quarta-feira, 29 de abril de 2009

'PDV Conta a Música'

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Fonte: Wikipedia

Esta letra é uma homenagem a Caetano Veloso feita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, ela foi composta como uma forma de ser solidário ao Caetano, que encontrava-se no exílio, em Londres, para onde fora deportado em 1969 pela Ditadura Militar. Caetano já havia composto para Roberto algumas músicas que se tornaram clássicos. Com o amigo em desgraça, resolveu fazer algo para homenageá-lo. Roberto nunca teve problemas com a censura, muito menos com a repressão militar. Então, como fazer um texto que fosse ao mesmo tempo engajado politicamente, e romântico, como sempre foram suas letras? a saída encontrada foi em nenhum momento citar o nome do Caetano, mas enfatizar sua marca registrada naquela época: seus enormes cabelos encaracolados (aliás, até pouco tempo atrás pouquíssimas pessoas tinham conhecimento que a saudosa personagem do poema era o Caetano, e não uma figura feminina, marca registrada do Roberto). A letra é bem simples e não foge às suas características. O legal está justamente no inusitado da coisa; o clima romântico da melodia nos faz imaginar que é a saudade de uma pessoa apaixonada pela ausência da outra, e não o protesto de um amigo solidário. E na estrutura da letra o Roberto procurou colocar justamente aquilo que o Caetano possivelmente mais sentia saudade na fria Londres: o mar da Bahia, o que só ajudou para fixar a marca dos famosos caracóis de Caetano.



Um dia a areia branca
Teus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

(Refrão)
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Refrão

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Refrão

terça-feira, 28 de abril de 2009

Para Meu Amigo Super-Herói No Seu Aniversário

Aquela frase que diz que quem tem um amigo nunca está sozinho é a mais verdadeira e sincera das frases que falam de amizade. Até mesmo quando você sabe que ele está longe de você. Sou feliz de ter um amigo assim. Pelo seu dia, parabéns!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Auf wiedersehen, Klinsi!

Klinsmann: 'Please, give me eins mehr chance!'

Durou menos do que uma temporada completa a passagem de Jürgen Klinsmann no comando técnico do Bayern de Munique. O ex-jogador do clube assumira no verão o cargo deixado por Ottmar Hitzfeld e foi demitido hoje.

Com a árdua missão de substituir um treinador vitorioso, o Bayern colecionou fracassos na temporada. Derrotas e atuações pífias contra adversários mais fracos tecnicamente. Fora da Copa da Alemanha e eliminado da Champions, a equipe corre ainda o risco de nem se classificar para a próxima Liga dos Campeões, já que está em terceiro lugar na tabela.

No último sábado, a derrota para o Schalke 04 foi a gota d'água para que a diretoria tomasse a decisão. Antes, derrota por 4 a 0 para o Barcelona, 5 a 1 para o Wolfsburg, 2 a 1 para o Hertha Berlim, pelo mesmo placar, em casa para o Colônia e mais outros resultados negativos serviram para não dar paz a Klinsmann desde que chegou ao clube prometendo uma revolução.

De fato, por decisões equivocadas durante os jogos, falta de sintonia com o elenco, linha dura implacável com a instituição de 8 horas de trabalho para os atletas com proibição do uso de celular, o treinador tornou-se pouco popular e suas técnicas de motivação não foram suficientes para reverter essa situação. Bem que Neto uma vez disse que, 'jogador derruba técnico, sim.' Esse não foi o primeiro exemplo, e não será o último!

Pelo conjunto da obra, o alemão volta para a América. O Bayern segue sua vida, com Jupp Heynckes assumindo o time, ao menos provisoriamente... Ainda dá pra salvar a temporada... E eu, mais uns pontinhos lá no Blog A4L, pois a aposta certa no Bayern revelou-se um flop, graças ao Klinsmann!

No fundo, a saída do Klinsmann pode render algumas considerações. Primeiro a aposta de mais um grande clube em um ex-jogador sem experiência anterior como técnico. Dá certo em uns e errado em outros, vide o exmplo oposto de Pep Guardiola no Barça. Segundo, um time grande como o Bayern não pode se dar ao luxo de perder uma temporada para se reconstruir após a saída de nomes importantes do seu elenco. O clube depende diretamente dos resultados em campo. Ficar fora da Champions League é inadmissível. E terceiro, a diretoria deveria ter feito de tudo para manter o treinador anterior. Por que deixá-lo sair?


Foto do post: Bundesliga.com.br

PS. Post inspirado em uma conversa com o amigo Michel. Ele merce os créditos pelas idéias que trocamos.

domingo, 26 de abril de 2009

Operação Salvamento Parte 1

Se na Fórmula 1 as regras novas com tantas restrições deixaram as corridas mais monótonas, no Calcio, as ultrapassagens são emocionantes. Tomem como exemplo o Milan. Começou a temporada desacreditado, sem Champions League e diminuído na Copa UEFA. Como castigo, foi eliminado pelo Werder Bremen e continuava a praticar um futebol irregular. De repente, numa das últimas curvas, ultrapassa o carro Juventus pilotado por Ranieri e assume o segundo lugar na tabela.

Inzaghi. Esse é o nome do mecânico que ajeitou o carro rossonero. Colocou-o na pista em forma. Já está virando rotina ler seu nome na tabela de marcadores. Para quem curte números, gol de número 150 na Serie A. E o carro voa na pista.

