimas previamente assimiladas, como no caso da gigantesca criatura que aparece no clímax no filme... Vale mencionar também a cena memorável da cabeça com pernas de aranha e olhos de caramujo que, separada do corpo, tenta fugir dos lança-chamas dos americanos.

A película é uma produção com muitas qualidades técnicas e criativas. Prova disso é que até mesmo a atuação do aspirante a astro Kurt Russell consegue ser convincente, como o piloto de helicóptero MacReady e personagem principal do filme. Obviamente que não poderiam faltar os elogios para os efeitos especiais de Rob Bottin, um nobre desconhecido, mas muito competente em seu trabalho. Uma curiosidade é que o mestre Stan Winston ajudou na concepção da cena do cachorro-coisa. A direção de John Carpenter é excelente, conseguindo imprimir o clima de suspense e tensão necessários ao filme e impedindo que assistamos a mais um daqueles filmecos ridículos de extraterrestres em roupas de borracha. Imperdível.


sexta-feira, 6 de março de 2009

Dirigente Com 2 Neurônios

Assistam...


Roberto Horcades, presidente do Fluminense soltou pérolas na apresentação de Fred nas Laranjeiras.

Para início de conversa, ele chamou o Fred, primeiro de Celso e depois de Fábio ?! O atacante ficou com cara de tacho. Coitado. Ele mesmo baixinho, disse 'Fred'. Os torcedores do Flu trataram de dizer ao seu presidente o nome correto. Mas não parou por aí, não, gente. Ele disse que depois da famosa 'Máquina Tricolor' o clube não tinha um jogador campeão mundial no elecon. Hã? Pra começar, Fred, nem campeão mundial é. E pra terminar, e Romário, que passou pelo clube 2 vezes (2003 e 2006/06)? E Branco, que esteve no Flu também em duas ocasiões após o Tetra de 94 e em 98? Ah, Horcades...

É esse mesmo dirigente que teceu elogios ao Renê Simões que segundo ele, conseguiu fazer as mulheres, com dois neurônios, chegarem ao vice-campeonato Olímpico. Sem mais comentários...

PS. Post sugerido pelo amigo Michel. Ele mesmo disse, tem a cara do 'Blog PDV'! Não é?!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Yes, We Have a Bomber!


Pazzini, obrigada. Só você mesmo para curar um coração ferido. Não há Mastercard no mundo que compense em uma semana, você ver a Sampdoria derrotar os dois times de Milão: Milan e Inter. Nem em sonho ou em carta para o Babbo Natale, pediria algo semelhante.

Foto do Post: Gazzetta.it

segunda-feira, 2 de março de 2009

Estranhas Seleções

Sempre após as competições, surgem as famosas seleções do campeonato. Esses selecionados geram discussões acaloradas onde um ou mais jogadores invariavelmente são injustiçados. Meu amigo Michel, um louco por futebol, costuma escalar mentalmente as mais diversas e estranhas seleções. Da melhor à pior. Aliás, segundo ele, esse é um bom passa-tempo para esperar o sono chegar.

Algumas delas, ele faz questão de divulgar. Talvez rendam boas risadas. As minhas já dei ao sentar numa dessas tardes com ele, após o convite para escrever mais este pot em parceria.

Seleção “Espelho, espelho meu, existe alguém mais feio do que eu?”

Quaresma é época de ver lobisomem e mula-sem-cabeça. Então, nada melhor do que eleger o 11 inicial mais feio da história do futebol. Cuidado para não se assustar.









Oliver Kahn

















Ivan Campo


















Néstor Sensini












Odvan















Michael Reizeger










Amaral















Biro - Biro

















Carlos Valderrama













Franck Ribery













Carlos Teves




















Peter Crouch














Técnico: Joel Santana



Esquecemos de alguém? Viu alguma injustiça? Comente!

Nota: Antes que alguém nos interprete mal, o post é apenas uma brincadeira, sem nenhum tipo de discriminação ou conotação pejorativa..

Esse post foi feito em colaboração com Michel, do blog A4L. Obrigada mais uma vez, meu querido amigo pelo convite.