domingo, 27 de novembro de 2011

SWU!

SWU em Paulínia. 2 dias de muita música boa. Gente divertida. Uma maratona. Foi tudo de bom. O Festival em fotos... Se ano que vem tiver outro, quero ir novamente.

Paulínia Shopping: ponto de parada dos ônibus.

Jogue o lixo no lixo. E chamem os C.S.Is!

O vocalista da banda americana !!!

Duran Duran in Concert!

'My name is Rio and she dances on the sand...'

Lynyrd Skynyrd: o show que quase ninguém viu. Nem eu!

Relaxando no gramado e ouvindo o show mais psicodélico do dia.

Megadeth. Finalmente. 'A Tout Le Monde'.

Dave Mustaine no telão.


Encontramos nossos amigos do Rio. Inacreditável.

Relaxamento ecológico.

Experiência de andar na Mata Atlântica.

Chris Cornell trouxe Soundgarden e Audioslave acústico.

Duff McKagan mandando bem até debaixo d'água.

Sonic Youth. Horrível porque o som estava uma porcaria.

Alice In Chains. Emocionante.

Jerry Cantrell do Alice em 'Rooster'.

Os sapatos ficaram assim depois da maratona.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tears In Rio

O precisoso ingresso

Pra mim, o Rock In Rio passou longe. Preferi esperar por um show que literalmente espero há anos. A vinda do Tears For Fears completo ao Rio. Quero dizer, a presença de Roland Orzabal e Curt Smith, já que em 96, Roland veio sozinho com a banda, sem seu companheiro de palco, durante uma breve separação.

O Citibank Hall estava lotado. Algo que já era esperado. Parece que é hábito agora dos cariocas comprar ingresso em cima da hora. A fila do lado de fora era grande, e com as críticas dos shows da banda em São Paulo e Porto Alegre sendo positivas, a galera resolveu conferir ao vivo o que já sabem ao ouvir qualquer Cd do Tears: eles são bons. E ao vivo a qualidade permanece. Confesso, para mim, o show foi muito além das minhas expectativas. 

Não costumo ir a shows de banda pop-rock. Eu curto mesmo é show de roqueiro maluco. Nem sabia direito como me comportar e o que esperar. Mas não há como negar que você estar num show em que você sabe cantar as músicas e tem espaço para dançar, levantar os braços e viajar com o que ouve é maravilhoso.  O tom foi dado com a primeira música, um dos maiores sucessos da banda: "Everybody Wants to Rule the World'. Sacode pra lá, sacode pra cá, eu mal podia acreditar no palco iluminado e o telão ao fundo com imagens psicodélicas e todos cantando. E Roland Orzabal com seus cabelos ao ombro, como na década de 90. E ao lao dele, Curt Smith e seu baixo, cantando 'welcome to your life, there's no turning back...' 

O grupo imaginou um set list perfeito. Misturou canções mais antigas, com as da década de 90 e trouxe algumas menos conhecidas. É inegável que se trata do show de um grupo de hits radiofônicos. Quem não conhece 'Sowing the Seeds of Love' e 'Head Over Heels'? Obviamente, elas jamais ficariam de fora de um mísero show que durasse 20 minutos.

Infelizmente, no domingo do show, houve um apagão em algumas regiões do Rio de Janeiro que de alguma forma afetou o som nos primeiros minutos de show. O público reagiu de forma bem humorada e contou com a paciência de Mr. Orzabal e do resto da banda. Após o problema ter sido solucionado, nada mais pode atrapalhar a estupenda performance da noite.

Vieram músicas menos conhecidas, como 'Everybody Loves a Happy Ending', do CD homônimo, quase desconhecido do público local. E para minha surpresa, o grupo tocou 'Badman's Song', que eu adoro. Uma música com uma sonoridade jazzística, emprestada pelo piano e a voz de Oleta Adams. 

'... In my head there is a mirror 
When I've been bad, 
I've been wrong
Food for the saints that are quick to judge me
Hope for a Badman
This is the Badman's Song ...'

Do álbum 'Elemental', que fez um razoável sucesso por aqui, eles escolhera, 'Break it Down Again', mas deixaram de fora 'Goodnight song'. Aliás, a primeira, que me faz lembrar exatamente dos tempos de faculdade na década de 90, quando ter um CD ainda era caro e esse, difícil de achar e ainda tinha que recorrer ao velho rádio para gravar e ouvir mil vezes depois no walkman!

Curt Smith e Roland Orzabal se alternavam nos vocais das músicas. O último, sempre procurando interagir com o público, não se restringindo somente ao 'Obrigada, Rio'! Mas sei lá, fiquei com a sensação de que havia um ponto o ajudando com a cola... Ainda bem que não teve bandeira do Brasil, nem camisas da Seleção. Esses clichês, que na minha opinião, são ridículos. 

