Será um dia inesquecível. Vê-lo finalmente ao vivo. Essa é minha homenagem a duas pessoas, em primeiro lugar a ele, João Gilberto, e ao meu pai, quem primeiro me mostrou o caminho de uma vida musical com aquela fita que guardo até hoje com carinho e que costumávamos escutar juntos em casa aos domingos.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Elected
A entrada do show
Eu voto nele. Voto para roqueiro com alma de artista. Aos 63 anos, Alice Cooper ainda surpreende. Surpreende pela vitalidade, criatividade e dinamismo que coloca nos seus show. Aliás, mais do que um show, é o 'Teatro de Horror de Alice Cooper'.
Quando disse que foi um teatro de horror, não era exagero. Os shows de Mr. Cooper costumam ter elementos teatrais, mudanças de figurino (foram uma 13) e espetáculo, como por exemplo, a encenação de Alice sendo executado numa guilhotina, esta, sem dúvida o ápice do concerto. A galera vibrou. E Alice parecia estar curtindo cada minuto do que acontecia. Claro, tudo era divertido, irônico.
A noite começou animada com Alice chegando numa enorme escada vestido de aranha. 'Spider Alice' foi levado pela plateia, porque sinceramente, nunca estive num show em que as músicas eram cantadas com tanta energia. Em seguida, com as sucessivas mudanças, o cantor apareceu distribuindo dólares fictícios com seu rosto estampado nas notas, veio de Dr. Horror, apareceu com uma espada mágica, dançou com uma boneca na balada 'Only Women Bleed' e surgiu como político cara-de-pau, figura já conhecida dos brasileiros, cujo discurso terminava assim 'O Brasil tem problemas, São Paulo tem problemas, o Rio tem problemas, e quer saber? Eu não estou nem aí!'
Mal se podia sentir a hora passar. Era uma música emendada em outra. A banda muito afinada e com som pesado. Eram 3 guitarristas, sendo que um deles Steve Hunter, retornava à banda após um hiato. O outro, o multi-tasked Tommy Henriksen, que compõe, canta e produz, inclusive outros artistas. Foi com ele que tive uma conversa muito legal ao fim do show. Ele contou da turnê europeia, que começaria na semana seguinte, falou do seu trabalho paralelo à banda e do que escuta na estrada. Me surpreendi com algumas coias.
Me senti como se tivesse voltado no tempo. Tinha 18 anos de novo. Ouvir 'Poison' ao vivo foi demais. Cantar 'School's Out' foi revigorante. Ao final, queria que tudo começasse de novo.
| Eu com o guitarrista Tommy Henriksen |
Analisado por Cyntia às 22:28
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