A Inter é que abra o olho. Já vê o carro de Ancelotti pelo retrovisor e há riscos de chuva, deixando a pista mais perigosa propensa a derrapagens. O carro de Mourinho sem combustível, abandonou a prova na 28ª volta, deixando seus torcedores muito chateados.

Firenze tem pouca tradição em corridas, mas o chefe da equipe, Cesare Prandelli não é de desistir fácil. Sua equipe figura entre as 4/5 primeiras desde que assumiu o controle de operações e de estratégias da Fiorentina. Com ele, Gilardino acelera e só para no gol.

Na capital, Roma e Lazio são carros que pareciam bem melhores do que são. Spalletti como piloto é kamikaze. Se tiver um buraco no caminho, sua defesa é ir para ele e afundar... Já Delio Rossi é tímido e pouco agressivo. Consequentemente, seus adversários batem forte e o tiram da pista com frequência. Dessa vez, foi vítima do carro neroazzurro atalantino, cujo piloto, Luigi Del Neri, já garantiu que ao fim da temporada, mudará de equipe.

A Udinese, depois da entrada do safety car nessa última prova, aproveitou-se do vácuo deixado pelo mesmo e numa manobra arrojada, deixou para trás o Chievo, que para proteger-se jogou-se com tudo nos pneus de segurança...

A Sampdoria, cujo piloto Mazzarri já está mais do que satisfeito com a performance nas Milhas de Le Mans - Itália, sofreu hoje. Algo costumaz para um carro que nem contando com a ajuda do combustível aditivado da ERG consegue deslanchar. Resultado, depende do seu co-piloto Cassano estar em bom dia.

Na turma da última fila, temos o Bologna. Um carro que tinha tudo para ir bem, mas com motor fraco, suspensão cheia de problemas e mecânicos desastrados, abandonos se tornaram frequentes. Entretanto, a estrela do team manager Di Vaio brilha solitária e ele garante momentos que fazem os torcedores vibrarem das arquibancadas. O 'cavalino rossoblù' chega na frente do Genoa, xará nas cores, e que hoje não resistiu, abandonando a corrida depois de uma ultrapassagem meteórica no início da prova.

Tem ainda aqueles que não arriscam e nem petiscam nada. Mas vivem se metendo em acidentes especialmente na largada. Quando você vê aquela fumaça toda na pista, tenha certeza de que isso tem nome: Reggina, Cheivo, Torino. Esses carros vivem na brita, arrumam confusão nos boxes na hora do reabastecimento e no fim, só lhes resta o consolo de terminar uma corrida, mesmo que nas últimas posições.


Escolha seu carro e grite: Gooooollll!!!

'PDV Reflections'

Uma tarde. Um livro dando sopa na estante. Começa a leitura. Uma frase no meio de uma história, desencadeia uma onda de pensamentos. Nem sempre puros, mas sinceros. Nem sempre sábios. Apenas vagantes. E quissá passageiros...


Eles nem imaginavam o que viria a seguir...


Na Inglaterra dos idos de 1911, as conquistas trabalhistas obtidas pela classe operária iam lhes rendendo mais horas para serem aproveitadas como lazer. O futebol já era o esporte preferido dessa parcela da população. Nem as mais acaloradas discussões ocorridas dentro do Parlamento, tinham a repercussão de uma partida disputada pelos times locais.

Também nessa época, os parlamentares ingleses passaram a receber remuneração pelos serviços prestados à Coroa. Uma caricatura de um jornal popular flagrava o diálogo em que um trabalhador virava-se para o outro e dizia:

- Gente como nós... tem que pagar a ele 400 libras por ano. Fico louco só de pensar que poderíamos ter dois zagueiros de primeira classe pelo mesmo dinheiro...

Abril de 2009, numa partida válida pelo Campeonato Inglês, enfrentam-se Manchester United e Tottenham. Em campo estão estrelas do calibre de Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo. Esse último, o atual melhor jogador do mundo. O salário dele gira em torno de 200 mil libras por semana!

Esses dois trabalhadores vivendo no mundo de hoje ficariam assustados em ver as cifras astronômicas que giram no mundo do futebol...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Planeta Água

Quando era criança, o mar me fascinava. Desde os meus primeiros dias de vida, quando meus olhos mal se abriam e eu nem sabia quem era e o que fazia nesse mundo, ele já se mostrava ao meu alcance. Lá do outro lado da rua. Em uma das histórias de família, diz a lenda que minha primeira foto foi tirada em um calçadão, tendo a praia de Copacabana como pano de fundo.

Conforme ia ficando mais velha, esse mundo azul que fascinava, me dava medo pela sua grandeza e infinitude. Os passeios para Angra dos Reis eram aguardados. Menos era minha vontade de entrar na água, quando a via chegando próxima aos meus pés. Preferia apenas sentar contemplar o que via diante de meus olhos. Hábito esse, que cultivo até hoje. Vou à praia e me sento. Da areia observo as ondas que vem e vão. Olho o horizonte e penso no pouco que faço para me dar a chance de viver momentos como esse.

Na adolescência, sonhava em ser oceanógrafa. Queria desvendar os mistérios desse planeta que existe dentro do nosso. Conhecer as vidas que nele habitam. E até hoje, ao ver programas que falam sobre os tais 'mistérios das profundezas' paro o que estou fazendo e assisto com atenção. Até mesmo quando por alguns dias deixo de pensar no mar, ele surge novamente nas imagens oníricas do despertar tardio de uma manhã de feriado, ou de um domingo de sol.