Esperei muito para ouvir 'Pale of Shelter', um hino aos anos 80, na minha opinião. Aliás, o CD 'The Hurting' é perfeito. Quando o comprei há uns 5, 6 anos atrás, ouvia sem parar e até hoje quando dá saudades, escuto sem pular uma música sequer. Só tem música boa, mas que, infelizmente, não entra num setlist de show revival como esse. Ainda bem que não deixaram de fora 'Change' e 'Mad World' e a própria 'Pale of Shelter'.

Parte fundamental de uma 'cdteca' o pop-rock, 'Songs for the Big Chair', foi representado com 'Head Over Heels', Everybody Wants...' e com a música que fechou a noite. Lamentei enormemente que 'Working Hour' não seria apresentada. Já esperava por isso. Essa é a minha música preferida do Tears For Fears. Uma espécia de amuleto pessoal. Essa foi uma daquelas músicas que gravei numa fita, de um programa de rádio, quando ainda morava em Volta Redonda e a carregava comigo para onde ia. Amo os solos de saxofone que colocaram nela!

Do álbum florido 'Sowing the Seeds of Love', foram incluídas 'Badman's Song', 'Sowing the Seeds of Love', 'Advice for the Young at Heart' - cuja versão ao vivo me decepcionou um pouco, pela falta de um clima mais intimista, que na minha opinião, a música evoca. Sempre vi na minha cabeça, uma roda de amigos, num verão, cantando essa música com piano e violão, oferecendo-a a um casal em sua festa de casamento. Aliás, assim é o vídeo! E não ficou de fora a maravilhosa 'Woman in Chains'. Perfeita e libertária. Quem não se lembrou daquele vídeo fantástico e da propaganda do cigarro Hollywood?  Ficou de fora, 'Famous Last Words'. Meu protesto. Aliás, sempre que leio críticas desse álbum, leio boas coisas sobre ele. Foi a retomada da carreira da banda numa época em que o grunge surgia, o pop-rock-metal ganhava adesões midiáticas. Hoje vejo que a carreira musical de bandas dos anos 80 foi sepultada na década de 90 pelo Nirvana, Metallica, Back Street Boys e afins. Poucos sobreviveram para contar sua reviravolta. O Tears foi uma dessas bandas. Ainda bem.

 '... We will sit by candlelight
                                                                        We will laugh 
We will sing ...'

O final ficou por conta de 'Shout'. Não poderia ter fechado a noite em melhor estilo. E assim, o Tears For Fears, em quase duas horas de show, botou fogo na fria noite de sábado do Rio de Janeiro. Com direito a apagão e som ruim no começo, foi um show para não ser esquecido. E pra mim, valeu pela chance de voltar no tempo várias vezes. Fechar os olhos e deixar a música me levar...

'Shout'

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Parabéns, Mr. 80.


Será um dia inesquecível. Vê-lo finalmente ao vivo. Essa é minha homenagem a duas pessoas, em primeiro lugar a ele, João Gilberto, e ao meu pai, quem primeiro me mostrou o caminho de uma vida musical com aquela fita que guardo até hoje com carinho e que costumávamos escutar juntos em casa aos domingos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Elected

A entrada do show

Eu voto nele. Voto para roqueiro com alma de artista. Aos 63 anos, Alice Cooper ainda surpreende. Surpreende pela vitalidade, criatividade e dinamismo que coloca nos seus show. Aliás, mais do que um show, é o 'Teatro de Horror de Alice Cooper'.

Imagine que comprei ingresso no mesmo dia. O Citibank Hall nem estava cheio. O público era basicamente dividido em duas gerações. Os frequentadores de festas de rock na cidade, os jovens de 12 aos 18 anos. E homens e mulheres que viveram a época áurea do rock, década de 70\80. Conheci pessoas super legais lá na turma do gargarejo. Mães com suas filhas e filhos e pais com seus rebentos mais novos, mostrando que o gosto pela boa música começa lá atrás e nos acompanha ao longo da vida.

Quando disse que foi um teatro de horror, não era exagero. Os shows de Mr. Cooper costumam ter elementos teatrais, mudanças de figurino (foram uma 13) e espetáculo, como por exemplo, a encenação de Alice sendo executado numa guilhotina, esta, sem dúvida o ápice do concerto. A galera vibrou. E Alice parecia estar curtindo cada minuto do que acontecia. Claro, tudo era divertido, irônico.
A noite começou animada com Alice chegando numa enorme escada vestido de aranha. 'Spider Alice' foi levado pela plateia, porque sinceramente, nunca estive num show em que as músicas eram cantadas com tanta energia. Em seguida, com as sucessivas mudanças, o cantor apareceu distribuindo dólares fictícios com seu rosto estampado nas notas, veio de Dr. Horror, apareceu com uma espada mágica, dançou com uma boneca na balada 'Only Women Bleed' e surgiu como político cara-de-pau, figura já conhecida dos brasileiros, cujo discurso terminava assim 'O Brasil tem problemas, São Paulo tem problemas, o Rio tem problemas, e quer saber? Eu não estou nem aí!' 

