São Paulo é grandiosa. Já fazia alguns anos que tinha visitado a cidade. Fui bem recebida pelo tempo. O frio que esperei, não chegou. Ao contrário, fez um dia de sol. Foi meu quarto show do Cult e apesar da proximidade deste e da distância dos outros, esse foi o melhor. Ian Astbury estava com um bom humor que impressionou. Pode ter sido o aniversário que o deixou mais alegre. Ele não é muito de rir e fazer graça com a galera, mas ontem foi diferente. E o Billy Duffy? Puxou o 'parabéns pra você' e falou com o público. Devia estar feliz mesmo porque o Manchester City foi campeão ontem.
A gente sai de um show desses e acaba sempre lamentando não ouvir uma ou duas músicas. Pra ser sincera, em se tratando de minha banda preferida, a lista é, sem dúvida, muito superior a uma, duas músicas. Mas para honrar a performance da banda, vou ficar com 'Heart of Soul' e a psicodélica 'The witch'. Elas completariam esse set list bem elaborado.
O momento tiete ficou obviamente para o final. Após o show, fui para o portão de saída da banda e junto com umas cinco pessoas, fiquei lá, uma hora e meia em pé na esperança de uma foto com Billy Duffy. Infelizmente, não consegui. Eles saíram em retirada, na van que os levaria pra balada. Pude vê-lo ainda de perto, mas voltei sem a desejada foto. Entretanto, consegui, mais cedo, trocar umas palavras com o 'Cult' mais novo, mas nem por isso menos conhecido. O baterista John Tempesta, que antes fora membro do Exodus e do White Zombie. Apareceu na calçada, como um mortal, e foi, literalmente, 'pra galera'. Éramos poucos a suportar o frio e conversei com ele sobre o show, o que já vira da banda até esse dia e sobre a carreira dele. Posso dizer que a conversa de uns cinco minutos valeu pela aula de inglês da semana. E eu, claro, voltei pro hotel muito feliz de ter investido cada real nessa viagem. A lifetime experience.