Cresci achando que poderia sair por aí e conhecer os lugares mais inóspitos do planeta. É verdade. Dentro de mim, o mundo é um lugar sem fronteiras. O mais longe que cheguei foi à Patagônia, que considero a viagem mais bonita que fiz até hoje. O contato com a chamada Terra do Fogo, me fez ver o mundo com outros olhos. Hoje ele me faz falta. Mas nunca é tarde para louvar a mãe de todos nós. A que garante nosso sustento e equilíbrio de forças do universo.

Essa mãe que carrega dentro de seu útero o fruto das gerações que estão por vir é a criação mais perfeita de Deus para harmonizar com nossa existência. Ela é o nosso primeiro lar e merece respeito e celebração.

domingo, 19 de abril de 2009

The Devil's Inside


Inzaghi mais uma vez apronta das suas em partida do Milan. Com a eficiência de sempre, ele estufa as redes do Torino e quase sacramenta o destino dos torineses no campeonato. A sorte deles é que o Bologna já não tem mais nada a declarar e vai cumprir tabela. Nesse ponto, eu não acredito em milagres.

Anote bem esses números: 304 gols na carreira e 149 na Serie A. Eles ainda vão aumentar até o fim de maio.

Agora o Milan, com essa vitória por 5 a 1 alcança a Juve na segunda colocação. E está mais do que na briga pela vaga na Champions. A outra vaga deve ser mais uma ferrenha luta entre Fiorentina, Genoa e Roma. Não ouso ainda apontar favorita.

Por pouco a Inter não sacramenta de vez seu scudetto. A Juve empatara uma aprtida perdida e com um homem a menos em campo. Viu o Milan encostar na tabela. Nada que muitos pontos perdidos pelo caminho não possam ser lamentados tardiamente.

O fim do campeonato está meio monótono. Mas um elemento surpresa aqui, outro ali, deixa as coisas suspensas até as rodadas finais.

Com os dois gols de hoje, Francesco Totti entra na lista Top 10 dos maiores goleadores do Calcio. 175 gols, superando Amedeo Amadei, também goleador romanista. Totti é o único jogador da lista em atividade. Segundo declarou após a partida de hoje, seu objetico é alcançar ao menos Boniperti, ex-juventino. Apenas 3 gols o separam desta marca...

sábado, 18 de abril de 2009

Don't Make Me Wait by Seal



Um homem inspirado que leva a milhões de corações espalhados por esse mundo a melodia do amor e celebração à vida. Ao ouví-lo tenho a certeza de que Desu criou pessoas como ele para nos trazer mais alegria.
Ótimo final de semana para todos!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Fora de Jogo

Se é que um dia já esteve. Os resultados obtidos pelo time não chegaram jamais a ser convincentes. Time aparentemente apático, dependendo apenas dos lampejos de um único jogador. Parece que o destino do Bologna na Serie A já começou a ser traçado na segunda rodada. Aquela longínqua vitória sobre o Milan na estreia do campeonato foi apenas acidente de percurso.

Confesso que não acreditava que Mihajlovic seria demitido faltando 8 rodadas para o encerramento da temporada. Acho que a providência já deveria ter sido tomada bem antes, a começar por não tê-lo contratado como treinador. A escolha mostrou-se catastrófica.

Se Papadopulo vai salvar o time emiliano, só Deus sabe. Que é difícil, concordamos em uníssono que é. Mas nada como um treinador que já consertou muita besteirra feita em vários clubes da Serie A nos últimos anos.

O Blog 'PDV' apresenta: Il 'Papa' dei miracoli

sábado, 11 de abril de 2009

Black Hole Sun by Soundgarden

Um pouco de rock para sacudir a poeira e dar a volta por cima :-)



Na rodada de hoje no Calcio, o maior número de gols marcados em uma rodada dessa temporada, 31. Sinal de que as equipes estão com os pés afiados e a luta pelas vagas nas copas européias e contra o rebaixamento permanece acirrada.

Na parte de cima da tabela, nada de sol negro pairando no céu dos neroazzurri. Se o empate contra o Palermo foi algo quase inesperado, o Genoa contribuiu com alguns ovinhos extras na cesta de Páscoa de Ibra & Cia. A vitória sobre a Juve deixou o título nas mãos do time de Milão.

E em Roma, dia de derby bem nervoso, apesar da esperança de um clima fraterno depois do terremoto que atingiu o país, vitimando mais de 290 pessoas. Vitoriosa a esquadra de Delio Rossi. O clássico envolvendo Lazio e Roma é quase sempre imprevisíveis. O placar deste, inimaginável. Nem na cabeça daquele torcedor que espera por uma revolução biancoceleste. 4 a 2!

A Sampdoria conquista uma vitória importante siglata da Cassano e Pazzini, os protagonistas da temporada blucerchiata. Não tem como deixar de registrar que a vinda de Pazzo deu à Samp um poderio ofensivo que não se via em mares lígures há tempos. A camisa preta, novinha, está pronta para ter sua estreia nas ruas do Rio.

Na parte de baixo da tabela, mais uma vez a decepção de nome Bologna. Volta a figurar na zona salvezza depois de perder em casa para o Siena por 4 a 1. Derrota essa que não agradou em nada os tifosi rossoblù, que aguardaram jogadores e treinador na saída dos vestiários. Lá, como aqui, ainda se faz uso dessas práticas de coerção. Vê se pode? A contestação é válida. Só discuto os meios pelos quais ela se dá.

