quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Mistério das Armas

Reza a lenda que quem é solitário vaga pela noite a procura de aventuras. Com ele nunca fora diferente. Bruce Wayne dirige seu carro pela noite e do lado de fora da janela, a lua é a única coisa que ilumina o caminho.

Não muito longe dali, exatamente à meia-noite, um terrível incidente. Dr. Loria, renomado físico, é encontrado morto na biblioteca de sua mansão. A encontrar o corpo, seu secretário Frings de Fringe. A princípio, não havia sinal de violência. Tudo parecia normal na sala. Se alguém entrou ali, fora a convite do Dr. Além disso, o sistema de alarme estava intacto, sem que a central recebesse algum sinal de arrombamento. Na mesa, entretanto, um envelope cinza escuro. Dentro dele, um bilhete datilografado dizia:

Sua vida corre perigo. Espere-me para um encontro hoje.
Vestirei preto e dirigirei um Corvette.

Não havia assinatura. Nem ao menos uma pista. Dr. Loria tirara o dia de folga e não fora ao consultório. Parece que trabalhava em um projeto secreto. Seu teor, nem mesmo Dr. Joss, seu assistente no laboratório, conhecia.

Logo, logo, o noticiário da TV anunciava o terrível acontecimento. Mal dormira, Gotham via-se diante de um pesadelo. Logo pela manhã, ao acordar, Alfred conversa com Wayne no café. A notícia não o pega de surpresa. Há tempos, Bruce vinha desconfiado de que Dr. Loria corria perigo de vida por seu envolvimento recente com a venda de tecnologia de armas químicas para nações do chamado Mundo Árabe. Ele só não esperava que o desfecho dessa história acontecesse assim, sem aviso e sem nenhum tipo de comunicação do Dr. Eles mantinham contato desde quando o cientista fora vítima de um atentado há dois anos atrás ao sair de seu antigo laboratório no subúrbio de Gotham.

Na ocasião, nada fora descoberto sobre quem cometera o ato. O Dr. escapara apenas com um ferimento leve próximo ao peito. Suspeitas foram levantadas sobre seu assistente Roger Le Beuf, um francês que mais tarde se descobriu ser membro de um grupo de extermínio de Central City. Ele fugira logo a seguir, sem deixar pistas para mais tarde surgir no noticiário como tendo sido assassinado em Central City.

As investigações da polícia de Gotham seguem em pleno vapor, sem resultados concretos. Uma semana se passara no momento em que Batman surge. O guardião de Gotham descobre então que no laboratório do Dr. Loria, há uma passagem secreta que leva até a um depósito que parecia abandonado. Lá, TVs de monitoramento são encontradas. Nelas, imagens da mansão e do escritório do físico. De repente, um tiro. Batman, escapa. A silhueta de seu algoz surge na escuridão. Outro tiro disparado. Uma voz rouca sussurra:

Seu destino está selado. Você morre para que eu cumpra minha missão. Quem ousa invadir o território de minha família é punido. Não há chances. Você não escapará.

O colete a prova de balas impede que a bala chegue ao corpo do homem-morcego. Do seu bat-cinto uma corda é lançada e alcança as pernas do homem, que cai. Sua arma, com o impacto, dispara. É o fim. A mesma arma que matou o Dr. na noite anterior, mata seu assassino.

Seu rosto, escondido por uma máscara, estava estirado no chão. Batman se aproxima e certifica-se de que ele não respira mais. Remove a máscara. Não parece surpreso com o que vê. Dr. Joss, que há muito escondia de todos seu passado. Chegara até ao prestigiado cargo para cumprir com a promesssa feita por seu pai, Robert. Destruir o homem que roubou a fórmula que dera ao mundo a mais poderosa arma de destruição em massa. Com ela, estaria garantido o futuro da sua família e de todos os seus decendentes mais próximos. Entretanto, ela garantiu prestígio ao Dr. Loria junto ao mundo científico. Joss não falhou como seu irmão Roger. Morreu tentando salvar a honra de sua família. Entretanto, os meandros dessa história, Gotham jamais saberá.