terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mamma Queen, Hermano King

Esse foi o US Open marcado pela imprevisibilidade. Bem poucas pessoas imaginariam que os vencedores do torneio seriam um Argentino de 20 anos, que ficou 'conhecido' no circuito no final de 2008, e uma belga de 26, mãe de uma garotinha muito 'sexy' e que retornou ao circuito após 2 anos, e que fora convidada pela USTA para participar do último Grand Slam do ano, e que ela conquistara em 2005.

É. Se pudesse resumir em poucas palavras o que seriam Juan Martín Del Potro e Kim Clijsters em 2009, ficaria de bom tamanho. Se fosse considerar o que eles fizeram ao longo de duas semanas de jogos, aí teria que fazer justiça a eles. Brilhante é pouco para Del Potro. Incrível é pequeno para Clijsters.

Del Potro enfrentou de uma vez os dois tenistas mais completos da atualidade, Federer e Nadal. Derrotou ambos em partidas em que não se pode questionar seu potencial. Golpes precisos e potentes fazem parte de seu repertório. Mas a tranquilidade de veterano é o seu cartão de visitas. Ele não parecia intimidado pelos adversários, ao contrário. Ele fez a postura do penta campeão Federer mudar. Deixou-o cabisbaixo e até irritadiço. Com Nadal nas semis, não deixou o espanhol entrar em quadra. O placar foi inquestionável: 3 sets a 0 com parciais de 6-2 em cada set. Contra Federar, a possível pressão pode ter sido responsável pelo 6-3 inicial imposto pelo suíço. Desde então, o argentino fui um autêntico rival. Foram 2 tie-breaks vencidos e um soberbo 6-2 no quinto e último set para não deixar dúvidas. 'Ele tem tudo para ser o novo número um do tênis nos próximos anos', nas palavras do comentarista do SporTV, Dácio Campos, profetizando também que Federer teria trabalho em quadra na final. Dito e feito. Uma cena incomum na premiação. O troféu de campeão mudou de mãos após cinco anos e 40 vitórias consecutivas no torneio.

Convidada que estragou a festa dos anfitriões. Não resta dúvidas que, embora marrentas, as irmãs Williams tem torcida em casa. Os americanos esperavam pela dobradinha na final. Entretanto, no meio do caminho havia uma tenista que apenas anunciara sua volta ao circutio da ATP após um gap de 2 anos. Casou-se, perdeu o pai, foi cuidar da família e ganhou uma filhinha e um dia viu que sentia falta do tênis. Foi esse o combustível que levou a belga Clijsters à final. Uma enorme vontade de vencer. E na partida contra Serena Williams, válida pelas semis, ela já deu mostras de que sua chegada até ali não fora fruto do acaso. Ela foi aguerrida. Lutadora e tranquila, deixou Serena queimar-se sozinha com o fogo que provocara ao ofender uma das juízas de linha. Resultado foi a perda de um ponto - ela já havia sido penalizada por quebrar a raquete depois de um pequeno piti - e consequentemente a vitória da adversária, que naquele momento somava ao seu favor dois match points. A final não foi tão fácil como pareceria logo de cara. A jovem dinamarquesa, Caroline Wozniacki - meio polonesa também - foi pra lá e pra cá, deixando a belga tonta de vez enquando. No fim, a voz da experiência na hora de fechar um game, na hora de dar um ace, enfim, nos momentos chaves. Caroline tem futuro. Já é vice de um Grand Slam. Enfrentou a pressão de jogar na quadra central com as câmeras do mundo todo voltadas para ela.

Não escondo minha predileção por Clijsters e minha doppia admiração por Nadal e Federer, cada um ao seu modo. Vibrei no domingo com a vitória da belga. Vibrei com o lance de Federar na semi-final contra o Djokovic. Não me entristeci na sua derrota. No tênis, como em qualquer esporte, existem vitórias e derrotas. Elas coroam os heróis, mascaram pretensos vilões e engrandecem os Esportistas. Mas brotar dentro de mim aquela paixão por esse esporte. A planta que havia no passado, deu lugar a uma pessoa mais observadora, atenta à beleza do jogo, e que confessa a vocês que se pudesse, teria pegado a raquete que está guardada lá no fundo do armário e voltado a jogar na seguna-feira, até mesmo debaixo de chuva. Neste final de semana que passou, Premier, En Vivo e a la Italiana ficaram bem distantes de minha realidade. Meu Hawk Eye esteve atento a tudo e a todos.

Falando em estar atento a todos, quantas celebridades estiveram nas quadras do Complexo de Flusinhg Meadows! Alec Baldwin, Jake Gyllenhaal, Zenedine Zidane, Bruce Willis, Tonny Bennett, Nicole Kidman e o marido, Gene Wilder, Jack Nicholson e claro, o casal fashion Gavin Rossdale e Gwen Stefani. Não é só o basquete que atrai a galera famosa, não. O tênis também se faz de celebridade.


Esse já é considerado o melhor ponto da história do tênis!