E assim, mais uma rodada termina. Com muitos gols, os mesmos episódios para serem discutidos e com confusões dentro e fora de campo. Esperava algo melhor depois do luto que se abateu na Itália nesta semana...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Feliz Páscoa


Queridos amigos e leitores, o 'Blog PDV' deseja a todos uma Páscoa de paz junto aos que são queridos, mesmo à distância.

'Páscoa é tempo de Amor,
de família e de Paz…
É tempo de agradecermos
discretamente
por tudo que temos
e por tudo que teremos.

Páscoa é um sentimento
nos nossos corações
de esperança e fé e confiança.
É dia de milagres;
é dia dos nossos sonhos parecerem
estar mais perto,
tempo de retrospecção
por tudo que tem sido
e uma antecipação de tudo que será.
E é hora de lembrar
com amor e apreciação
as pessoas em nossas vidas
que fazem diferença…'

Autor desconhecido

Sábia Decisão

Em determinados momentos da vida, quando não se tem mais para onde ir e quando as coisas parecem sem solução, o melhor é dar um tempo. E foi isso que Adriano anunciou na coletiva de imprensa que deu hoje à tarde. Na minha modesta opinião, sábia decisão.

Parar para repensar sua vida, os seus objetivos. Pode parecer um ato de fraqueza sucumbir ao tempo, mas não. Ao contrário. É um ato de coragem permitir-se tentar ver o que está acontecendo.

Como torcedora, gostaria de vê-lo nos gramados, fazendo gols e os comemorando com alegria. Como pessoa, prefiro vê-lo distante, cuidando-se, do que se degladiando iternamente com tantos conflitos. Adriano tem um belo sorriso. Um jeito carioca de ser. É simpático e humilde. E tudo isso parece ter andado bem distante dele nesses últimos 2/3 anos.

Agora, para a imprensa que adora especular incessantemente e irresponsavelmente sobre tudo e todos, um singelo recado: Deixe o cara sossegado!


Foto do post: Globoesporte.com

domingo, 5 de abril de 2009

Never Want To Say It's Love by Dido

Para começar a semana relaxed...

sábado, 4 de abril de 2009

A4L Temas

Há cerca de dois meses atrás, fui convidada por Michel para criarmos alguma coisa em comum. Do primeiro post, falando sobre o Cannavaro, até esse aqui, foram momentos de descontração que acabaram rendendo mais idéias para ele. Uma delas é a de ele escrever uma coluna cujo foco seria debater questões relacionadas ao mundo do futebol. Assim nasceu, a 'A4L Temas'. E tive a honra de ser convidada para ajudá-lo nesse post que trata dos campeonatos mais fortes do planeta.
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A partir deste mês, uma nova série que objetiva trazer à luz do debate, temas interessantes e polêmicos do mundo da bola.

E, para estrear este espaço, nada melhor do que um assunto bastante discutido em toda mídia esportiva brasileira e mundial, mas, sobretudo, esquentando a conversa entre amigos fascinados pelo esporte.

QUAL É O CAMPEONATO NACIONAL MAIS FORTE DO MUNDO?

Por Michel Costa e Cyntia Santana.

Faz parte do senso comum que entre os anos 60 e o fim da década de 80 o Campeonato Brasileiro era a liga nacional mais forte do mundo. O maior argumento para defender essa tese era a presença quase maciça dos grandes craques brasileiros atuando em nosso território e a consideravelmente baixa migração de atletas de qualquer nacionalidade para clubes de outros países.

A partir do final dos anos 80, o mais normal foi ouvirmos dizer que tal honra passou a ser da Itália com sua liga abarrotada de astros, equipes fortes e hegemonia em gramados europeus.

E hoje? Qual seria o campeonato nacional mais forte do mundo? Uma rápida olhada no desempenho dos clubes britânicos nas últimas edições da UEFA Champions League e as milionárias quantias que circulam na Premier League indicam a vantagem dos ingleses, certo?

Bom, muita gente não pensa assim. Para essas pessoas, Itália e Espanha possuem ligas mais equilibradas, com equipes médias e pequenas mais tradicionais e competitivas.

Para tentar elucidar esse caso, decidimos reunir informações da última década acerca dessas três grandes ligas da Europa e responder essa difícil pergunta. Para referendar o estudo, adotamos alguns critérios por ordem de importância:

1º CRITÉRIO - DESEMPENHO DOS CLUBES EM COMPETIÇÕES CONTINENTAIS.

Escolhemos este como primeiro critério, porque de nada adianta uma liga ser competitiva internamente se, fora de seus domínios, seus participantes não conseguirem desempenhar um bom papel.

Desta maneira, tomando como base os últimos dez anos, temos os seguintes panoramas:

Cinco primeiros anos (temporadas 1998/9 a 2002/3) – A Espanha comanda:

ESPANHA.

UEFA Champions League (UCL): 2 campeões, 2 vice-campeões, 4 nas semifinais, 5 nas quartas-de-finais, 2 nas oitavas-de-finais e 3 nas primeiras fases.

UEFA Cup (UC): 1 vice-campeão, 2 nas semifinais, 7 nas quartas-de-finais, 4 nas oitavas-de-finais e 9 nas fases preliminares.

INGLATERRA.