Mal se podia sentir a hora passar. Era uma música emendada em outra. A banda muito afinada e com som pesado. Eram 3 guitarristas, sendo que um deles Steve Hunter, retornava à banda após um hiato. O outro, o multi-tasked Tommy Henriksen, que compõe, canta e produz, inclusive outros artistas. Foi com ele que tive uma conversa muito legal ao fim do show. Ele contou da turnê europeia, que começaria na semana seguinte, falou do seu trabalho paralelo à banda e do que escuta na estrada. Me surpreendi com algumas coias. 

A turnê recebeu o nome de 'No More Mr. Nice Guy', sucesso da década de 70, de onde veio a maioria das músicas que compuseram o set list. Nem de longe, o cenário lembra as pirotecnias de mega apresentações de U2, Metallica, Bon Jovi e outros. Ali, o que mais importava era a música. O teatro faz parte, mas sem o próprio Cooper, nada teria a menor graça. Aliás, graça não faltou nem na hora dele apresentar uma música nova. Vestiu uma jaqueta jeans com a inscrição 'New Song' nas costas e ao tirá-la, via-se uma camisa branca, camuflando manchas de sangue e coma inscrição atrás 'I'll Bite Your Face Off'.  Tinha até um cara que parecia morder uma coisa mesmo ficando com a boca cheia de sangue. Ou melhor, tinta vermelha!

Me senti como se tivesse voltado no tempo. Tinha 18 anos de novo. Ouvir 'Poison' ao vivo foi demais. Cantar 'School's Out' foi revigorante. Ao final, queria que tudo começasse de novo. 

Eu com o guitarrista Tommy Henriksen

domingo, 15 de maio de 2011

Em Sampa para ver The Cult


São Paulo é grandiosa. Já fazia alguns anos que tinha visitado a cidade. Fui bem recebida pelo tempo. O frio que esperei, não chegou. Ao contrário, fez um dia de sol. Foi meu quarto show do Cult e apesar da proximidade deste e da distância dos outros, esse foi o melhor. Ian Astbury estava com um bom humor que impressionou. Pode ter sido o aniversário que o deixou mais alegre. Ele não é muito de rir e fazer graça com a galera, mas ontem foi diferente. E o Billy Duffy? Puxou o 'parabéns pra você' e falou com o público. Devia estar feliz mesmo porque o Manchester City foi campeão ontem.


O show foi completo. Uma mistura equilibrada entre músicas clássicas da banda, como '...Sanctuary', 'Rain', 'Fire Woman', com novas canções, tipo 'Ambers', uma música que ainda me intriga. Não consigo colocá-la em nenhuma categoria. O tempero veio com 'Rise' e 'Sweet Soul Sister' que fez a galera se agitar. O elemento surpresa? Eu mesma demorei a acreditar que ouviria ao vivo, 'White', que o próprio Astbury chamou de momento místico e que Billy Duffy, com sua Les Paul marrom, fez o solo de arrepiar. 


O público vibrou com 'Love removal machine', 'Wild flower' e 'Li'l Devil', canções de 'Electric', adoradas pelos fãs que adoram pular. E eu, gritei até ficar rouca os versos de 'Spiritwalker', cuja letra é a síntese da alma gótica da banda - 'Let all the children kiss the sun, before they sing their last song, I will give you even my body, spiritwalker...' Como vem fazendo há alguns anos, o Cult não tocou 'Revolution', sua música de maior sucesso. Uma certa incoerência e insensibilidade com relação aos fãs. Ainda bem que nem pediram essa música, porque num dos shows que fui no passado, esse pedido enfureceu Ian Astbury. Aliás, 'Painted on my heart' parece ser a incorporação da lenda passada no presente. Ele começou a cantar sozinho o refrão e depois parou dizendo ao público que 'essa não!'. Cheguei a temer que o moço fosse dar um piti nesse momento. 

A gente sai de um show desses e acaba sempre lamentando não ouvir uma ou duas músicas. Pra ser sincera, em se tratando de minha banda preferida, a lista é, sem dúvida, muito superior a uma, duas músicas. Mas para honrar a performance da banda, vou ficar com 'Heart of Soul' e a psicodélica 'The witch'. Elas completariam esse set list bem elaborado.

