terça-feira, 14 de julho de 2009

A Capa Escura

A capa escura denuncia. Faz frio esta noite. Não há nuvens no céu e poucos se aventuram a sair pelas ruas a procura de diversão. Pare ele não é assim. O vento gélido e a escuridão não o impede de olhar o movimento lá fora.

Entra no táxi e pede ao motorista que o leve rumo à Praça Kenynton. Ao chegar ao local, paga a corrida e logo sai em direção ao caminho que corta a praça no sentido sul. Retira do bolso do casaco um objeto. Com ele, corta seu pulso. O sangue jorra e rapidamente se espalha no chão, fazendo perfeito o contorno de seu corpo.

A polícia chega rapidamente ao local. Alguém acompanhou toda a cena e chamou os policiais. Não havia dúvidas. Suicídio. Mas quem é a vítima? Por que ela tirou a própria vida? Perguntas, muitas perguntas.

Jim Gordon é um daqueles comissários de polícia que não conseguem se aquietar ao ver uma cena assim. Sua cabeça está fervilhando. Mas está cansado. Passara a noite em claro num plantão que até aquele momento parecia camainhar para um fim tranquilo. Só que em Gotham City as coisas nem sempre são o que parecem.

Sua equipe inicia os trabalhos. Ainda teria tempo para almoçar com seu amigo Bruce Wayne naquele dia? Sim, o que se pode fazer com um cadáver jogado no chão? A resposta estava com os peritos, não com ele.

Conversando com Bruce, Jim nota que alguém mais passara a noite em claro. Pensou consigo que na certa, Bruce se divertia com alguma bela mulher enquanto ele estava sentado, acompanhado de uma xícara de café frio no meio daquela bagunça organizada do departamento de polícia.

Naquele dia, no noticiário da manhã, falava-se da morte de um homem não identificado na Praça Kenynton. Descobre-se também que um homem não volta para casa depois de uma noite na rua. E que como ele, mais outro avisa pela secretária eletrônica que ficará até tarde no escritório e não volta para casa, e tem ainda o caso de mais um homem que sai de casa só com a roupa do corpo, dois dias atrás e não dá notícias desde então. Histórias comuns numa cidade incomum. E o dia está apenas começando...