UEFA Champions League (UCL): 1 campeão, 2 nas semifinais, 6 nas quartas-de-finais, 2 nas oitavas-de-finais e 2 nas primeiras fases.

UEFA Cup (UC): 1 campeão, 1 vice-campeão, 1 nas semifinais, 2 nas oitavas-de-finais e 16 em fases preliminares.

ITÁLIA.

UEFA Champions League (UCL): 1 campeão, 1 vice-campeão, 2 nas semifinais, 4 nas quartas-de-finais, 5 nas oitavas-de-finais e 2 nas primeiras fases.

UEFA Cup (UC): 1 campeão, 4 nas semifinais, 1 nas quartas-de-finais, 8 nas oitavas-de-finais e 8 nas fases preliminares.

Neste primeiro período, não é difícil notar a superioridade espanhola na UEFA Champions League. O Real Madrid foi campeão duas vezes (2000 e 2002) e o Valencia foi vice-campeão em duas oportunidades (2000 e 2001). Na Copa da UEFA, a superioridade era italiana com a Espanha por perto.

Com estes dados podemos dizer que a Espanha dominava o cenário geral, com Itália em segundo e Inglaterra em terceiro.

Cinco últimos anos (temporadas 2003/4 a 2007/8) – A Inglaterra vira o jogo:

INGLATERRA.

UEFA Champions League (UCL): 2 campeões, 3 vice-campeões, 5 nas semifinais, 2 nas quartas-de-finais, 6 nas oitavas-de-finais e 1 na primeira fase.

UEFA Cup (UC): 1 vice-campeão, 1 na semifinal, 2 nas quartas-de-finais, 6 nas oitavas-de-finais e 7 nas fases preliminares.

ESPANHA.

UEFA Champions League (UCL): 1 campeão, 3 nas semifinais, 2 nas quartas-de-finais, 9 nas oitavas-de-finais e 4 nas primeiras fases.

UEFA Cup (UC): 3 campeões, 2 vice-campeões, 2 nas semifinais, 2 nas quartas-de-finais, 5 nas oitavas-de-finais e 6 nas fases preliminares.

ITÁLIA.

UEFA Champions League (UCL): 1 campeão, 1 vice-campeão, 1 nas semifinais, 7 nas quartas-de-finais, 4 nas oitavas-de-finais e 5 nas primeiras fases.

UEFA Cup (UC): 2 nas semifinais, 3 nas quartas-de-finais e 13 nas fases preliminares.

Período marcado pela virada no cenário top da Europa. Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal agora dão as cartas na UEFA Champions League. A Espanha caiu do primeiro posto para o terceiro lugar. Entretanto, seu desempenho na Copa da UEFA é infinitamente superior à concorrência.

No plano geral, a Inglaterra aparece bem distante de Espanha e Itália.

Apesar dos últimos três títulos da UEFA Champions League terem sido divididos de maneira igual entre os países (Barcelona 2006, Milan 2007 e Manchester United 2008), a Inglaterra posicionou incríveis sete times entre os doze semifinalistas possíveis. Em outras palavras, mais da metade dos semifinalistas são ingleses hoje.

Por outro lado, o desempenho dos britânicos na Copa da UEFA não é bom, mas ainda é melhor do que a participação italiana que está muito abaixo do que se espera de equipes consideradas competitivas.

Assim, dentro do critério “desempenho dos clubes em competições continentais” temos a Inglaterra em primeiro e bem distante da segunda colocada Espanha, que é seguida de perto pela Itália.

No entanto, é bom frisar que o segundo escalão ibérico se mostra muito mais competitivo que os rivais e isso será bem explicado no tópico seguinte.

2º CRITÉRIO - COMPETITIVIDADE INTERNA DAS LIGAS.

O segundo critério se justifica a partir do momento em que não se faz uma liga forte sem muitos times fortes. Não é suficiente ter os times mais poderosos do continente se, internamente, não há competitividade.

Baseado no aproveitamento interno do campeão, do sétimo, do décimo quarto e do último colocado (mesmo no período em que a Itália só contava com 18 participantes) e na distância entre o primeiro e o último podemos ter uma ideia do quão competitivas são as três ligas em destaque.

Também tomando como base os últimos dez anos temos o seguinte panorama:

Cinco primeiros anos (temporadas 1998/9 a 2002/3)

INGLATERRA.

73,6% (aproveitamento médio do campeão),

49,2% (aproveitamento médio do sétimo colocado),

39% (aproveitamento médio do décimo - quarto),

22,4% (aproveitamento médio do último colocado),

51,2% (distância média entre o primeiro e o último colocado).

ESPANHA.

66,8% (aproveitamento médio do campeão),

49% (aproveitamento médio do sétimo colocado),

39,8% (aproveitamento médio do décimo - quarto),

28,6% (aproveitamento médio do último colocado),

38,2% (distância média entre o primeiro e o último colocado).

ITÁLIA.

71% (aproveitamento médio do campeão),

50,2% (aproveitamento médio do sétimo colocado),

37,6% (aproveitamento médio do décimo - quarto),

20% (aproveitamento médio do último colocado),

51% (distância média entre o primeiro e o último colocado).

Neste período, ao mesmo tempo em que a Espanha desempenhava bom papel na Europa, também mantinha o maior nível de competitividade interna.

Cinco últimos anos (temporadas 2003/4 a 2007/8)

INGLATERRA.