O momento tiete ficou obviamente para o final. Após o show, fui para o portão de saída da banda e junto com umas cinco pessoas, fiquei lá, uma hora e meia em pé na esperança de uma foto com Billy Duffy. Infelizmente, não consegui. Eles saíram em retirada, na van que os levaria pra balada. Pude vê-lo ainda de perto, mas voltei sem a desejada foto. Entretanto, consegui, mais cedo, trocar umas palavras com o 'Cult' mais novo, mas nem por isso menos conhecido. O baterista John Tempesta, que antes fora membro do Exodus e do White Zombie. Apareceu na calçada, como um mortal, e foi, literalmente, 'pra galera'. Éramos poucos a suportar o frio e conversei com ele sobre o show, o que já vira da banda até esse dia e sobre a carreira dele. Posso dizer que a conversa de uns cinco minutos valeu pela aula de inglês da semana. E eu, claro, voltei pro hotel muito feliz de ter investido cada real nessa viagem. A lifetime experience.

domingo, 24 de abril de 2011

Os dois lados de Nina


Nina Sayer, bailarina obcecada pelo seu trabalho. Sua identidade se resume em ser dançarina. Ela vive para o trabalho. Não se dá tempo para se divertir. Seu grande sonho? Ser a protagonista do balé 'O lago dos Cisnes'. Para isso, tenta convencer seu diretor de que poderia ser a grande estrela da produção. Desempenhar os dois papéis de tamanha profundidade seriam um desafio, mas fora para isso que se preparou ao longo dos anos.

Doce, meiga, seu jeito cairia perfeitamente para o papel de 'cisne branco', assim disse o diretor no momento do teste'. Mas para ser o alter ego, o perverso e sedutor 'cisne negro', ela teria que passar por uma metamorfose. 'Mudar' sua personalidade para poder explorar emoções desconhecidas. Ler o mundo de forma diferente, com o olhar do sinismo, da sedução e do desejo. A que custo? Seria então a frágil Nina capaz de transformar-se para esse papel?.

Essa batalha de Nina para vencer seus medos e inseguranças para alcançar as profundezas de um ser desconhecido por ela,  o ponto abordado no filme 'Cisne Negro'. Darren Aronofsky, diretor conhecido de produções como 'Réquiem para um sonho' e  'O Lutador' gosta de explorar os limites humanos em suas películas. Nesta, ele vai até ao limite entre sanidade e loucura. Até que você não perceba mais o que é real ou irreal na vivência de Nina. Seus tiques, seu auto-flagelamento, seus devaneios e experiências sexuais, todos fazem parte da construção de uma personagem que durante todo o tempo nos confunde com a persona Nina.

Seu constante conflito de não conseguir se transformar na protagonista ideal faz com que ela chegue ao absurdo de deixar-se levar pelo sonho único de ser a bailarina a qualquer preço. Acompanhada pelo diretor canastrão, uma mãe castradora e a sombra de uma rival 'poderosa', assim vista por Nina, ela sucumbe sem saber que a única pessoa capaz de derrotá-la é ela mesma.

Ao ver esse filme, senti-me mais do que uma expectadora na tela do cinema. Me senti dançando no palco com Nina. Me vi na platéia do Teatro acompanhando o balé. Ouvia as batidas fortes do meu coração ao som da música de Tchaikovsky. Vi o perigo bem próximo na respiração de Portman. E senti um alívio pelo seu sofrimento ter acabado, ainda que de uma forma trágica. Como Odette, o cisne branco, ela prefere dar fim ao seu sofrimento, escolhendo o palco para encenar seu ato final.

Ps. Adoro a Natalie Portman e acho que seu Oscar foi mais do que merecido. E recomendo esse filme a todos aqueles que se interessam em explorar alma humana.

sábado, 19 de março de 2011

Waiting for the Big Neon Glitter Night

14 de maio. Ian Astbury comemorará seu aniversário em palco brasileiro. Ao lado de Billy Duffy, seu companheiro de The Cult por mais de duas décadas e de milhares de ardorosos fãs na cidade de São Paulo. Mais uma vez estarei lá. Contagem regressiva para mais um encontro com o mais puro rock 'n' roll. Sem cenários mirabolantes, vestidos de preto, lápis no olho e unhas pintadas. A ordem do dia é reviver os anos 80 e cantar até acabar a voz. 'The black angel' 'Rises' from the ground like a 'Phoenix'. She sings about 'Love' and 'Revolution'. 'She sells sanctuary' with her 'Heart of Soul' in honor of the 'Sun King'.

'I love the rain. Here she comes again'