79,2% (aproveitamento médio do campeão),

49% (aproveitamento médio do sétimo colocado),

37,8% (aproveitamento médio do décimo - quarto),

21% (aproveitamento médio do último colocado),

58,2% (distância média entre o primeiro e o último colocado).

ESPANHA.

71% (aproveitamento médio do campeão),

50,8% (aproveitamento médio do sétimo colocado),

40% (aproveitamento médio do décimo - quarto),

23,4% (aproveitamento médio do último colocado),

47,6% (distância média entre o primeiro e o último colocado).

ITÁLIA.

79% (aproveitamento médio do campeão),

46,2% (aproveitamento médio do sétimo colocado),

35,8% (aproveitamento médio do décimo - quarto),

22,2% (aproveitamento médio do último colocado),

56,8% (distância média entre o primeiro e o último colocado).

De posse dessas informações, notamos que, desde o primeiro período, a Inglaterra apresenta a maior disparidade percentual entre o primeiro e o último colocado, seguida pela Itália. Do outro lado, a Espanha apresenta nas duas ocasiões a menor diferença entre os competidores.

É bom observar que o desempenho percentual das equipes consideradas de media classifica é praticamente o mesmo durante toda a década avaliada.

No entanto, o que mais chama a atenção é fato da distância entre os extremos estar aumentando cada vez mais nas três ligas. Confirmando esse pensamento, temos que nas últimas três temporadas, esse distanciamento se ampliou para 62% (Inglaterra), 48% (Espanha) e 57,7% (Itália). Mesmo assim, a desigualdade de forças na liga espanhola se mostra bem mais tolerável que nas concorrentes. Ou seja, os ibéricos apresentaram durante os últimos dez anos a maior competitividade interna.

Hierro ergue a última taça do Real Madrid

3º CRITÉRIO – DIVERSIDADE DE CAMPEÕES E DE VAGAS EUROPÉIAS.

Uma importante característica de uma liga competitiva é a variedade de equipes que são campeãs ou que se classificam para as competições continentais. Quanto mais elitizado for campeonato, maior se tornará a distância financeira e técnica entre seus participantes.

Como consequência, as posições mais relevantes ficam restritas a um seleto grupo, o que inibe o crescimento dos pequenos e médios, algo pouco recomendado dentro de uma economia esportiva saudável.

Vejamos então como se deu a distribuição dos títulos e vagas européias na última década:

Cinco primeiros anos (temporadas 1998/9 a 2002/3)

INGLATERRA.

Campeões: Manchester United (4) e Arsenal (1).

Champions League. 6 times diferentes se classificaram: Manchester United e Arsenal (5); Chelsea e Liverpool (2); Newcastle e Leeds (1).

Na Copa UEFA, 13 times distintos estiveram presentes: Leeds e Chelsea (3); Blackburn Rovers, Liverpool e Newcastle (2) e Leicester, Aston Villa, Fulham, Tottenham, West Ham, Manchester City, Southampton e Ipswich Town (1). Deste grupo, nove (destacados em azul) não participaram da Champions League nos cinco anos.

ESPANHA.

Campeões: Real Madrid (2); Barcelona, Deportivo La Coruña e Valencia (1).

A Champions League, contou com 7 times neste período: Real Madrid (5); Barcelona e Deportivo La Coruña (4); Valencia (3); Mallorca (2); Real Sociedad e Celta de Vigo (1).

Na Copa UEFA, 11 esquadras garantiram a presença: Celta de Vigo (4); Zaragoza e Valencia (2); La Coruña, Atlético Madrid, Alavés, Rayo Vallecano, Espanyol, Barcelona e Málaga (1). Cinco (azul) não se classificaram para Champions nesses anos.

ITÁLIA.

Campeões: Juventus (2); Milan, Lazio e Roma (1).

A Champions League teve a participação de 7 times: Milan, Juventus e Lazio (4); Internazionale (3); Roma e Parma (2) e Fiorentina (1).

11 times na Copa UEFA: Roma e Udinese (3); Internazionale, Parma e Fiorentina (2); Milan, Juventus, Lazio, Chievo, Perugia e Bologna (1). Sendo que desses, quatro (azul) não estiveram na Champions League.

Neste período, observamos que no campeonato inglês apenas dois times alçaram o troféu de campeão. Nas ligas concorrentes este número sobe para quatro. Na Terra da Rainha, o privilégio da Champions também é para poucos. Dos treze times diferentes que se classificaram para a Copa da UEFA, nove não marcaram presença na competição maior. Ao passo que, na Espanha e na Itália, este número é bem menor.

Cinco últimos anos (temporadas 2003/4 a 2007/8):

INGLATERRA.

Campeões: Manchester United e Chelsea (2); Arsenal (1).

A Champions League contou com 5 participações: Manchester United, Arsenal, Liverpool e Chelsea (5); Everton (1)

Na Copa UEFA, 10 times marcaram presença: Tottenham (3); Newcastle, Middlesbrough, Bolton, Blackburn, Everton (2). West Ham, Aston Villa, Portsmouth, Manchester City (1). Desses, nove (azul) não fizeram parte da Champions League em nenhuma temporada.

ESPANHA.

Campeões: Real Madrid e Barcelona (2); Valencia (1).

Na Champions League, nove times marcaram presença: Real Madrid e Barcelona (5); Valencia (3); Villarreal (2); Atlético de Madrid, Sevilla, Betis, Osasuna, Deportivo La Coruña (1).

Já na Copa UEFA, 11 times: Sevilla (4); Villarreal, Zaragoza, Espanyol (2); Athletic Bilbao, Osasuna, Celta de Vigo, Atlético Madrid, Getafe, Racing Santander, Deportivo La Coruña (1). Aqui, seis (azul) não fizeram parte do grupo que disputou a Champions League.

ITÁLIA.

Campeões: Internazionale (3); Milan e Juve (1).

A Champions League recebeu oito participações italianas diferentes: Inter (5); Milan e Roma (4), Juventus (3), Udinese, Fiorentina, Chievo e Lazio (1).

Dos 11 times na Copa UEFA: Sampdoria, Palermo (3); Parma, Udinese (2); Lazio, Roma, Livorno, Fiorentina, Empoli, Napoli, Milan (1). Seis (azul) não participaram da Champions League durante o período.

Neste critério, no que diz respeito à distribuição dos títulos, houve diminuição na Espanha e na Itália, algo que indica a crescente, e danosa, elitização dos campeonatos.

No que diz respeito à distribuição de vagas para a UCL, a Inglaterra segue como a menos democrática das ligas, com as vagas ficando quase sempre com o chamado Top4, composto por Manchester United, Arsenal, Liverpool e Chelsea. E se lembrarmos que a classificação do “intruso” Everton se deu em 2005 e que nesta temporada o quarteto deve voltar a ocupar os primeiros postos, notamos que essa hegemonia está longe de acabar.

Portanto, no terceiro critério “diversidade de campeões e de vagas européias”, Espanha, em primeiro, e Itália em segundo, se mostram mais democráticas que a Inglaterra, cada vez mais dominada por sua elite.

4º CRITÉRIO – PODERIO FINANCEIRO DAS LIGAS.

Este, que para muitos poderia ser até o primeiro critério, acabou ficando como último, por uma simples razão: no futebol, felizmente, dinheiro ainda não é tudo. Sem a devida organização e um projeto esportivo sólido, não há dinheiro nenhum que resolva.

Além disso, a Inglaterra, que hoje é o paraíso financeiro do futebol mundial, quando vista mais de perto sob a ótica de um mundo em crise, se mostra perigosamente instável.

Abaixo, baseado em detalhado estudo realizado pelo site do jornal português Expresso, uma amostra da atual situação financeira dos maiores clubes europeus da atualidade:

INGLATERRA.

Manchester United

Orçamento: 328 milhões de euros. Dívida: 770 milhões de euros.

Chelsea

Orçamento: 283 milhões de euros. Dívida: 935 milhões de euros.

Arsenal

Orçamento: 278,5 milhões de euros. Dívida: 490 milhões de euros.

Liverpool

Orçamento: 199 milhões de euros. Dívida: 507 milhões de euros.

Tottenham

Orçamento: 153 milhões de euros. Dívida: 22 milhões de euros.

Newcastle

Orçamento: 129 milhões de euros. Dívida: 88 milhões de euros.

ESPANHA.

Real Madrid

Orçamento: 400 milhões de euros. Dívida: 200 milhões de euros

FC Barcelona

Orçamento: 380 milhões de euros. Dívida: 190 milhões de euros

Valencia

Orçamento: 120 milhões de euros. Dívida: 430 milhões de euros

ITÁLIA.

Milan

Orçamento: 293 milhões de euros. Dívida: 316 milhões de euros

Internazionale

Orçamento: 221 milhões de euros. Dívida: 418 milhões de euros

Juventus

Orçamento: 186 milhões de euros. Dívida: Não tem dívida.

Roma

Orçamento: 157 milhões de euros. Dívida: 75 milhões de euros.

O panorama financeiro descrito acima, evidencia uma situação financeira pouco saudável dos grandes clubes ingleses.

O Chelsea deve mais do que o triplo de seu orçamento. Mesmo que a maior parte da dívida seja com seu próprio dono, o russo Abramovich, a situação do clube não é nada segura, já que o citado bilionário perdeu mais da metade de sua fortuna devido a crise financeira global.

Outro que se apresenta em momento perigoso é o Liverpool, que deve cerca de duas vezes e meia o que arrecada anualmente.

Por sua vez, o Manchester United, que já apresenta um superávit primário, pode a médio/longo prazo, quitar o empréstimo que os Glazers fizeram quando de sua compra.

Em situação mais cômoda vive o Arsenal que possui a menor dívida entre os grandes, um elenco jovem e um estádio rentável que, em breve, deve tornar o clube auto-suficiente.

Na Espanha, o Real Madrid apresenta, dentro de seu milionário orçamento, contas administráveis. Além disso, acaba de anunciar um faturamento recorde nesta temporada.

Entretanto, nenhum clube serve tanto como exemplo de que dinheiro não é sinônimo de sucesso no futebol como o Madrid. A recente eliminação, a quinta consecutiva nas oitavas-de-final da UCL diante do Liverpool, detentor de metade de seu orçamento, mostra que sem o devido planejamento estratégico, nem um gigante se mantém de pé.

Ainda sobre os espanhóis, o Barcelona apresenta um panorama semelhante ao do rival. Em contrapartida, o Valencia, afundado em dívidas, parece longe das glórias de outrora.

Na Bota, a campeã Inter se mostra mais vulnerável que os rivais locais, com uma dívida que supera em quase o dobro o seu faturamento. Apesar desse cenário, especula-se que o mandatário interista, Massimo Moratti, pretende investir cerca de 100 milhões de euros em novos jogadores. Tudo para agradar o técnico José Mourinho.

Embora fature mais, o Milan vive situação semelhante. Mas, assim como os Nerazzurri, tem no patrão Silvio Berlusconi a chave para seguir com sua política competitiva.

Quem se encontra em melhor situação é a Juventus. Sem dívidas e reconstruindo seu estádio, a Vecchia Signora tem tudo para retomar sua luta por títulos importantes.

Enquanto isso, a Roma, que apresenta orçamento mais modesto, também não sofre grandes riscos pelos 75 milhões de euros que deve. Logicamente, ficar de fora da próxima Champions não seria algo bem vindo.

Situação confortável vivem os grandes da Bundesliga. Bayern de Munique, Hamburgo e Werder Bremen não tem dívidas e possuem estádios modernos. Algo explicável por suas políticas sóbrias e caminhada à margem no inflacionado mercado de contratações.

Deste modo, embora incluídos num cenário mais rico, os clubes ingleses apresentam, em geral, dívidas maiores, além de não contarem com parceiros e proprietários tão fiéis como as outras ligas em questão. Aventureiros como o xeique Mansour, que acabou de comprar o Manchester City, sob o pretexto de promover o nome da cidade de Abu Dhabi, também não contribuem para o futuro da Premier League.

CONCLUSÃO.

Da Espanha para a Inglaterra. Desta maneira, o topo do cenário europeu se moveu nos últimos dez anos. A força do quarteto formado por Manchester United, Arsenal, Liverpool e Chelsea, cada vez mais dominante, garante a presença dos ingleses como proprietários do melhor campeonato do planeta.

Se antes jogadores como Mcmanaman, Owen e Vieira deixavam a Terra da Rainha em busca de um time capaz de vencer a UEFA Champions League, hoje, essa decisão se mostraria pouco inteligente.

De maior força do início da década, a Espanha deixou o primeiro lugar por algumas razões: a equivocada política de contratações do gigante Real Madrid e a queda de equipes antes tradicionais como Valencia e Deportivo La Coruña. Hoje, apenas o Barcelona vem se mostrando capaz de competir no mais alto nível.

Impossível não citar a queda da Serie A italiana na última década. De liga mais forte da Europa, atualmente ocupa o posto de terceira força do continente. Muito disso se deve a estagnação das gestões dos clubes, estádios obsoletos e excessiva dependência das cotas de TV. No entanto, os maiores problemas se deram nas administrações fraudulentas de alguns clubes e no escândalo de manipulação de resultados e esquema de bastidores, conhecido como Calciopoli.

Neste cenário, notamos, claramente que o futebol passa por mais um de seus famosos ciclos. O Brasil já teve a maior liga do mundo por um bom período. A Inglaterra já dominou anteriormente o cenário europeu entre o fim da década de 70 e o início doa anos 80. Depois, foi a vez da Serie A dar as cartas. A Espanha começou dominando no século XXI. E agora a Inglaterra retomou a hegemonia.


Manchester X Chelsea: futebol inglês em alta

sexta-feira, 3 de abril de 2009

'PDV Tóiiinnn'

Sabe, me descobri no último ano uma pessoa desastrada. Falando ao telefone, principalmente, as mais engraçadas situações já aconteceram comigo. A última foi que terminei de quebrar um vaso de enfeite que tenho na cabeceira da minha cama. É comum quem está do outro lado da linha escutar algo assim: 'Ooouuch!'

Para esses momentos uma boa risada é a solução. Mas o problema é quando algo te acontece na rua e você vira motivo de chacotas, mesmo que discretas, de quem testemunha o mico. Em homenagem aos micos da vida, da TV, do rádio e dos jornais, o 'Blog PDV' adota mais um filhote em forma de coluna: 'PDV Tóiiinnn' porque de mico em mico, cada um vai formando seu zoológico particular...

E o que dizer de Mourinho naquele famoso programa de TV do Chiambretti? Depois do sisudo técnico do English Team, Fabio Capello, Mourinho foi lá e viu a moça dançar. Imagino a reação da patroa em casa. As fotos, por favor...


Mãozinha boba...

... Olhar disfarçado...

...Sorriso maroto e Tóiiinnn!


Imaginem só a reação dos jogadores da Inter ao abrirem os jornais ou mesmo ao ligarem a TV? O chefe não é qualquer um, gente. É o 'Special One'. E pelo visto, por ser especial ganhou uma melhor do que a do Capello.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Return To Innocence



Ao olhar para o alto e avistar os 12 andares do enorme edifício da UERJ, subitamente veio em mim uma vontade de gritar bem alto: consegui mais uma vez. Voltar a estudar. Só que dessa vez, volto mais velhinha. Talvez mais experiente e com a certeza de que ainda não acabou. É mais uma etapa. Um desafio para alguém que não desisitu de lutar por algo que quer ver realizado.


'... Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence.

If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny.

Don't care what people say
Just follow your own way
Don't give up and loose the chance
To return to innocence...'


PS. Dedico esse post a uma amiga que está longe, Alane. Foi a primeira amiga que fiz quando vim para o Rio de Janeiro. E me lembro como se fosse hoje do cassete que ela me emprestou com essa música. Inevitável ouví-la sem lembrar com saudades dela e dos momentos que passamos juntas na faculdade. Se minha mãe foi o apoio de família que tive, ela foi o de amiga.